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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Justiça ou vingança? - 2

Já fiz uma publicação sobre o tema aqui e fiz uma pequena abordagem aqui. Como é um assunto que está na boca do povo, vou aproveitar pra falar novamente sobre o assunto.

O tema tem se tornado popular graças à novela Avenida Brasil, onde mostra a personagem Nina/Rita em busca de justiça contra o mal sofrido na infância pela madrasta Carminha. Na revista Veja também foi abordado o tema há 2 ou 3 semanas atrás justamente pelo mesmo motivo (ilustrado na foto ao lado). Uma das frases mais conhecidas para fazer a propaganda da novela é "Até onde você iria por justiça?". E é uma boa frase para se pensar. Da primeira vez que abordei o tema, falei sobre a personagem vivida por Glória Pires que foi presa injustamente graças a um homem que a usou se fazendo passar por namorado. Após sair da cadeia ela volta para se vingar. Não é muito diferente do que passa na novela agora. A menina Rita cresce como Nina, mas não consegue se livrar da sede de vingança. Mesmo tendo sido adotada por uma família argentina, depois de anos ela volta para fazer "justiça". Isso mostra como o ódio corroe por dentro. Tanto tempo se passou e ela não conseguiu esquecer, perdoar e seguir em frente. Pior: passou por cima de seu amor, do seu futuro e dos seus princípios e valores, tudo em nome da vingança. Ver a "mocinha" reunida com a vilania, discutindo coisas de origem dividosa ou sendo dissimulada com todos não é das sensações mais agradáveis. Tanto que esta mocinha não tem tido tanta audiência na rua ou na mídia (visto que a atriz não tem sido chamada para fazer comerciais e afins, coisa que normalmente os mocinhos fazem). Aliás, a personagem Nina foi inspirada, mesmo que indiretamente, no pernsonagem principal do filme O Conde de Monte Cristo. Ao longo da novela foram levantados diversos "debates" e diálogos entre os personagens sobre o que é justiça e o que é vingança. Vários personagens tentaram convencer a personagem principal de dar a volta por cima e seguir a vida, mas foi em vão. Isto claramente mostra que quem manda é nossa força de vontade, quem pode decidir é apenas nós mesmos.

 A vingança pode ser disfarçada de várias formas, mas não deixa de ser vingança. Como na ilustração que coloquei no topo, pode ser vista como uma brincadeira, mas não deixa de ser vingança. Se fazem alguma coisa prar nós, porque devemos responder à altura e da mesma forma? Porque foram violentos, sem-educação, egoístas, indiferentes etc, temos que ser também? Não vivemos mais sob a Lei de Talião e seu famoso "olho por olho, dente por dente", mas muitas pessoas pensam que sim. Como foi dito de forma magnífica por Mahatma Gandhi no filme (de mesmo nome) sobre ele mesmo: olho por olho e o mundo acabará cego. Outro ponto conhecido é o "herói" dos quadrinhos chamado O Justiceiro - ilustrado na foto ao lado - (e que poucos sabem que seu nome original em inglês é The Punisher, que significa em tradução livre O Punidor/O Castigador). Já saiu um filme dele em live action e estava para sair o segundo (do qual não sei em que andamento está), tendo feito o maior sucesso. E muitas pessoas estão, pelo menos de certa forma, de acordo com o roteiro e princípios do personagem. Da mesma forma que se regozijam com as pequenas vinganças do dia-a-dia, seja por que motivo for. O motivo pode estar certo, bem como a sede de justiça, mas como é que predendemos fazer isso: de maneira legal ou não legal? Me refiro ao certo e errado da personagem Nina, do Conde de Monte Cristo e do Justiceiro e também quando falamos "eu perdoo/perdoei", mas sente uma fagulha de alegria se qualquer coisa de errado/ruim acontece com a pessoa que nos machucou, mesmo que nós não tenhamos nada a ver com o que aconteceu a ela. Então também faço a mesma pergunta para que vcs possam responder a vcs mesmos: Até onde vc iria por justiça?

Algumas pessoas são como a Nina: querem justiça, mas acabam fazendo vingança. Isso remete ao que já falei aqui antes sobre o caso Nardoni, o caso do goleiro Bruno, o caso Cachoeira, o Mensalão ou qualquer outro assunto do tipo. Há pessoas que perdem a vida (ou parte dela) fazendo isso, querendo ou não. Assim foi com a personagem da Glória Pires e assim é com Nina, com o Justiceiro e o Conde de Monte Cristo. Há pessoas que guardam o que aconteceu e ficam remoendo, mesmo que inconscientemente. E há pessoas que sacodem a poeira e levam a vida à diante. A Nina não está sendo tão popular justamente por estar passando por cima de seus próprios valores para conseguir o que quer, inclusive atropelando as pessoas. Até um certo momento a população apoiou o que ela estava fazendo e até ficaram feliz, mas até certo ponto: tanto que não estão mais gostando tanto assim da personagem. Isso mostra claramente que, por mais feliz que fiquemos, uma hora tem que parar e ir em frente, seguir com a vida. Há pessoas que não conseguem e passam a vida amarguradas. conseguindo ou não, a questão é: o que vem depois? E o tempo que se "perdeu"? Qual seus objetivos na vida fora isso? Como seguir em frente?

Acho que o que fala mais alto quanto a este assunto é o caráter, os princípios e os valores. Pelo menos para mim. Deixo agora este trecho picado do filme V de Vingança (que, ao contrário do que parece, não se trata de vingança exatamente, mas sim de ideologias), onde se fala através de uma carta (e em cenas maravilhosas) espetacularmente sobre o tema integridade: "Nossa integridade é tudo o que temos. É o mais importante em nós. Mantendo nossa integridade, somos livres. Cada pedacinho do meu ser perecerá. Cada pedacinho... Menos um. O da integridade. É pequeno e frágil... É a única coisa que vale a pena ter: jamais devemos perdê-la, nem deixar que o tomem de nós. O que mais quero é que entenda a minha mensagem... Quando falo que mesmo sem conhecer você... E mesmo que talvez jamais conheça você... Ria com você, chore com você... Ou beije você... Eu amo você. De todo o coração... Eu amo você. Valerie".

Namastê. Au revoir.

domingo, 30 de outubro de 2011

Sobre a Morte e o Morrer - 3



Bem, já falei sobre a morte aqui e agora nao vai ser muito diferente, exceto pelo fato de que pretendo falar sobre isto a última vez. Na verdade, vou agir em duas frentes: sobre a situação em que nós encontramos após a morte (na verdade, sobre o momento da passagem) e sobre a preparação nossa frente a esta situação irrefutável, da qual nenhum de nós escapará.

Infelizmente este assunto ainda é um tabu para a grande maioria das pessoas, um assunto que não pode ser discutido ou sequer mencionado. Porém estão redondamente enganados. Este é um assunto que demanda tanto reconhecimento, tempo e atenção, quanto a saúde e a manutenção de nosso próprio corpo, nosso sistema político e social. Definitivamente é um assunto que precisa ser discutido, falado e ouvido, mais cedo ou mais tarde. Talvez por isso, somos pegos sempre de surpresa, mesmo quando a morte é certa (como no caso de doentes terminais).

Na publicação anterior sobre o tema, falei um pouco sobre o que podemos esperar após nossa passagem. Primeiramente é importante nos concientizarmos do nosso estado no momento do desenlasse. Numa situação trágica e brusca, como acidentes, assassinatos, assaltos dentre outros, somos levados em circunstâncias de extremo transtorno psíquico e desvairio mental, sem consciência do que acontece e sem saber até de quem somos. Deve ser mantida a paz na consciencia, tanto quanto nos for possível. E temos que nos esforcarmos para isso, pois vale a pena. Por falar em consciência... sempre me perguntei: porque tamanho desespero diante da morte? Venho refletindo sobre isso e a resposta vai além do famoso medo do desconhecido. A resposta vai até a nossa falta de compromisso conosco e com a Lei Natural, também conhecida como a Lei de Amor, criada por Deus para reger todo o Universo. Quando chegamos, trazemos no inconsciente todas as tarefas que devemos fazer para nos melhorarmos. Então, quando nos deparamos com a hora do retorno, nos sentimos culpados por não termos cumprido nosso compromisso. Quem passa perto da morte e consegue voltar (como nos AVEs - derrames -, infartos e o famoso EQM - Experiencia de Quase Morte) volta diferente, pelo menos na maioria das vezes. Volta mais desperto pata si e para o proximo, mais generosos, emotivos e mais desperto para as "Questões Essenciais" da vida.E isso nos leva pra nossa próxima questão: como nos preparamos para a morte.

Temos que manter a calma, a tranquilidade e a serenidade em qualquer circunstância da vida, inclusive na hora da morte. (Muitos são os outores que falam sobre isso, inclusive nesta viagem que fiz a Sao Paulo para o Congresso de TO comprei um livro sobre cuidados paliativos que trata de assuntos relacionados a morte no campo profissional da Saúde.) Em qualquer circunstância, as coisas ocorrem por afinidade. Encontramos pessoas sempre com as mesmas que as nossas, por isso formamos as comunidades: quem gosta de beber vai pro bar, quem gosta de rezar vai pra igreja, quem gosta de estudar vai pra escola, quem não gosta de fazer nada fica por aí vagando, quem gosta de drogas ou prostíbulos fica com quem gosta da mesma coisa. E na morte não é diferente.

Todos sabemos que morreremos um dia, mas ninguem toma consciência disso. Ninguém fala, ninguém se prepara. Ninguém faz o exame de consciência para saber se fez o seu melhor, portanto ninguém tem paz de consciência. Sei que parece meio radical falar ninguém ou todo mundo (ainda mais para mim), mas é que seria 99% da população mundial. Mas, como bem aprendi no espetacular documentário brasileiro Lixo Extraordinário, um catador de lixo fala: 99 não é 100.

Na verdade, a reflexão sobre a preparação para a morte me chegou como presente pela personagem Dulce da novela Morde & Assopra das 19h da Globo que acabou. Comecei a assistir a novela porque estava de repouso em casa após a cirurgia em maio e acabei me encantando com a interpretação e a personagem Dulce, por sua humildade. Na cena de um dos últimos episódios Dulce (Cássia Kiss) chega em casa após ter fugido do hospital e sua amiga Júlia (Adriana Esteves) a encontra. Com atuações primorosas e emocionantes na cena que achei arrebatadora, Dulce conversa com Júlia. Júlia verbaliza que a conversa está parecendo uma despedida, Dulce diz que ta percebendo que não está boa de saúde (tinha câncer, mas não sabia) e enquanto isso Júlia tenta engolir o choro e reprimir os sentimentos para que Dulce não perceba. Dulce questiona Júlia sobre qual é sua doença e Júlia desconversa. Dulce então diz "Eu sei que a senhora sabe. Se a senhora não quer falar, não fala. Mas não mente não.". Júlia explode em lágrimas, denunciando o futuro nebuloso da amiga. Dulce compreende o recado e começa a falar que quer ficar perto da família e dos amigos quando chegar a hora, isto é melhor que o hospital. Então, ela meio que vai preparando sua despedida dizendo "Está tudo certo...", de forma ligeiramente triste e preocupada, entretanto aceita de forma grata e bondosa o seu destino. Nosso destino. E no último episódio ocorre a consumação do fato numa cena bonita, tocante e cheia de vida (vejam só a contradição).

Talvez o parágrafo acima fosse desnecessário, mas queria ressaltar este fato concreto. Poderíamos perguntar: Mas quem é a criatura que em sã consciência iria se preparar para morrer como quem organiza uma festa ou se enfeita para um grande evento? Esta é a pergunta que gostaria de deixar para que cada um responda para si. É estranho pensarmos nisso, mas é decorrente do tabu que criamos em torno da morte. Devemos aceitar o fato de que esta oportunidade, este presente de Deus, passará e devemos, acima disso, nos preparar em vida para este momento. Quando digo aqui em casa e para pessoas próximas da forma como quero o enterro etc, sou recebido com muita estranhesa e o famoso "Vira essa boca pra lá! Ta ficando doido?". Ao que respondo de forma bem-humorada, simples e realista "Uai, se vocês quiserem ficar aqui fiquem a vontade, porque eu vou embora!". Raras são as pessoas que têm esta oportunidade, especialmente se não tiverem debilitadas por alguma doença. Pessoas que se preparam são sábias e conscientes. Conscientes de nossa finitude e impotência diante do momento do nosso retorno. E que ironia engraçada, não? Somos seres imortais, mas não vivemos para sempre. Gostaria de reforçar: somos seres espirituais passando por uma experiência na matéria. Portanto, somos imortais em essência, mas limitados no corpo. E precisamos sempre dele, pelo menos por enquanto. Estamos sempre de passagem e, ao contrário do que muitos imaginam, a morte existe para nos ajudar. Por isso a necessidade da reencarnação, como mostra a Lei Natural. Mas isso já é outro assunto...

Namastê. Au revoir.

domingo, 24 de julho de 2011

Sobre a Morte e o Morrer - 2


Parece ser uma hora oportuna pra escrever sobre o tema. Falemos novamente sobre a morte e o morrer. E a morte da cantora Amy Winehouse serve para ilustrar.
Todos se preocupam a hora da morte, o fato em si, o que ela representa e o que ocorre depois dela.
Vamos partir do princípio religioso, pois é patente que nosso viver e morrer é emoldurado pelo prisma da religião que abraçamos. Para alguns vivemos no sono eterno (seja no céu ou no inferno), para outros se espera estudando até a opotunidade de reencarnar, para outros podemos voltar como animais ou ascender até o nirvana (dependendo da nossa conduta em vida), em outra há 7 virgens nos esperando etecetera e tal. O fato é: moldamos nossa morte de acordo com nossa vida.
Imprimo minha visão, como outros, através dos conceitos em que acredito. Como Espírita, acredito na reencarnação, mas muitos não a entendem. Neste outro blog há muita coisa relacionada ao assunto, principalmente para aqueles que estão abertos e dispostos a adquirirem novos conhecimentos. Não vou fazer promoção de ideais, muito menos utilizar de fundamentalismo religioso para, mesmo que aparentemente, empurrar conceitos goela abaixo. Vale reforçar que utilizo do pequeno conhecimento que possuo para entender a vida e fazer meu trabalho de esclarecimento a quem o quer receber.
Pois bem, a reencarnação é tão-somente uma das formas que Deus utiliza para exercer sua sabedoria suprema, juntamente com seu Amor, para promover a justiça entre todos, fazendo com que aprendamos a amar um pouquinho de cada vez através do esforço próprio caminhando para a evolução espiritual com o auto-conhecimento. Podemos ilustrar como a imagem que coloquei acima ou ainda falar que seria como "trocar de roupa". Ou seja, nossa essência permanece a mesma, com todas as virtudes que conquistamos e todos os vícios que possuimos, apenas nossa aparência e a época que vivemos muda. Isso é o nascer, e a morte não é diferente.
Após a morte permanecemos os mesmos, com todas as aquisições que possuimos. Não é porque morrermos que viramos Santos ou somos condenados ao fogo eterno. Quero dizer, céu e inferno são relativos e apenas ilustrativos. Quando morremos somos "condenados", mas não como pensamos: nós somos responsáveis pela auto-condenação. Quem nos condena é nossa consciência pelo bem que fizemos, pelo bem que deixamos de fazer (pelo mal que não evitamos) ou pelo mal que fizemos (por querer). Em morte, continuamos com nosso desejo por frequentar bares ou igreja, comer demais, a luxúria, álcool ou drogas, ajudar quem amamos ou ficar estagnados. O mesmo acontece durante o sono. Nossa mente entra em sintonia com quem gosta do que gostamos, seja em morte seja em vida. Nossa condição só muda quando quisermos do fundo no nosso ser. Quando pedimos ajuda, sinceramente, somos ajudados.
Madre Teresa, minha "mestra", fala em seu livro A Força Eterna do Amor, que não quer o céu dos ociosos, quer trabalhar. Se for reconhecida como Santa, será a Santa da escuridão (estará sempre ausente do céu para ajudar os que se encontram na escuridão). Ela se refere às trevas da ignorância. E é assim que são as pessoas realmente boas: trabalham incessantemente em prol dos necessitados de amor e conhecimento. Tem gente que fala que "não quer ir pro céu dos Espíritas, pois lá se trabalha demais", preferem viver em "sono eterno" (e assim podem fazer, mas não para sempre, pois descobrem o valor do trabalho, cedo ou tarde). Assim são nossos irmãos Católicos e Protestantes (vulgo Evangélicos ou Crentes): após a morte ou se arde eternamente no inferno ou vive no paraíso ocioso.
As pessoas são livres para acreditarem no que quiserem. Amy Winehouse (cujo sobrenome ironicamente significa - literalmente - casa de vinho) morreu, como costumo dizer, "essa(e) já foi, cumpriu o seu papel". Bem ou mal, cumprimos nosso papel em vida. Agora é esperar nossa próxima oportunidade. Pena que as pessoas focaram tanto em sua morte que praticamente encobriu a tragédia ocorrida na Noruega, onde 76 pessoas foram assassinadas e parte da cidade foi explodida. E pessoas como Amy acabam morrendo como heróis... Só resta saber herói de que ou porque (a não ser que o conceito de herói tenha mudado e eu não estava sabendo). Como digo a quem quer saber, sem jugamento ou preconceito, a forma como ela conduziu sua vida serve (ou deveria servir) para nos perguntarmos: e nós, estamos fazendo o que deveria ser feito? Como estamos levando nossa vida? Não se deve fazer como muitos (infelizmente os famosos sofrem muito com isso após a morte), que se lamentam pela perda ou vibram com a perda, achando que podem julgar e apontar falhas ou formas de conduta com a vida. Ela já foi e nós também vamos, cedo ou tarde. Lembrem-se que enquanto apontamos um dedo para o outro, há 3 apontando para nós mesmos.
O tema é muito extenso e dá pano pra manga. E não quero me alongar demais (como venho fazendo ultimamente nas publicações). Para finalizar, a morte é apenas uma mudança de estado, uma troca de roupa. O corpo morre, mas alma vive (embora essa vivência seja controversa entre uns e outros). Vendo que não explanei o tema como gostaria (por considerar que faltaram coisas), pretendo trazer o tema novamente. De qualquer forma, a morte ainda permanece envolta de mistério e medo, mesmo com o conhecimento que possuímos. Por hora fiquem com um trecho do texto que trouxe sobre o tema anteriormente:

"Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: 'já se foi', no além, outro alguém dirá : 'já está chegando'. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida. Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário."

E como eu gostaria de escrever em minha lápide: E a vida continua...
Au revoir

terça-feira, 31 de maio de 2011

O fim justifica os meios?


Esta pergunta serve como continuação da discussão anterior. Porquê? Bem, acho que seria válido perguntar se, por exemplo, num caso de vingança, se o fim justifica os meios. Ou seja, se para "fazer justiça" [que é o fim] justifica alguém fazer qualquer coisa para que possa conseguir o que quer. Mesmo que não seja um caso de vingança, seria lícito, digno, benéfico, prudente ou justificável fazermos qualquer coisa pra atingir algum objetivo? Acho que essa é uma questão que temos que fazer intimamente à nossa consciência. Para alguns a resposta é sim, para outros, como eu, a resposta é não. E por quê? Vamos ao meu desenvolvimento sobre o tema. Como já disse, não estou aqui para julgar quem ou o que quer que seja, mas é sabido [e não é de hoje] que existem pessoas que fazem isso. Faço apenas questionamentos e reflexões sobre variados temas sobre o cunho filosófico, espiritualista, científico e moral e os trago para cá, para os que estão interessados em conhecer e compartilhar.

Uma coisa é lutarmos para conseguir o que queremos, outra coisa é usarmos de qualquer artifício para atingirmos o objetivo. Há pessoas que passariam por cima de outras, trapaceariam, puxariam o tapete ou usariam outra[s] pessoa[s] ou nomes ou situações para se favorecerem ou se autopromoverem. Mas a pergunta mais importante é: eu também faço isso? Deveríamos vaculhar, senão sempre ao menos de vez em quando, o porão da nossa consciência e verificarmos se nos pequenos atos do dia-a-dia fazemos isso de alguma forma. E porque nos pequenos atos? Porque se soubermos fazer no pouco, saberemos fazer no muito. Por exemplo: se soubermos administrar nossas finanças e economias bem, com o pouco que temos, saberemos como fazer se tivemos muito [no caso de se ganhar na loteria]. Isso claro se não deixarmos a ganância, a avareza, o poder, o egoísmo e a ilusão de que somos melhores porque temos dinheiro tomarem conta antes.

Vamos a um exemplo prático e mais palpável. Não sou de assistir novela [pelo fato de não ser algo que considere muito útil e por estar trabalhando nos horários], mas como estou de repouso após a cirurgia em casa tenho assistido quase todos os dias [embora seja apenas as partes que me chamem a atenção, no caso apenas a personagem Dulce, vivida por Cássia Kiss, na novela das 19h]. Uma personagem muito simples, humilde e sofrida. Não é ela o exemplo que procuramos, mas sim seu filho na tal novela: Guilherme. Ele se fingiu ter estudado medicina enquanto usava o dinheiro suadíssimo que sua mãe mandava e depois voltou para a cidadezinha de onde veio. Lá deu um jeito de ser diretor do posto médico e tentou casar com a filha do prefeito da cidade. Sua mãe fazia de tudo para ele, até passar fome, e mesmo assim ele a "tratava mal". Sempre afirmava que fazia o que fazia porque ia ganhar muito dinheiro e, assim, poderia dar mais conforto. Sempre que confrontado vinha com sua desculpa: "Mas eu vou ganhar mais dinheiro e tudo vai melhorar, tudo vai dar certo". Tudo o que idealiza só pode ser feito mediante o dinheiro que tiver. Será que realmente precisamos de dinheiro pra vivermos bem e tratar bem as pessoas [neste caso, principalmente a própria mãe]? Será que dinheiro é fonte de felicidade? Será que é justificável ele maltratar a mãe e enganar a todos fingindo se passar por médico e fingir ser rico para se casar com uma moça porque ela é rica?

Ok, este exemplo é atual, mas não é de hoje que essa discussão existe [ao menos para quem lê nas entrelinhas]. Vamos a um caso mais clássico: Robin Hood [ilustrado na figura acima e ao lado]. O famoso camponês que roubava do rei para dar aos pobres. É justificável tirar de quem tem mais para dar a quem tem menos ou não tem? Acho que um roubo não deixa de ser um roubo, mesmo que seja do mais para o menos, para equilíbrio sócio-econômico. Um ladrão não deixa de ser ladrão porque o destino do objeto roubado é alguém que é pobre e quem foi roubado é muito rico, mesmo que esse dinheiro do rei tenho sido obtido de maneira ilícita ou pouco aconselhável. Portanto, o ato não deixa de ser um roubo e o ladrão não deixa de ser ladrão por ter dado um destino benígno ao que foi tomado de outrem. Para mim, deve ser tratado da mesma maneira que alguém que rouba na rua, seja uma loja, seja uma pessoa menos favorecida ou seja um ricaço. Tanto faz ser pobre roubando rico ou rico roubando pobre. Os fatores não alteram o significado nem o objetivo.

Podemos ser mais extremistas: seria correto matar em legítima defesa? "Obvio que sim, claro!" respondem as pessoas sem pestanejar. Para mim, que já entendi e senti [motivo pelo qual entendi verdadeiramente], a resposta é não. Quem sou eu para achar que minha vida é mais valiosa que a do outro, mesmo que esse outro esteja fazendo algo pouco recomendável? Não, todas as formas de vida são valiosas e importantes [inclui-se aí os animais e um dos motivos do vegetarianismo. Mas isso é outro assunto...]. Prefiro ser eu a ficar sem vida do que ser eu o autor da retirada de vida de outro, seja quem quer que seja e porque motivo seja. Mais uma vez podemos passar de vítimas a agressores, e a grande maioria das pessoas nem se dá conta disso. Aliás, a grande maioria das pessoas nem percebem que estão vivas...

Por hora fiquem com essa pequena reflexão.
Au revoir.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Justiça ou vingança? - 1


Para começar, novamente vamos consultar o significado destas palavras no dicionário:
Justiça: Conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu; A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência; Prática e exercício do que é de direito; Retidão, uma das quatro virtudes cardeais.
Vingança: Ato ou efeito de vingar(-se); Punição, castigo; Atitude de quem se sente ofendido ou lesado por outrem e efetua contra ele uma ação mais ou menos equivalente.

Esses dois conceitos são muito conhecido por todos, mas ninguém costuma refletir sobre eles. Aliás, na grande maioria das vezes as pessoas conhecem muito mais a vingança do que a justiça. Independente do motivo que se tenha ou o tempo que se leve, costuma-se fazer justiça com as próprias mãos a esperar que a justiça seja feita por ela mesmo, seja judicialmente seja divinamente falando. E é importante que o conceito de justiça seja levado, aqui, a todas as interpretações possíveis.
Temos a justiça de Deus e a justiça dos homens. A justiça dos homens vale-se de parâmetros criados, estudados, discutidos, modificados e organizados em forma de leis e artigos ao longo da história. Isso tudo está destinado ao Direito, mas há pessoas que queiram fazer justiça fora desses parâmetros, mesmo quando contemplados com as prisões ou mortes daqueles que atentaram contra ele.
Para ilustrar contamos com vários e vários casos, mas vamos pegar 2 mais atuais: a morte de Osama Bin Laden e a vingança da personagem de Glória Pires. Após algum tempo na cadeia por um crime que não cometeu, ela resolve que o fulano lá deve "pagar pelo que fez a ela" e ao ser liberta sua vida passa a girar em torno de fazer justiça. Perde-se toda uma perspectiva de futuro, profissional e pessoal, para que viva única e exclusivamente para vingar-se. É triste ver uma pessoa passando por uma transformação tão radical quanto esta, e transformação no sentido negativo, cristalizando-se na mágoa, ódio e rancor. Isso porque é novela, daí ela também não precisa se preocupar com dinheiro, moradia etc, vivendo apenas em função de destruir a vida do outro que a fez mal. E são infinitos os filmes e personagens de novelas e peças teatrais que têm como tema a vingança. Tudo bem que vez ou outra isso consiga se concretizar, mas o acontece depois? O que se ganha em troca e o que vai se fazer da vida depois que conseguir sua vingança? Como é que vai ser tocada a vida?


Já o outro exemplo todos conhecem e a maioria compactua do resultado. Ao ouvir que Bin Laden estava morto quantos não foram os que exclaram "graças a Deus! Até que enfim."? Como se a paz mundial dependesse apenas de nos livrarmos da presença de um indivíduo. Podemos citar nesse mesmo exemplo o caso Nardoni, o massacre de Realengo e tantos outros. Em casos como esses, com tamanha crueldade, clamamos justiça esperando por vingança. Fosse apenas a justiça por ela mesma, deixaríamos as coisas nas mãos de advogados, juízes, delegados e promotores e "esqueceríamos" o que tinha acontecido. Mas, nessas circunstâncias, ao vermos os algozes a massa parte pra cima no "momento do linchamento", tomando um partido pessoal, justificando suas ações como merecidas pelo mal cometido por outro.
Conta-se nos dedos (talvez de uma das mãos) os que levaram uma prece singela em homenagem às essas pobres criaturas sem amor-próprio, que deixaram levar-se por ignorância e egoísmo. Lembram que eles têm que pagar pelo crime que cometeram, mas esquecem-se que também nós poderíamos estar no lugar deles. Aliás, nós estamos no lugar deles, mas a diferença consiste que um matou muitas pessoas e nós apenas mentimos, omitimos, seduzimos, chantageamos, mascaramos etc. Os fins e os meios mudam, mas não a intensão. São eles no lugar do nós, mas que mesmo assim não deixa de nos atingir. Alguns com ideais utópicos torpes chegam ao fanatismo de querer exterminar o mal do mundo, matando todos os que o fizerem, mas esquecem-se que, em maior ou menor grau, nós participamos disso. Isso é mostrado no desenho animado Death Note, onde um garoto quer tornar o mundo puro e justo matando todos os bandidos, esquecendo-se que quando faz isso, ele mesmo se torna o algoz. Não temos o direito nem o dever de julgar quem quer que seja, a não ser a nós mesmos e nossas atitudes. Passamos de vítimas para efetuadores do crime. E achamos que estamos certos, em nome da justiça...
A linha entre justiça e vingança é muito tênue. Temos que prestar atenção para percebermos que lado da linha estamos cruzando. Até porque, mais cedo ou mais tarde, somos sempre nós que a estaremos enfrentando de acordo com as várias outras leis que temos: compensação, retorno, causa/efeito etc.
Para fechar, podemos citar vários ditos populares sobre isso: aqui se faz aqui se paga, antes tarde do que nunca, quem com ferro fere com ferro será ferido e o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória.
Então, prefiro ficar com a justiça dos homens até onde ela pode ser levada e aguardar a justiça divida.
Vamos pensar.
Au revoir.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Carnaval


Bem, infelizmente não pude escrever antes como planejado. Tinha pensado em escrever justamente no "feriado" de carnaval que era mais propício, mas não podendo, eis-me aqui agora.
Vamos falar de uma das maiores propagandas do Brasil e que o torna tão famoso: o carnaval. Para começo de conversa, gostaria de esclarecer a "origem" do carnaval e que vao embasar um pouco desta exposição. O nosso carnaval é uma adaptação das festas romanas e gregas, que tinha como nome CARne-NAda-VALe [cuja a derivação e simplificação linguística para nós ficou carnaval...] e que tinha como motivação a "festa da carne" [meio óbvio, não?].
Pois bem, a história que conheço [contadas por um orador famoso e bem conceituado no Brasil] é essa: tais festas eram promovidas pelos poderosos da época [reis, "governo" etc], regadas a muito vinho [a bebida alcoólica mais comum na época], comida e sexo. Faziam verdadeiras orgias, com um número grande de pessoas e todos usavam máscaras. Será que tem alguma semelhança com a festa que fazemos?

Um ponto interessante a ser ressaltado é o motivo pelo qual usavam máscaras. Elas eram colocadas, justamente como sugerido pelo nome, para fazerem o que quiserem, satisfazerem seus desejos, promover a libertinagem por um determinado período de modo que não sentissem culpa pelo que fizessem. A máscara era como se falassem: na sociedade eu não posso fazer isso, sou uma pessoa séria e bem comportada, e aqui eu posso, posso tudo, já que não é meu rosto que está estampado aqui... Ainda hoje usamos máscaras, sejam de plástico, sejam de carne e pele ou seja social. Reflitam.

Depois de um pouco de história, vamos passar para a parte mais prática: o carnaval na sociedade moderna ou poderíamos dizer "o samba do crioulo doido". Essa festa se tornou popular, porém cara, muito cara. E pra que isso? Adivinhem? Para explorar ainda mais o povo e encher o bolso de quem mexe com isso. E o lucro é grande! Quem dirá para "artistas" e políticos. Aí, novamente, a velha política do Pão e Circo, como já falei. Cobra-se caro por abadás, como passaportes da alegria [mas não é assim que vejo], e a população não tem sequer a moradia, educação, saúde ou comida que precise para que isso se justifique, ou pelo menos para que se desfarce. Isso sem contar com as músicas fantásticas do momento: Rebolation, Melô da Mulher Maravilha ou Quero não/Posso não etc. É de uma musicalidade, melodia e letras de dar inveja a Bach, Beethoven, Mozart, Caetano Veloso, Engenheiros do Havaí, Legião Urbana, Maria Bethânia e similares. Acho que esses primeiros se revirariam no túmulo...

Outra coisa interessante que se vê é a quantidade de ambulância que disponibilizam para atender bêbados e arruaceiros neste período, sendo que os pobres não as têm nem quando passam mal, a ponto de morrer sem a assistência básica. A mesma coisa vale para os policiais que fazem a segurança da festa, hospitais lotados sem a mínima condição de atendimento adequado ou médicos e enfermeiros para socorrer quem precisa. A quem conteste, dizendo que os pequenos comerciantes faturam bastante nessa época também. É... podem estar certos, mas se essas famílias dependessem dessa data para venderem cervejas/refrigerantes, churrasquinhos, aparatos carnavalescos e outros balango-dangos passariam fome no resto do ano.
Tem até uma repórter da Paraíba que falou um pouco sobre isso, como forma de desabafo talvez, e, talvez, falando em nome de outros e que foi veiculado na internet esses tempos. É, pensamos praticamente do mesmo jeito, apesar de ter achado um tanto quanto desesperado e até agressivo. Podemos ser mais respeitosos, lembrando que tudo o que coloco aqui são pensamentos meus sem julgamento ou pré-conceitos, para mais ou para menos. No atual momento, sobre o que acho do carnaval, quem gosta e quem participa dele. Cada um escolhe o que acha melhor para si, como colocado na postagem sobre liberdade e libertinagem.

Tem também os que gostam de ver os famosos desfiles das escolas de samba, no Rio e em São Paulo. Há os camarotes vips, com artistas televisivos e outros tipos, a galera que paga para desfilar e uma competição [para mim sem sentido] para ver qual das escolas vai ganhar. Oras, passa-se o ano planejando e executando todas aquelas alegorias, cobra-se a um preço exorbitante pelas fantasias para desfilar e, se perde [ou se acontece um acidente, como o que aconteceu este ano], chora-se amarga e longamente [a mesma coisa pode-se falar do futebol, mas isso é conversa para um outro momento]. Porque se preocupar com isso, quando se tem um terremoto, um tsuname e um desastre nuclear devastando todo um país? Tudo bem, sei muito bem que o acontecido no Japão foi depois do carnaval, mas nosso objeto de interesse parece estar mais voltado ao fútil do que ao útil, e falo isso em linhas gerais sem querer apontar o dedo na cara de alguém. Porque nos importarmos com uma competição e umas fantasias em detrimento de milhares de pessoas que estão morrendo necessitando de ajuda? Mas compreendo que cada um tem um tempo para despertar e está num nível de consciência [em que já estive há muito tempo atrás, inclusive].

Pra finalizar, acho que não paramos para pensar no quanto se gasta com tudo isso. O quanto se gasta com a quantidade de mortos que aumentam nesse período ou com a quantidade de gastos com a saúde daqueles que adquirem algum tipo de sequela por acidentes. Impressionante que o governo [e nós] tem dinheiro para investir nisso, mas reclamamos ou nao se tem dinheiro para aplicar na população carcerária e em sua reeducação, na saúde, na educação, no transporte, no saneamento básico, na moradia etc etc etc. Por último, gostaria de falar sobre as consequências em comemoração da festa da alegria [comemorar o que mesmo? E que alegria é essa?]. O que vemos antes, durante e depois [variável de acordo com a região do nosso país, já que sabemos que os nordestinos lideram com relação a isso]: mortos ou sequelas por acidentes diversos, DSTs sendo transmitidas aos montes, gravidez indesejadas, abortos ou mães [e raramente pais] despreparados [e, muitas vezes, adolescentes e desempregados], alcoolismo [ou, pelo menos, aumento dos vícios considerados lícitos - álcool e cigarro], milhares de aves que morrem para doarem suas penas para que possa ser usadas de enfeites nas fantasias etc... Saldo positivo? Não para mim. Essa alegria, que dizem ter o carnaval, não me seduz. É ilusão e muitos querem ser iludidos, ainda.

Acho que a festa da alegria do Carne-Nada-Vale poderia ser substituído pela verdadeira Festa da Vida, mas teríamos que planejar e organizar ainda do jeito que a Vida merece. Poderíamos começar ajudando nossos irmão nipônicos, na medida do possível, e comemorarmos juntos as Vidas. Na verdade, minha vontade era estar lá, mas não é possível, bem como não foi possível estar no Haiti, no Rio de Janeiro ou Blumenau nas dificuldades que passaram. Pelo menos não como eu gostaria, mas se não é possível estar fisicamente, trabalhemos em pensamento. Com tudo isso que coloquei, será que a história do carnaval dita no começo tem alguma coisa a ver com o que fazemos hoje? Para mim foi só a vestimenta mudou e ficou mais modernizada, mas o significado é, praticamente, o mesmo.

Au revoir.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Liberdade e libertinagem



É relativamente simples falar desse tema, visto que está bastante explícito e fácil de distinguir um e outro no mundo hoje. Inicialmente vamos aos conceitos para só então discutir:
Liberdade: Condição de uma pessoa poder dispor de si; faculdade de fazer ou deixar de fazer uma coisa; o uso dos direitos do homem; ausência de servidão, submissão e determinação, qualificando-se como independência do ser humano; constitui o comportamento humano voluntário; autonomia de um sujeito racional.
Libertinagem: Desregramento; uso da liberdade sem o bom senso, acabando por transformá-la em um veículo prejudicial a si próprio ou aos outros.

A liberdade é caracterizada por se fazer escolhas de forma racional, levando em conta e aceitando as consequências advindas desta escolha. Também é conhecida por alguns como livre-arbítrio. De qualquer forma, há muitas pessoas que ainda confundem liberdade com libertinagem, fazendo desta um estilo de vida um tanto arriscado, para si e para outros. Acho importante frizar isso, pois a todo momento nos deparamos com esta contradição, especialmente porque estamos praticamente no período do carnaval, época perfeita para se divertir sem limites. Mas o carnaval vai ficar para a próxima postagem.

Às vezes queremos que nossa mão chegue além do que o braço pode esticar, mas esbarramos no limite do espaço de uma outra pessoa. Algumas pessoas invadem o espaço do outro, consciente ou inconscientemente, e se sentem incomodadas, já outros o fazem sem a menor cerimônia como se fizesse parte dele próprio. Não sabe distinguir ele mesmo de outra pessoa. Temos nossa liberdade de escolha e temos que saber usá-la, foi pra isso que Deus nos dotou da capacidade da inteligência, do raciocínio e da individualidade. Ou seja, tudo o que escolhemos e fazemos se volta para nós, não para os outros. Inicialmente pode parecer que o outro foi atingido, mas mais cedo ou mais tarde volta para nós, como se fosse um espelho. Eis aí o karma/carma citado pelos hindus, budistas e outras religiões. O carma em sí não tem nada de ruim, isso é uma ideologia criada pelo homem, mas ele é colocado como ruim porque geralmente as escolhas que fazemos provém do egosísmo, do orgulho e da vaidade.


A liberdade é a grandeza de poder fazer escolhas e escolher é sacrificar. Sacrificar outras coisas e possibilidades em detrimento de uma só. E depois da escolha vem as consequências e temos que aceitá-las, pois foi o que nós mesmos escolhemos para nós. Aceitar com resignação. Se essas escolhas não tivessem consequências, se nos permitíssimos voltar atrás no que não é admitido naturalmente, a liberdade se tornaria vazia e improdutiva. Além disso, estaríamos anulando nossa personalidade, pois somos aquilo que escolhemos para nós, mesmo que tenhamos apenas um caminho a seguir ou quando uma outra pessoa se sobrepõe a nós, daí vale a pergunta: "o que fazer com o que fizeram de mim?". Além do que, aceitar escolhas não diz respeito apenas ao que escolhemos para nós mesmo, mas também aceitar o que os demais escolhem para si. Na realidade fazemos justamente ao contrário: queremos tomar decisões pelos outros achando que será melhor para ela do jeito como pensamos e não como ela escolheu. Com isso cabe fazer uma pergunta: o que nós achamos que será bom para ela é o que é de fato ou fazemos isso porque será melhor para nós, de alguma forma?

É difícil fazer com que as pessoas compreendam aquilo que ainda não sentem. Cada pessoa tem um conceito diferente, o que faz parecer que, eu e outras pessoas que batem nessa mesma tecla maquiada de clichê, estamos tentando ensinar física para crianças do jardim. Eis aí a ignorância do ser humano. Não é raro encontrar quem queira ter seus direitos atendidos, mas é raro quem sequer lembre que, além dos direitos, temos também os deveres. E temos muitos deveres. Inclusive deveres para conosco mesmos, o que significa que a liberdade que temos é para ser usada também em benefício próprio, sem nos prejudicarmos. E se ficarmos apenas gozando dos prazeres da vida sem tirarmos nada de proveito, sem aprender, sem fazer nossa parte não teremos esta liberdade verdadeira, teremos uma prisão. Eis o auto-enclausuramento ou o "carma ruim", como colocado anteriormente. A vida foi feita para sermos felizes, mas não essa felicidade fugaz e materialista que muitos pensam e querem. A vida não é só "sexo, drogas e rock'n roll". Repito que não estamos na vida à passeio, mas muitos preferem ficar pelo caminho perdendo tempo com distrações.

Podemos, então, exercê-la de forma positiva ou negativa. E podemos chegar à tão sonhada paz com esta liberdade do qual falei... ou podemos chegar à prisão. Nós é que escolhemos onde vamos. Mas também podemos ter paz na prisão. E o contrário da liberdade é a prisão, então vamos falar um pouco disso também. Abaixo transcrevo um trecho do discurso feito por Prem Rawat do projeto Palavras de Paz, que pode ser visto no site ou no VcTubo sobre a Luz Interior, que também fala sobre a liberdade:

"Parece que estamos aqui para desfrutar. Temos um corpo que detesta sentir dor e adora sentir prazer. Talvez o propósito desta viagem não seja a dor, o sofrimento, mas podermos sentir a experiência suprema. O supremo pode ser esse poder que torna todas as coisas possíveis, que lhes dá energia, que as move. Mas o que é fascinante não é entendermos o universo, mas saber o que lhe dá energia também está dentro de nós. E isso nós podemos experimentar. Porque quando experimentamos, ficamos cheios de paz, cheios de felicidade.
A cada um de nós foi dada uma oportunidade de sentir plenitude, de sentir paz. A paz que pode ser sentida na prisão. E o que me maravilha é que mesmo na pior das situações há esperança. Há uma flexibilidade, uma compreensão e uma força em cada ser humano. E é essa força que nos faz avançar até a porta de entrada para a paz interior. Estar preso e isolado é o pior dos castigos. Estar sozinho. Eu... comigo. A liberdade está dentro de você. Pode sentir a liberdade, mesmo que esteja trancado numa prisão."

Para finalizar, a liberdade é direito de todos, principalmente no que diz respeito a libertar-se de si mesmo. Libertar-se das suas dificuldades, defeitos e apegos. A liberdade leva tanto à prisão e ao sofrimento quanto leva à paz e a felicidade. Basta saber que caminho vamos percorrer.
E vou ficando por aqui, pois ainda há muito pano pra manga.
Quem sabe não volto a falar disso novamente no futuro?
Au revoir.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Política 3 - Tropa de Elite


Inicialmente gostaria de dar as boas vindas ao novo ano, já que hoje é o último dia de 2010. Que seja repleto de muita saúde, amor, paz, juízo, trabalho, sabedoria, respeito, paciência e responsabilidade. Deus nos abençoe e que possamos dar o melhor de nós mesmos todos os dias de 2011 para melhor desempenharmos nossas tarefas!
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Vamos aos últimos retoques, ao menos temporariamente, sobre a política.
Para começar amanhã temos as posses da nova governadoria no país. Espero que de fato realizem o papel a que se propuseram em tempos de campanha, não só como políticos, mas primeiramente como ser humano. Durante este texto usarei 2 filmes como sitações: Se Nada Mais Der Certo e Tropa de Elite 1 e 2.

O primeiro filme trata de um rapaz comum que se envolve com uma moça andrógena e um taxista na formação de uma espécie de quadrilha, formada após a decepção deste com o sistema empregatício do país. Mostra medidas desesperadas para se ganhar dinheiro fácil, visto que a vida assalariado e pagando um monte de contas, impostos e ainda tentando manter a família. Achei o filme também um tanto desesperado, digamos. De fato a vida é difícil, mas ir para "o lado negro da força" não é a melhor saída. Embora muitas pessoas, em sua ingênua ignorância, pesem ser esta a única saída. Mostra entretanto um cidadão comum inserido em um sistema em processo de falência com muitos buracos, corrupção e difíceis soluções.

Já os 2 Tropas tem uma maior importância aqui, neste momento, pois falam mais diretamente sobre o assunto em palta. O primeiro eu assisti um bom tempo depois de ter vazado na net e de ter ido ao cinema. Achei bom, porém um tanto animalesco. O segundo vi algumas semanas depois da estreia nos cinemas e achei bem melhor que a primeira versão, por vários motivos. Um deles é que tem bem menos violência, por ter sido mais inteligente e, infelizmente, mais realista. Sabemos que o sistema é similar ao que nos foi mostrado, por isso não vou entrar em maiores detalhes. Em ambos os filmes nos é mostrado esse sistema que nos rege e do qual eu falei anteriormente aqui e aqui. Eis o quadro tristemente fidedigno da nossa realidade política, com pequenas nuances de boa política.

A polícia está realmente fazendo seu trabalho? Vejo raros casos que a resposta é afirmativa. Os políciais usam do abuso de poder, da violência e impunidade para coagirem cidadãos comuns. Desta forma é válido perguntar: A polícia é mocinha ou bandida? Acho que o lado que ela fica varia de acordo com suas ações, sendo que na maioria das vezes a resposta é "bandida". Vemos isso também em Tropa de Elite. Aliás, interessante ressaltar que tivesse o filme demorado mais tempo para estrear, poderíamos dizer que a invasão ao Complexo do Alemão tinha sido filmada para colocar no filme. Porque falo isso? Simples: a polícia fez isso depois da estreia do filme, logo é válido perguntar se fizeram isso na vida real por fazer parte de seu trabalho ou porque queriam mostrar que o que se vê na ficção os deixaram envergonhados por não fazerem seu trabalho e resolveram "limpar o nome"? A diferença está apenas que limparam a favela do grande esquema do tráfico de drogas e no filme procuravam armas ilegais. De uma forma ou de outra a vilência é extrema e mostra, ao menos para mim, que os fins não justificam os meios e que eles deixaram a situação chegar ao que nos foi mostrado, quando poderiam ter agido preventivamente. Foram sagazes e inteligentes o bastante usando o tema, do momento e da abordagem, mostrando e cultuando um heroi que combate a violência com violência, tirando proveito da sede de vingança (caracterizado como justiça erroneamente) do povo brasileiro.

Transcrevo abaixo interessantes trechos retirados dos filmes citados acima e copiados aqui por mim para reflexão:
Se Nada Mais Der Certo: "Qual é a lógica do pobre quando ele rouba alguém que tem mais dinheiro que ele? Ele simplesmente está querendo algo que ele não tem. Qual é a lógica do rico que rouba o pobre se ele já tem? Porque que o rico precisa roubar se ele já tem? Às vezes eu começo a achar que faz sentido roubar o rico, mas a gente é educado para não roubar. Mas a gente não é educado para não ser roubado. Por mais que vc acha que existem vários caminhos, não existem."

Tropa de Elite: "Prisão hoje é um lugar extremamente caro para tornar as pessoas piores. Limpeza étnica e limpeza social. Não podemos admitir que um representante do Estado seja mais violento do que aqueles que a gente acha que está preso por ser violento. Isso é absurdo e está ficando cotidiano e ninguém acha estranho. Pra certas pessoas a guerra é a cura, te move como uma válvula de escape. A pressão aumenta em casa, o pau come na rua. A política usa do sistema pra ganhar dinheiro."

Por hora, reflitam com seus botões sobre essas coisas e qual o nosso papel nisso tudo, relembrando que amanhã é dia 01/01/11, dia de posses da nova política.

Feliz 2011!!! \o/

Au revoir.

sábado, 13 de novembro de 2010

Política 2

É, Dilma ganhou, graças a Deus! Não que eu tenha escolhido ela, Serra, Marina, Plínio, Eymael ou qualquer outro dos candidatos. Mas foi ela quem ganhou e é ela que terá que fazer seu melhor para trazer o progresso para a sociedade brasileira. Que ela esteja sempre atenta aos direcionamentos que Deus dá para que sua tarefa possa ser aproveitada da melhor maneira possível!
Outra coisa que esqueci de comentar na outra postagem (que foi bom ter esquecido para não alongar ainda mais o que já estava grande e, possivelmente, cansativo) foi sobre toda a reviravolta que ocorre na vida de milhares de pessoas devido um ou outro candidato que ganhe. Sempre é assim: entra alguém novo, muitos são os que perdem o emprego e outros muitos são contratados para repor seus lugares por apoiarem o candidato vencedor. Não acredito ser justo a vida de tantos milhares de pessoas dependendo que alguém ganhe uma eleição para conseguirem ter condições de sustentabilidade. Ganham 1 ou 2 eleições, são 4 ou 8 anos; e depois? E os outros que apoiaram o candidato que perdeu a eleição? Cada um deve conquistar as coisas pelo seu próprio mérito ao invés de esperar as coisas caírem do céu.
Isso me lembra outra coisa: as divisões que a política faz dentro da família ou dos demais relacionamentos entre as pessoas. Familiares brigam seriamente por disputas políticas, deixam de conversar, namorados se separam temporariamente... isso tudo por um pensar de um jeito e o outro não. É como se tudo dependesse de política. A política é sim de extema importância na vida de todos, mas não é prioridade nem deve ser tratado como se tudo girasse em torno dela. Isso vale para os demais campos da vida: regilião, sexo, entre outros. Tudo precisa ter equilíbrio, portanto tanto a falta quanto o excesso são prejudiciais.
O assunto em questão é intrigante e ainda pode ser abordado aqui, porém não há mais necessidade de explorá-lo por agora. Gostaria de lembrar e relembrar algumas coisas que estão muito relacionadas à política (e demais campos da vida, claro):

- Não temos o que merecemos, temos sempre aquilo que precisamos.
- Esquecem-se que somos responsáveis pelos frutos que plantamos.
- A situação permanecerá a mesma, a menos que mudemos nossas condutas e reeducarmos nossas mentes. A escolha é sempre nossa e a escolha coletiva é de responsabilidade de todos.

Au revoir.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Política 1

Aproveitando que as eleições estão acontecendo novamente, vou falar sobre política. O dever de quem assume este cargo é o de desenvolver e trazer melhorias às coletividades, o que pouco se vê neste ramo. Não podemos generalizar, claro que existem políticos honestos e trabalhadores [raridade], mas o que vemos por aí é uma extensa rede de corrupção e disputa de interesses. Também existem aqueles que “roubam, mas fazem o dever de casa [ao menos em partes]. Parece uma corrida para ver quem consegue ganhar mais dinheiro em cima da população. Já disseram que o Brasil precisava de um empresário, não de um presidente. Mas um país não é uma empresa.

Em tempos de eleição, o que vemos nas campanhas é um atacando o outro, como se fossem inimigos ferrenhos, e sem muita preocupação com seus projetos de campanha. Afinal, eles deveriam se importar única e exclusivamente com o que fará depois de eleito e como pretende melhorar a situação das pessoas que estão “sob sua guarda”. Mas insistem em falar o que o outro deixou de fazer ou que tudo o que fez não trouxe benefícios. Tratam-se como inimigos quando na verdade não passam de irmãos. Insultam uns aos outros com delicadeza e palavras “gentis”, como a mascarar a falta de educação e respeito com relação ao “oponente” político. As ruas são tomadas de lixo novo. Santinhos, adesivos, bandeirolas e outras parafernálias invadem o país. Tudo vira mais uma folia. “Palhaços” se candidatam e são eleitos como forma de protesto. Com tantas formas mais inteligentes e sensatas de se protestar, o próprio povo cai na graça e desembesta um novo carnaval de 4 anos. Isso sem contar a nova roupagem da velha política do Pão e Circo, que a deixa voluptuosa, sutil e elegante. Os políticos dão o que o povo quer, não é isso? Levam tantos à miséria e outros poucos à riqueza, tornando sua carga mais pesada quando se faz mal uso do poder, carregando a vida de milhões em suas costas fazendo-se perder, para mais ou para menos.

Brigam ferozmente pela tomada do poder, esquecendo-se de seu dever com os próximos. A coletividade se torna invisível. É triste ver tantos ataques, divergências e disputas de egos quando deveriam juntar forças para promoverem o bem a todos. O político sério e honesto preocuparia-se em sua própria campanha, independente dos ataques. Alguns prometem inicialmente que não atacará, mas ao primeiro golpe do oponente revidam em nome da “auto-defesa”. Deveriam se preocupar com seus afazeres, mesmo que sofressem mil ataques. Explodem acusações e escândalos de todos os lados, mas querem permanecer santos. Parece que querem se macular fazendo-se acreditar que o outro quer apenas prejudicar o que já está prejudicado, como se não fizessem o mesmo. Não entendem que qualquer um que ocupe este tipo de cargo tem o poder de levar o crescimento a todos. Sai o Povo e entra o Eu. Ganham uma eleição, perdem uma eleição; trocam-se os partidos e, em linhas gerais, tudo permanece igual. Volta e meia aparece o dinheiro público. O lugar não é onde deveriam estar, mas estranhamente gostam de lugares exóticos: bolso, mala, cueca ou meia: quem se importa? “Como acontece quase sempre, os heróis na promessa fraquejam na realização”.

Podres Poderes de Caetano fala bem de política, mas aquele era outro tempo. Mesmo assim, continuo achando um certo tom de desespero e exagero nela. É sempre o mesmo em todos os tempos da política: montam, planejam, debatem e discutem. Criam ideologias lindas, utopias até, e não saem do lugar. Partidos se partem, partidos são montados, uns melhores que os outros, mas permanecem fotográficos quando chegam ao poder. Imprescindível destacar que houveram melhorias em todos esses séculos e décadas, mas não chegam a três décimos do que poderia ter sido feito. Esquecem-se que somos responsáveis pelos frutos que plantamos. A situação permanecerá a mesma, a menos que mudemos nossas condutas e reeducarmos nossas mentes. A escolha é sempre nossa e a escolha coletiva é de responsabilidade de todos.

Au revoir.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Amor 1

Transcrevo abaixo a Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 13, onde Paulo de Tarso descreve, da maneira mais linda e o que chega mais perto do que conhecemos como o amor verdadeiro. Para acompanhar como trilha sonora a música Amor de Mi Alma cantada em espanhol e em coro.


"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."

Au revoir.

sábado, 9 de outubro de 2010

Diversidade de assuntos

Boa noite.
Na verdade não sei bem o que escrever hoje, talvez apenas reforçar a necessidade dos questonamentos e reflexões sobre tudo o que nos rodeia. São tantos os assuntos que quero escrever que nem sei por onde começar... Falarei um pouco de política, religião, os pecados, as lutas interiores, o trabalho, fórmulas mágicas etc. Situações simples do dia-a-dia me fazem refletir sobre o existir: porque e pra que? Aliás, meus próximos e sua [as vezes estranha] relação com o mundo vêm me chamar a atenção para, dentre outras coisas como a auto-reflexão, a necessidade cada vez maior [e, de certa forma, urgente] da reforma íntima. Não é para menos que o mundo está como está.

Por hora fiquem com uma foto do filme [que existia em livro antes de ir para a grande mídia cinematográfica] Flor do Deserto [Desert Flower, 2009] que conta a história da ex-modelo somali Waris Dirie e sua difícil e redentora trajetória de vida. Um filme relativamente novo e que me marcou profundamente pela mensagem que traz, o que ainda será discutido daqui outra vez com maior profundidade, bem como outras coisas relevantes e similares, posteriormente em momento mais oportuno. Aliás, coisa que posso falar é sobre filmes, já que tenho um pouco de gabarito para isso, o que será outro assunto recorrente e que será muito utilizado para dar exemplos.

Por hora, fiquem na paz do Senhor.