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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Corpo: o vaso e a casa - 2
Escrevendo diretamente de Guaíba (vizinha a Porto Alegre). Darei continuidade ao que estava escrevendo sobre o corpo e nossa relecao com ele.
Um fato ocorrido no sabado retrasado foi o mais perto que ocorreucom relacao ao suicidio. Um primo primeiro tomou soda caustica e fiquei 3 dias correndo em hospitais, com remédios e afins. O que quero dizer com isso é que o corpo não nos pertence (portanto não podemos fazer o que quisermos sem nos responsabilizarmos com as consequências). E este não é o tipo de coisa que simplesmente se faz e esquece, passa por cima como se nada tivesse acontecido. Que tipo de relação é esta que temos conosco? Não estar de acordo com algo é normal, mas , pelo menos para mim, não há nada tão ruim que possa fazer com que eu tire minha própria vida (ou mutile um corpo que me está emprestado).
E não podemos julgar ninguém que o faz, sabem porque? Pelo mesmo fato de que fazemos o mesmo em graus variados e de formas diferentes. Como assim? Pessoas se matam todos os dias excedendo a quantidade de comida, transando demais, bebendo demais, fumando ou usando outros entorpecentes e assim por diante. E isso não nos parece assustador, a menos que pensemos desta maneira, pois tudo o que nos parece bom queremos aproveitar ao máximo.
Aliás, são exatamente os extremos que são prejudiciais. Uns comem demais enquanto outros passam fome para manter a forma (por um distúrbio psiquiátrico ou qualquer outro motivo). A riqueza ou a pobreza também interferem de uma forma ou de outra. Exageros com adereços e roupas, o que inclui por exemplo piercings e tatuagens. A pergunta é: o que nos faz pensar que podemos fazer qualquer coisa com nosso corpo? Nisto se incluem os profissionais do sexo, pessoas que fazem mudanças no corpo (incluindo plásticas, modificações corporais, lipoaspirações, implantes etc), fisiculturistas e halterofilistas, auto-agressões...
Acho que tinha mais, mas vai ficar sendo isso.
Namastê. Au revoir.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Corpo: o vaso e a casa - 1
Há pouco
tempo falei aqui sobre a linguagem corporal e, há um pouco mais de tempo, falei
sobre o toque. Agora venho falar sobre o veículo responsável por tudo isso: o
corpo. Venho falar do que ele representa para nós e o que nós fazemos com ele. Para muitos o corpo é apenas um veículo de prazer e que é utilizado para vivermos, sendo confundido com a própria pessoa. Para outros muitos, incluindo eu, somos espíritos (ou almas) e temos um corpo, do qual fazemos uso para vivermos, sendo duas coisas separadas. Acredito que esses primeiros vivem meio perdidos, confundidos pelo torpor dos sentidos, esquecendo-se do que realmente são, vivendo devotamente a "si" e a Mamon. De uma forma ou de outra, o corpo é de suma importância.
Vou começar falando sobre o que me chamou a atenção para escrever sobre este tema. Tenho observado durante a minha vida (que não é lá muito longa) os acontecimentos mundiais e como ele se reflete em nossa sociedade, mais precisamente na atualidade. Sempre existiu diversas formas de nos expressarmos através do nosso corpo, durante toda a existência do nosso planeta, mas algumas chamam mais nossa atenção do que outras (me refiro aqui ao tratamento que damos ao nosso corpo). Podemos citar como exemplo o celibato e a auto-flagelação (ou auto-mutilação, podendo levar à morte, como no caso dos homens-bomba) no caso dos religiosos, os vegetarianos e praticantes de atividade física no que se refere a o que ingerem, como e com o que nutrem seus organismos e como mantêm a saúde física (e porque não da mente?), aos praticantes de sexo (independente de ser casual, da orientação sexual, se são afeitos por fetiches dos mais diversos, se é somente com o parceiro que está casado, se é por profissão etc), aos diversos estilos e manifestações da vida (se é adepto a piercings, tatuagens, escarificações, implantes cutâneos, lacerações, tinturas de cabelo, suspensão corporal, cortes de cabelo/barba diferenciados e estilos de roupa). Esses são apenas alguns exemplos que podemos citar dentre tantos outros. Cada um tem seu livre-arbítrio, mas fico me perguntando: para quê ou se isso é realmente necessário? Darei sequência a este parágrafo após a "definição" de corpo como um vaso, como coloco abaixo.
Para finalizar, o que significa isso de vaso e casa que coloquei no título? São apenas 2 comparações simples que utilizo, como explico a seguir.
Comparo o corpo a um vaso no caso de qualquer dos animais que habite a Terra (mas falarei detidamente sobre o animal racional, também conhecido como ser humano). Corpo, o mais sublime dos santuários no qual se manifesta a obra divina do Supremo Idealizador. Domicílio de carne, no qual a alma se manifesta, o corpo é perfeito em toda a sua extensão, em seus detalhes mais ocultos e em seus fantásticos mistérios, indecifráveis pela própria criatura. Através dela, a mente hominal se desenvolve e se purifica, ensaiando-se nas lutas da transformação interna, lapidando-se como diamante coberto de lama. Vaso depositário de bênçãos, como disse Emmanuel em psicografia de Chico Xavier, o corpo "lembra uma oficina complexa, formada de bilhões
de motores infinitesimais, movidos por oscilações eletromagnéticas, em
comprimento de onda específica, emitindo radiações próprias e assimilando as
irradiações do plano em que se encontram, tudo sob o comando de um único diretor:
a mente." O corpo é templo sagrado para o desenvolvimento das potencialidades das criaturas sobre a Terra e nos demais planetas que orbitam o Universo, que nos é oferecido gentilmente pelo Patrono Celeste.
Ainda quando estava na universidade e atuava na área de psiquiatria, tive a oportunidade de conduzir grupos em atendimento na UDQ (Unidade de Dependência Química). Dentre as atividades que propús, trabalhei a questão da máscara (que falarei aqui em outra oporutnidade) e a questão da casa como simbologia do nosso corpo e do que fazemos com ele. E é este sentido que quis representar aqui. Imaginem nosso corpo como a nossa casa. Como é que é esta casa? É bagunçada, harmoniosa, bonita, simpática, mal-cuidada, suja, cheirosa, vazia, cheia, nova ou está com a construção em ruínas e caindo aos pedaços? E quem é que frequenta essa casa? Selecionamos quem entra ou qualquer pessoa pode entrar e fazer o que quiser? Nós estamos nela, participando e decidindo o que acontece e que rumos se toma ou somos apenas espectadores, deixando ao abandono? O que nós trazemos para dentro dela? Como disse aos meninos e meninas que atendi naquela época: nós tomamos a rédea da nossa vida; quem manda na nossa casa somos nós! Portanto, só acontecerá o que nós quisermos ou que nós permitamos que aconteça.
Resumindo: o corpo é uma das coisas que temos de mais sagrado e que devemos zelar o máximo possível, pois ele nos é emprestado por Deus. Sendo assim, devemos cuidá-lo para que se possamos merecer o título de filhos do Criador, instrumentos de manifestação divina para desenvolvimento de nossas capacidades para melhor servi-Lo. Lembrem se disso para facilitar a leitura de outros textos que exporei aqui sobre sexo, a mente, dor, doenças, a razão da nossa vida e para o qual fomos criados, entre outros. E lembrem-se deste texto também se forem reler o que escrevi sobre carnaval, vegetarianismo, doação, influência e exemplo, religião, desapego, morte, trabalho, liberdade e libertinagem. Por isso me questiono sobre a prática indevida do sexo (como o casual, grupal, profissionais do sexo e da indústria de filmes adultos etc), ingestão de entorpecentes, drogas ou qualquer outro tipo de agressão (como um aborto, por exemplo), exageros com dietas e na prática esportiva (como fisiculturismo e alterofilismo, que podem desenvolver distúrbios psiquiátricos e lesões físicas), o estilo de vida punk, roqueiro ou com modificações corporais, até mesmo nos casos estéticos (ditadura da beleza da magreza por aqui e em países norte-americanos e europeus e ditadura da engorda na Mauritânia, África, para conseguirem casar, ou das "mulheres-girafas" que utilizam aquelas argolas no pescoço e vão esticando-o) e assim por diante. Obviamente, como menciono acima, cada um sabe o que faz, mas é inevitável que se pense nas consequências de tamanho vandalismo, crueldade, agressão e mutilação (ou seja, atitudes pouco recomendáveis) contra nós mesmos. Lembrem-se: o corpo nos é somente emprestado, portanto façamos bom uso e cuidemos bem dele.
Namastê. Au revoir.
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domingo, 8 de abril de 2012
Páscoa
Estava me esquecendo que a Páscoa, como as demais datas comemorativas (carnaval, natal, entre outros) servem para reflexão e, posteriormente, merecem um lugar para publicação aqui. Não tem muito segredo, pois será mais ou menos parecido com as considerações que fiz sobre o natal.
A Páscoa, assim como outras datas comemorativas religiosas, perdeu o sentido. Na verdade, hoje virou um comércio. É apenas exploração do dinheiro suado dos trabalhadores em troca de poucos gramas de chocolate e alguns brinquedos que encarecem mais ainda os ovos. E são chocolates de todos os sabores, cores, gostos e texturas. Aliás, para alguns sequer têm um significado além de comer chocolate em formato de ovo (e que são simbologismos). Somado a isto ao fato de que a "sexta-feira santa" é feriado e, como tal, pouco importa o motivo. O que importa mesmo é que ficarão sem aula, sem trabalho e que terão um tempinho a mais, por menor que seja, para descançar. Mas a verdade não é bem essa...
Simbologias a parte, a páscoa é para comemorar a ressureição de Cristo após a morte, numa alegoria sobre a vida eterna que temos em espírito junto a Deus. É uma mensagem de triunfo do bem sobre o mal, de superação, de esperança, bondade, otimismo, confiança etc. E a sexta-feira é para lembrar o sofrimento (ou a paixão, como alguns preferem) de Crito passado, como forma de se fazer mais presente aquilo que Jesus fez por nós. E eu pergunto: isso realmente é necessário? Para mim não faz muito sentido. Isto é apenas parte da história e Jesus veio por outro motivo, não para que ficassem revivendo o que ele passou. Acho que ele e Deus não ficam muito felizes com essa "historização" que fazem todos os anos. A vontade de Cristo era que nós pegássemos os ensinamentos dele, aprendessemos e colocassemos em prática. Aliás, foi só isso o que ele veio fazer aqui: ensinar para que nós colocassemos em prática! E ao contrário disso ficamos aí refazendo tudo o que já aconteceu e fazendo tapetes multicoloridos com diversos materiais por ruas e avenidas, enquanto as pessoas continuam passando fome, sem estudo, moradia, problemas de igualdade social, financeiros, de emprego, entre outros. Esse tempo seria melhor gasto e Deus e Jesus ficariam muito mais feliz se, ao invés de dramatizarem e representarem parte da história, fizéssemos multirões de voluntariados para promover ações sociais e ajudar os menos favorecidos. Para mim, essa teatralização (e os filmes que são feitos e refeitos aos montes) é um pouco de perda de tempo, digamos - na falta de melhores palavras para descrição -, mas entendo que tem quem necessite desse tipo de estímulo para começar a entender e sentir, mesmo que parcialmente, a mensagem do Cristo.
Outra coisa que é interessante é o fato de que na sexta-feira santa não se pode comer carne. Acho isso, no mínimo engraçado, como se fosse uma desculpa para se comer peixe (outro símbolo) pelo menos 1 vez no ano. Tem quem não coma carne também durante a quaresma, período que antecede à páscoa. Aliás, não só carne: também fazem promessas com doces, bebidas etc. E o que eu vejo de interessante nisso? Sobre não comer carne (o vegetarianismo) falarei em outra oportunidade, mas sobre essas promessas é que são elas. Acho interessante o fato de que, mesmo em períodos fora de quaresma ou páscoa, as pessoas fazem promessas a Deus, afirmando que farão tal coisa se obtiverem o que elas querem. Uai, como Deus, um ser perfeito, criador de tudo e todos, justo, amoroso e bom, vai querer qualquer coisa que nós ofereçamos a ele se ele já tem tudo? Deus não funciona a base de "moeda de troca". Acho engraçado as pessoas não pararem sequer para refletir que, tudo o que fazemos, seja de bom ou de ruim, voltará para nós e que se corrermos atrás do que queremos e obtivermos será 1 ponto positivo para nós mesmos, mas se quisermos aliar isso a diminuir/parar de comer carne, estudar mais, procurar um emprego, fazer uma reeducação alimentar etc, serão 2 pontos positivos; então ao invés de se obter 1 "graça", serão 2 graças. E dependendo do que for, não só a gente, como o outro, os outros ou o planeta agradece.
Ao contrário do que possa parecer, não estou aqui para apontar, julgar ou criticar. Estou aqui para dar um empurrãozinho sobre coisas que devem ser refletidas para aqueles que não conseguem ainda perceber por si mesmos. Dar exemplo com situações concretas não é julgar. Além disso, reconheço que pelo menos a páscoa serve para dar muitos empregos a muitas pessoas, mesmo que seja por um "curto período de tempo".
De qualquer forma: feliz páscoa para todos! Que vcs possam descobrir a paz do senhor que está dentro de cada um de nós.
Namastê. Au revoir.
A Páscoa, assim como outras datas comemorativas religiosas, perdeu o sentido. Na verdade, hoje virou um comércio. É apenas exploração do dinheiro suado dos trabalhadores em troca de poucos gramas de chocolate e alguns brinquedos que encarecem mais ainda os ovos. E são chocolates de todos os sabores, cores, gostos e texturas. Aliás, para alguns sequer têm um significado além de comer chocolate em formato de ovo (e que são simbologismos). Somado a isto ao fato de que a "sexta-feira santa" é feriado e, como tal, pouco importa o motivo. O que importa mesmo é que ficarão sem aula, sem trabalho e que terão um tempinho a mais, por menor que seja, para descançar. Mas a verdade não é bem essa...
Simbologias a parte, a páscoa é para comemorar a ressureição de Cristo após a morte, numa alegoria sobre a vida eterna que temos em espírito junto a Deus. É uma mensagem de triunfo do bem sobre o mal, de superação, de esperança, bondade, otimismo, confiança etc. E a sexta-feira é para lembrar o sofrimento (ou a paixão, como alguns preferem) de Crito passado, como forma de se fazer mais presente aquilo que Jesus fez por nós. E eu pergunto: isso realmente é necessário? Para mim não faz muito sentido. Isto é apenas parte da história e Jesus veio por outro motivo, não para que ficassem revivendo o que ele passou. Acho que ele e Deus não ficam muito felizes com essa "historização" que fazem todos os anos. A vontade de Cristo era que nós pegássemos os ensinamentos dele, aprendessemos e colocassemos em prática. Aliás, foi só isso o que ele veio fazer aqui: ensinar para que nós colocassemos em prática! E ao contrário disso ficamos aí refazendo tudo o que já aconteceu e fazendo tapetes multicoloridos com diversos materiais por ruas e avenidas, enquanto as pessoas continuam passando fome, sem estudo, moradia, problemas de igualdade social, financeiros, de emprego, entre outros. Esse tempo seria melhor gasto e Deus e Jesus ficariam muito mais feliz se, ao invés de dramatizarem e representarem parte da história, fizéssemos multirões de voluntariados para promover ações sociais e ajudar os menos favorecidos. Para mim, essa teatralização (e os filmes que são feitos e refeitos aos montes) é um pouco de perda de tempo, digamos - na falta de melhores palavras para descrição -, mas entendo que tem quem necessite desse tipo de estímulo para começar a entender e sentir, mesmo que parcialmente, a mensagem do Cristo.
Outra coisa que é interessante é o fato de que na sexta-feira santa não se pode comer carne. Acho isso, no mínimo engraçado, como se fosse uma desculpa para se comer peixe (outro símbolo) pelo menos 1 vez no ano. Tem quem não coma carne também durante a quaresma, período que antecede à páscoa. Aliás, não só carne: também fazem promessas com doces, bebidas etc. E o que eu vejo de interessante nisso? Sobre não comer carne (o vegetarianismo) falarei em outra oportunidade, mas sobre essas promessas é que são elas. Acho interessante o fato de que, mesmo em períodos fora de quaresma ou páscoa, as pessoas fazem promessas a Deus, afirmando que farão tal coisa se obtiverem o que elas querem. Uai, como Deus, um ser perfeito, criador de tudo e todos, justo, amoroso e bom, vai querer qualquer coisa que nós ofereçamos a ele se ele já tem tudo? Deus não funciona a base de "moeda de troca". Acho engraçado as pessoas não pararem sequer para refletir que, tudo o que fazemos, seja de bom ou de ruim, voltará para nós e que se corrermos atrás do que queremos e obtivermos será 1 ponto positivo para nós mesmos, mas se quisermos aliar isso a diminuir/parar de comer carne, estudar mais, procurar um emprego, fazer uma reeducação alimentar etc, serão 2 pontos positivos; então ao invés de se obter 1 "graça", serão 2 graças. E dependendo do que for, não só a gente, como o outro, os outros ou o planeta agradece.
Ao contrário do que possa parecer, não estou aqui para apontar, julgar ou criticar. Estou aqui para dar um empurrãozinho sobre coisas que devem ser refletidas para aqueles que não conseguem ainda perceber por si mesmos. Dar exemplo com situações concretas não é julgar. Além disso, reconheço que pelo menos a páscoa serve para dar muitos empregos a muitas pessoas, mesmo que seja por um "curto período de tempo".
De qualquer forma: feliz páscoa para todos! Que vcs possam descobrir a paz do senhor que está dentro de cada um de nós.
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Natal
Era pra eu ter feito esta publicação no fim de semana que ocorreu o natal, porém a correria foi grande, festas, parentes chegando e preparação para viagem. Acabei esquecendo e transferindo para hoje, já que cheguei de viagem na metade desta semana e onde eu estava não funcionava celular, não tinha internet nem computador e a televisão foi esquecida.
Esta será uma publicação curta e rápida, onde falarei sobre o natal. Data muito importante mundialmente e mais importante ainda para os católicos (devido à influência do Catolicismo no quadro mundial, mas na verdade, para os cristãos como um todo). Esta seria a data que comemoraríamos o nascimento de Jesus, o maior dos avatares que recebemos, porém o que se vê por aí não é bem isso... A começar pelo motiva da comemoração que, segundo a revista Super Interessante, não seria a data correta do nascimento do Cristo (mas isso não vem ao caso). Poucos se lembram que o real motivo do natal é este grande nascimento, que deu início a uma nova era de maior paz e crescimento à humanidade, cujo ponto mais importante é, também, a valorização da família. Jesus foi substituído por um Bom Velhinho, com barba grade e farta, que se veste de vermelho e só aparece neste dia específico do ano. Porém isso não muda muita coisa, já que a intenção do Papai Noel é disceminar na caridade, generosidade, valorização do bom comportamento social (na escola, com os pais etc) e a gratificação pelo ano que passou.
Papai Noel é, na verdade, o senhor Nicolau de Mira, São Nicolau ou Santa Claus do século III, do qual poucos já ouviram falar e que deu origem ao mito que celebramos nos dias atuais. Daí a parte ruim do natal. Não pelo Santo ou o que ele representa, ao contrário: a troca de presentes. É, presente não é algo tão ruim, mas no que isso se transformou ao longo do tempo se tornou um "problema". Segundo a tradição, deve haver troca de presentes no dia de natal (o próprio Papai Noel traz presentes num saco bem grande para dar para as crianças), contudo isso fez com o que esta data festiva se transformasse em mais uma data comercial. Ainda mais se associarmos o 13° salário a isto. Portanto, o natal se transformou em mais um modo de ganhar dinheiro e explorar a população mundial, utiliando a imagem de um "Bom Velhinho" e fazendo-se esquecer do nascimento do Cristo. É compreensível que queiramos presentear quem nos é caro e faz parte da condição evolutiva atual da humanidade, visto que necessitamos de algo material para expressarmos agradecimento, apreço ou afeto (o que não será mais daqui há muitas décadas ou alguns séculos).
Ficam de lado os valores morais e abraços sinceros para se dar lugar a presentes comprados no frenesi do comércio. E não é só isso: a época se transformou num símbolo de caridade e solidariedade, mas que eu vejo frequentemente como oportunidade de se dar esmolas em troca de remissão de falta, de pecado, de tempo, entre outros. Isto é, natal é data marcada para se fazer "caridade", como se no resto do ano não fosse possível fazê-la ou não tivesse importância. Nesta época do ano se proliferam campanhas em favor dos pobres ou pessoas que passam por dificuldades (como moradores de ruas e usuários de drogas), fazendo parecer que no resto do ano não se dá importância a esse tipo de coisa. Porque a ajuda e se importar com o próximo tem que vir só nesta época do ano? Neste sentido não falo somente da caridade social, mas também de reconciliações de brigas que acontecem na vida (entre familiares próximos ou distantes, colegas de trabalho etc). Engraçado, deve ser o famoso "espírito natalino" (que gostaria que acontecesse o ano todo), mas pode ser a falta de tempo da modernidade... Obviamente estou sendo generalista, mas gostaria que este texto trouxesse reflexão sobre qual o real sentido do natal.
Atrasado, mas ainda em tempo: Feliz Natal e Feliz Ano Novo, com um 2012 repleto de saúde, amor, sabedoria, prosperidade, realizações e alegria!
Namastê. Au revoir.
Esta será uma publicação curta e rápida, onde falarei sobre o natal. Data muito importante mundialmente e mais importante ainda para os católicos (devido à influência do Catolicismo no quadro mundial, mas na verdade, para os cristãos como um todo). Esta seria a data que comemoraríamos o nascimento de Jesus, o maior dos avatares que recebemos, porém o que se vê por aí não é bem isso... A começar pelo motiva da comemoração que, segundo a revista Super Interessante, não seria a data correta do nascimento do Cristo (mas isso não vem ao caso). Poucos se lembram que o real motivo do natal é este grande nascimento, que deu início a uma nova era de maior paz e crescimento à humanidade, cujo ponto mais importante é, também, a valorização da família. Jesus foi substituído por um Bom Velhinho, com barba grade e farta, que se veste de vermelho e só aparece neste dia específico do ano. Porém isso não muda muita coisa, já que a intenção do Papai Noel é disceminar na caridade, generosidade, valorização do bom comportamento social (na escola, com os pais etc) e a gratificação pelo ano que passou.
Papai Noel é, na verdade, o senhor Nicolau de Mira, São Nicolau ou Santa Claus do século III, do qual poucos já ouviram falar e que deu origem ao mito que celebramos nos dias atuais. Daí a parte ruim do natal. Não pelo Santo ou o que ele representa, ao contrário: a troca de presentes. É, presente não é algo tão ruim, mas no que isso se transformou ao longo do tempo se tornou um "problema". Segundo a tradição, deve haver troca de presentes no dia de natal (o próprio Papai Noel traz presentes num saco bem grande para dar para as crianças), contudo isso fez com o que esta data festiva se transformasse em mais uma data comercial. Ainda mais se associarmos o 13° salário a isto. Portanto, o natal se transformou em mais um modo de ganhar dinheiro e explorar a população mundial, utiliando a imagem de um "Bom Velhinho" e fazendo-se esquecer do nascimento do Cristo. É compreensível que queiramos presentear quem nos é caro e faz parte da condição evolutiva atual da humanidade, visto que necessitamos de algo material para expressarmos agradecimento, apreço ou afeto (o que não será mais daqui há muitas décadas ou alguns séculos).
Ficam de lado os valores morais e abraços sinceros para se dar lugar a presentes comprados no frenesi do comércio. E não é só isso: a época se transformou num símbolo de caridade e solidariedade, mas que eu vejo frequentemente como oportunidade de se dar esmolas em troca de remissão de falta, de pecado, de tempo, entre outros. Isto é, natal é data marcada para se fazer "caridade", como se no resto do ano não fosse possível fazê-la ou não tivesse importância. Nesta época do ano se proliferam campanhas em favor dos pobres ou pessoas que passam por dificuldades (como moradores de ruas e usuários de drogas), fazendo parecer que no resto do ano não se dá importância a esse tipo de coisa. Porque a ajuda e se importar com o próximo tem que vir só nesta época do ano? Neste sentido não falo somente da caridade social, mas também de reconciliações de brigas que acontecem na vida (entre familiares próximos ou distantes, colegas de trabalho etc). Engraçado, deve ser o famoso "espírito natalino" (que gostaria que acontecesse o ano todo), mas pode ser a falta de tempo da modernidade... Obviamente estou sendo generalista, mas gostaria que este texto trouxesse reflexão sobre qual o real sentido do natal.
Atrasado, mas ainda em tempo: Feliz Natal e Feliz Ano Novo, com um 2012 repleto de saúde, amor, sabedoria, prosperidade, realizações e alegria!
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Religião 5 - O desenvolvimento e a transformação
Dando continuidade ao assunto, gostaria de abordar aqui essas duas questões: religiosidade e espiritualidade. Na verdade acho que não tem muito o que falar, tendo em vista todas as coisas que já publiquei sobre o assunto (reveja aqui e aqui).
Religião existem várias ao redor do mundo e servem para dar início à grande jornada de encontro com Deus; já a espiritualidade é bem mais ampla, profunda e verdadeira (e que demora mais tempo para se perceber, compreender e aplicar). Religião são os primeiros passos pelo caminho do auto-conhecimento, onde o homem tem os primeiros contatos com o mundo espiritual, passando a representá-lo, percebê-lo e apresentá-lo a outros de sua espécie, construindo-o a seu bel-prazer e de forma a atender a seus interesses. Desta forma, podemos notar a forma como este contato foi se desenvolvendo e onde isso vai dar, ou seja, como a religião foi se transformando ao longo de anos a fio até chegar à espiritualidade.
Desde o início dos tempos o homem veio construindo seu contato com o plano superior, começando pela criação de um enorme panteão dos deuses como forma de explicar os fenômenos da natureza. Estamos falando então do politeísmo que se fez presente em variados povos e lugares, como nos índios americanos e na cultura grega, tanto animais quanto humanos. Esses deuses, apesar de considerados perfeitos, apresentavam várias facetas imperfeitas, isto é, poderiam ser classificados como "humanos super-poderosos" (pois apesar de tanto poder e responsabilidade, sentiam raiva, ódio, carinho, generosidade, humildade, curiosidade, ansiedade e até formavam famílias - inclusive com os próprios humanos como no caso do semi-deus Hércules). Pulando um pouco da história, chegamos ao monoteísmo, isto é, onde um único deus está no comando. Há ainda os ateus (que não acreditam em nenhuma força superior).
A religiosidade vêm sendo construída por homens e para os homens, mas no que isso vai dar? A resposta é espiritualidade. A transformação é lenta e gradativa, e não pode ser de forma diferente, pois cada um tem um ritmo para caminhar. Isto também está implicado a evolução das pessoas, digo, evolução espiritual. Isso já uma outra história e entra um pouco em outros assuntos (como reencarnação e Lei de Causa e Efeito), coisa que posso abordar posteriormente. O que nos interessa agora é que, à medida que se percorre o caminho da ascenção, a criatura vai transformando a religiosidade em espiritualidade. Como assim? Explico melhor.
Dentro de cada religião há suas características egoísticas (o que pode caracterizar-se como sectarismo religioso) de acordo com o que se interessa, isto é, seus rituais, indumentárias, linguagem e, principalmente, a ideia que se quer passar para as pessoas para que elas façam parte de sua religião em particular. À medida que se vai espiritualizando, a criatura começa a tomar posse do verdadeiro tesouro, acessando informações/conhecimentos para o bem coletivo, começando a despertar muito mais para o que realmente viemos. Desta forma, a espiritualidade pode ou não estar atrelada à religiosidade. Mas uma não tem necessariamente a ver com a outra. Onde podemos ver isto? Temos o exemplo de Madre Teresa, Sócrates, Buda, Joana d'Arc, Gandhi, Francisco de Assis e o próprio Jesus. Apesar de estarem inseridos em um contexto religioso, conseguiam perceber e fazer algo muito além/acima do que apenas seguirem os ritos e dogmas a que eram impostos.
Como se pode perceber, até mesmo quem menos se espera pode ser mais espiritualizado que nós mesmos ou quem nós consideramos que seja (como padres, pastores, o Papa, o mestre desta ou daquela religião). Como cada pessoa é uma (há pessoas e pessoas, de todos os tipos - boas e más, amarelas e negras, godas e magras etc - e em todos os lugares) e se encontra num nível evolutivo diferente (o que também se pode entender como consciência espiritual ou coisas dessa natureza), podemos encontrar ateus que são mais bondosos e caridosos que o próprio bispo, ou judeus com uma percepção maior que os espíritas, ou ainda hindus mais conscientes que mulçumanos, ou protestantes mais evoluídos (espiritualmente falando) que budistas. Para alguém menos consciente, a religião está acima de qualquer coisa, mas o tempo passa, as coisas mudam e as pessoas melhoram. Do mesmo jeito que o politeísmo convergiu no monoteísmo, a religiosidade se transformará e dará lugar à espiritualidade. Pessoas espiritualizadas existem em todos os lugares, mas são poucos. O que encontramos com maior frequência são pessoas religiosas.
É neste sentido que eu disse que anteriormente que o espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões. Entende-se com isso que dentre as atuais religiões, o espiritismo é a que se encontra com a maior parte da "grande verdade" desvendada, isto quer dizer que esta religião pode ser compreendida em facetas variadas, tanto do cunho religioso e moral, quanto filosófico e até mesmo do raciocínio e da lógica. Da mesma forma que o Catolicismo foi tomando espaço de religiões onde vários deuses eram cultuados (inclusive com animais misturados), o Espiritismo também se sobreporá às demais religiões, mas de forma branda, passífica e natural. Não quero dizer que o Espiritismo é o melhor, pois ela, assim como as demais religiões, irá acabar um dia. Nós não vamos parar por aí, pois temos que comer muito arroz e feijão ainda pra conseguir chegar na metade do que Jesus foi quando esteve aqui entre nós (cito ele porque é a personalidade com maior espiritualidade ou nível evolutivo que conhecemos). Como pode-se ver, a tendência da religião é ir sumindo gradativamente, pois não precisaremos mais dela.
Para finalizar, reafirmo o que eu tinha dito na publicação anterior: todas as religiões, em sua essência, falam as mesmas coisas, porém de formas distintas. O que quero dizer com isso é que a dita Verdade Absoluta já nos foi passada em doses homeopáticas e está presente em todas as religiões, porém, à medida que o homem foi se espiritualizando mais, estas medidas se tornaram um pouco maiores e mais profundas. É neste contexto também que pode-se entender a passagem das demais religiões para o Espiritismo, onde algumas verdades não poderiam ser discutidas ou não tinha parâmetros ou mesmo por falta de conhecimento mesmo do mundo espiritual. Com o Espiritismo elas ficam mais claras, porém isto não significa um ponto final. Como já havia colocado: a religiosidade é apenas o primeiro passo para que se possa chegar à espiritualidade (e que também, provavelmente, irá se transformar no futuro em algo maior e mais profundo, pois a evolução é contínua).
Namastê. Au revoir.
Religião existem várias ao redor do mundo e servem para dar início à grande jornada de encontro com Deus; já a espiritualidade é bem mais ampla, profunda e verdadeira (e que demora mais tempo para se perceber, compreender e aplicar). Religião são os primeiros passos pelo caminho do auto-conhecimento, onde o homem tem os primeiros contatos com o mundo espiritual, passando a representá-lo, percebê-lo e apresentá-lo a outros de sua espécie, construindo-o a seu bel-prazer e de forma a atender a seus interesses. Desta forma, podemos notar a forma como este contato foi se desenvolvendo e onde isso vai dar, ou seja, como a religião foi se transformando ao longo de anos a fio até chegar à espiritualidade.
Desde o início dos tempos o homem veio construindo seu contato com o plano superior, começando pela criação de um enorme panteão dos deuses como forma de explicar os fenômenos da natureza. Estamos falando então do politeísmo que se fez presente em variados povos e lugares, como nos índios americanos e na cultura grega, tanto animais quanto humanos. Esses deuses, apesar de considerados perfeitos, apresentavam várias facetas imperfeitas, isto é, poderiam ser classificados como "humanos super-poderosos" (pois apesar de tanto poder e responsabilidade, sentiam raiva, ódio, carinho, generosidade, humildade, curiosidade, ansiedade e até formavam famílias - inclusive com os próprios humanos como no caso do semi-deus Hércules). Pulando um pouco da história, chegamos ao monoteísmo, isto é, onde um único deus está no comando. Há ainda os ateus (que não acreditam em nenhuma força superior).
A religiosidade vêm sendo construída por homens e para os homens, mas no que isso vai dar? A resposta é espiritualidade. A transformação é lenta e gradativa, e não pode ser de forma diferente, pois cada um tem um ritmo para caminhar. Isto também está implicado a evolução das pessoas, digo, evolução espiritual. Isso já uma outra história e entra um pouco em outros assuntos (como reencarnação e Lei de Causa e Efeito), coisa que posso abordar posteriormente. O que nos interessa agora é que, à medida que se percorre o caminho da ascenção, a criatura vai transformando a religiosidade em espiritualidade. Como assim? Explico melhor.
Dentro de cada religião há suas características egoísticas (o que pode caracterizar-se como sectarismo religioso) de acordo com o que se interessa, isto é, seus rituais, indumentárias, linguagem e, principalmente, a ideia que se quer passar para as pessoas para que elas façam parte de sua religião em particular. À medida que se vai espiritualizando, a criatura começa a tomar posse do verdadeiro tesouro, acessando informações/conhecimentos para o bem coletivo, começando a despertar muito mais para o que realmente viemos. Desta forma, a espiritualidade pode ou não estar atrelada à religiosidade. Mas uma não tem necessariamente a ver com a outra. Onde podemos ver isto? Temos o exemplo de Madre Teresa, Sócrates, Buda, Joana d'Arc, Gandhi, Francisco de Assis e o próprio Jesus. Apesar de estarem inseridos em um contexto religioso, conseguiam perceber e fazer algo muito além/acima do que apenas seguirem os ritos e dogmas a que eram impostos.
Como se pode perceber, até mesmo quem menos se espera pode ser mais espiritualizado que nós mesmos ou quem nós consideramos que seja (como padres, pastores, o Papa, o mestre desta ou daquela religião). Como cada pessoa é uma (há pessoas e pessoas, de todos os tipos - boas e más, amarelas e negras, godas e magras etc - e em todos os lugares) e se encontra num nível evolutivo diferente (o que também se pode entender como consciência espiritual ou coisas dessa natureza), podemos encontrar ateus que são mais bondosos e caridosos que o próprio bispo, ou judeus com uma percepção maior que os espíritas, ou ainda hindus mais conscientes que mulçumanos, ou protestantes mais evoluídos (espiritualmente falando) que budistas. Para alguém menos consciente, a religião está acima de qualquer coisa, mas o tempo passa, as coisas mudam e as pessoas melhoram. Do mesmo jeito que o politeísmo convergiu no monoteísmo, a religiosidade se transformará e dará lugar à espiritualidade. Pessoas espiritualizadas existem em todos os lugares, mas são poucos. O que encontramos com maior frequência são pessoas religiosas.
É neste sentido que eu disse que anteriormente que o espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões. Entende-se com isso que dentre as atuais religiões, o espiritismo é a que se encontra com a maior parte da "grande verdade" desvendada, isto quer dizer que esta religião pode ser compreendida em facetas variadas, tanto do cunho religioso e moral, quanto filosófico e até mesmo do raciocínio e da lógica. Da mesma forma que o Catolicismo foi tomando espaço de religiões onde vários deuses eram cultuados (inclusive com animais misturados), o Espiritismo também se sobreporá às demais religiões, mas de forma branda, passífica e natural. Não quero dizer que o Espiritismo é o melhor, pois ela, assim como as demais religiões, irá acabar um dia. Nós não vamos parar por aí, pois temos que comer muito arroz e feijão ainda pra conseguir chegar na metade do que Jesus foi quando esteve aqui entre nós (cito ele porque é a personalidade com maior espiritualidade ou nível evolutivo que conhecemos). Como pode-se ver, a tendência da religião é ir sumindo gradativamente, pois não precisaremos mais dela.
Para finalizar, reafirmo o que eu tinha dito na publicação anterior: todas as religiões, em sua essência, falam as mesmas coisas, porém de formas distintas. O que quero dizer com isso é que a dita Verdade Absoluta já nos foi passada em doses homeopáticas e está presente em todas as religiões, porém, à medida que o homem foi se espiritualizando mais, estas medidas se tornaram um pouco maiores e mais profundas. É neste contexto também que pode-se entender a passagem das demais religiões para o Espiritismo, onde algumas verdades não poderiam ser discutidas ou não tinha parâmetros ou mesmo por falta de conhecimento mesmo do mundo espiritual. Com o Espiritismo elas ficam mais claras, porém isto não significa um ponto final. Como já havia colocado: a religiosidade é apenas o primeiro passo para que se possa chegar à espiritualidade (e que também, provavelmente, irá se transformar no futuro em algo maior e mais profundo, pois a evolução é contínua).
Namastê. Au revoir.
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domingo, 11 de dezembro de 2011
Religião 4
Chegou a hora! Depois de 3 publicações sobre o tema religião (religião 1, 2 e 3 e a diferença entre religião e espiritualidade), resolvi escrever o que penso a este respeito. É um tema tão amplo, que nem sei por onde começar. Como todos sabem este é um tema que carrega arraigado bastante preconceito e tabu, tanto que é muito conhecido aquele ditado: política, religião e futebol não se discute. Pois eu digo que é dever de todos não só discutir, mas principalmente refletir. Nesta publicação falarei apenas sobre religião, transcrevendo o que penso; em outra publicação falarei sobre o desenvolvimento da religiosidade até chegar na espiritualidade. Então, mãos a obra!
Posso falar mais especificamente citando como exemplo, por ter maior conhecimento de causa (e por ser também o catolicismo a maior religião do país, portanto mais conhecida por todos), o catolicismo e o espiritismo, devido ao fato de ter crescido católico e me tornado espírita (ou seja, meio que me concedo "licença pra falar" de ambas). TODAS as religiões são ótimas, bem-vindas e de extrema importância, porém ela está se perdendo e perdendo sua força. Explicarei mais a frente.
As religiões começaram a existir pela necessidade do homem entrar em contato com o Ser Superior e foram se desenvolvendo ao longo dos anos e séculos. Existem várias pelo mundo e outras ainda podem surgir, pois o homem também a criou (e cria) ao seu bel-prazer pra suprir suas necessidades (que também podemos classificar como egoísmo, no caso). Ainda vimos ao longo da história, a religião atrelada à política. Isso não existe mais no nosso país, mas ainda existe em outros lugares do mundo. É importante que se tenha em mente que religião é uma coisa, o Estado é outra e o homem que a cria é outra. Porque estou falando isso? Porque alguns podem confundí-la ao verem um chefe de Estado utilizando-a como veículo de controle de seu povo (o que já aconteceu no mundo e ainda acontece) ou podem falar que tal religião não presta, sendo que o que está "errado" é seu criador ou quem está no "comando". Estes tipos de coisas confundem muita gente.
A religião em si é pura, porém incompleta. O que eu quero dizer com isso é que o conceito é de grande valia, mas sua forma de manifestação e seu papel no mundo ainda falha em alguns pontos e deixa a desejar. Explico-me: em sumo, o papel da religião é desenvolver o homem em sua capacidade divina, fazendo-o chegar a Deus através de si, porém o que vemos é que ela faz isso até determinado ponto, estagnando em seguida. Ela fica presa a várias amarras (como rituais etc) que não a desenvolvem e nem levam seus seguidores a diante até seu desenvolvimento completo. Apesar disto, é compreensível, justo e (embora incompleto) está correto, pois a religião leva o homem até uma parte do caminho e daí em diante ele segue com suas próprias pernas. Para isso basta que tenha percepção e isto depende diretamente do seu nível de consciência evolutiva. Cada pessoa tem uma evolução, portanto enxerga as coisas de acordo com suas experiências. Desta forma, todas as religiões estão aí para suprir as necessidades de cada um de acordo com seu nível de entendimento! Ou seja, cada religião se faz necessária (exatamente como elas são em suas expressões e representações) para que determinados indivíduos possam compreender algumas coisas e seguir a diante.
Obviamente não concordo com algumas (talvez muitas) coisas que vejo por aí. Como exemplo vou pegar o Catolicismo. O motivo de não ter seguido com esta religião é que me sentia muito preso (como se faltasse algo também) e por ela ser muito contraditória (até antiquada em algumas coisas). Ela ta dá respostas limitadas ou não tem respostas pra algumas coisas (é mistério de Deus ou o famoso "porque Deus quis"); fala que todos são filhos de Deus, mas não aceitam homossexuais (como outras religiões), profissionais do sexo ou que seus fiéis concebam outras ideias além daquelas que pregam (abracem também outras religiões); pregam contra o aborto (ou, como eu prefiro e concordo, é a favor da vida), mas são contra o uso da camisinha e contraceptivos; falam (quase que ditam regras) de como você tem que ser na vida, tem que se confessar, batizar e crismar para ter lugar no paraíso, não te deixando caminhar com as próprias pernas (ou "pecar") e "receber segundo suas obras"; falam que todos são filhos de Deus e Ele é o maior, Pai de todos, mas acreditam em demônios e que exista outro ser superior (o famoso diabo, satã ou seja lá que nome dão a ele) tão forte quanto o próprio Deus mas que é contrário a ele; exaltar tanto assim Maria, mãe de Jesus (as vezes até venerá-la mais que Jesus, vide o próprio terço - que tem 10 Ave-Marias para 1 Pai Nosso - ou a oração do Salve Rainha), e até o próprio Jesus ser colocado como se fosse o próprio Deus; assim por diante. Admiro quem entenda e aceite, mas (embora aceite e compreenda) eu não consigo conceber tantas contradições e as vezes hipocrisia. De certa forma, se confessar e rezar não sei que tanto pra se ver livre dos pecados é como colocar sua responsabilidade não mão dos outros, quando esta depende apenas de nós mesmos. Ou mesmo quando rezamos pra determinado santo, queremos que eles façam o que nós deveríamos fazer. Sem contar as inúmeras guerras, o acobertamento de pedofilia ou atrocidades que a igreja fez "em nome de Deus". Acredito que coisas como o celibato e a constituição da família por padres deveria ser coisas que mereceriam ser revistas. A igreja (o Papa ou seja lá quem for) parece querer que essa ritualística permaneça estagnada nos dias de hoje como era há 100 anos atrás. Os tempos mudaram e é necessário que se abitue e se modifique com ele.
De forma parecida são os protestantes (vulgo crentes ou evangélicos), sobre a questão de demônios, céu e inferno, não "aceitar" outras religiões (quem não for protestante não será salvo) e homossexuais. Ainda há outros como se Deus é tão bom, justo e amoroso, porque ele castiga, pune e condena os próprios filhos a nascerem ricos e saudáveis quando outros nascem miseráveis, doentes e famintos ou quando morrem porque são condenados a queimarem no fogo do inferno para toda a eternidade quando outros merecem o céu? A quase total negligência de Maria e a gigantesca exaltação a Jesus sendo na imensa maioria das vezes colocado maior até mesmo do que Deus, seu Pai (essa semana fiquei um tanto estarrecido quando vi num carro o adesivo "Jesus é Deus"). Ainda há o esteriótipo do protestante (bíblia embaixo do braço e mulheres de saias longas e cabelos enormes) que ajudam a manter o preconceito, mas muitos também não fazem por onde para se ajudarem. Gritam aos sete ventos que tem que pagar o dízimo e que se não aceitarem Jesus em seus corações não serão salvos (maneira diferente de dizer que as pessoas têm que entrar pra igreja). Uai, Deus cria seus filhos para se perderem e fica por isso mesmo? E ainda não acreditam em santos e qualquer um pode fazer um milagre junto ao Espírito Santo, do mesmo modo como Jesus fazia. Têm todas as frases da bíblia decorada na ponta da língua e para todas as perguntas têm um versículo para recitar, porém se saírem um pouco desta rota se perdem e nada respondem. Como se pode nos dias atuais levar ao pé da letra tudo o que está escrito como verdade absoluta? Não devemos esquecer que este livro sagrado foi escrito em uma cultura diferente, em tempo muito diferente e que sua tradução ao longo dos anos pode ter se perdido do original (e não estou nem mensionando que quem escreveu ou quem traduziu pode ter traduzido errado uma palavra ou uma frase e também pode ter imprimido na bíblia aquilo que eles mesmo tinham como verdade, e não como estava escrito). A bíblia foi escrita por homens, portanto obviamente pode ter sido (o que tenho como certeza) manipulada. Talvez ao invés de decorarem tudo, deveriam colocar em prática o que Jesus ensinou. Mas verdade seja dita: apesar de todo esse "fanatismo", pouco se vê em outras religiões tamanha fé (ao menos é o que parece), entusiasmo, força e devoção. Pelo menos é isso o que sinto ao ouvir as músicas gospel (que inclusive eu adoro).
O Espiritismo já é mais aberto, mas nem por isso deixa de ter falhas. Há alguns anos estudo esta doutrina com tripé filosófico, religioso e científico, e foi onde realmente me senti à vontade. Esta é a religião que mais me atrai porque os assuntos não são vedados, todas as perguntas têm respostas (e se não tiver pelo menos temos base para começar a procura por esta e pode ser discutido com outras pessoas as possibilidades existentes), é explicado as aparentes injustiças do mundo através da Lei de Causa e Efeito (ou Ação e Reação), a esperança, a evolução e a nova oportunidade de reaprendizado através da reencarnação (onde todos têm quantas oportunidades lhes forem necessárias para o auto-aprimoramento, sem essa de condenação, nem céu imediato nem inferno eterno) e a mediúnidade como forma de intercomunicação com o mundo espiritual. Porém ainda estão presos a alguns cabrestos, como o grande enfoque no fenômeno mediúnico (por vezes se esquecendo da caridade e do próximo) e a tentativa de trazer todas as pessoas para esta doutrina, ainda que de forma sutil. Quanto ao aspecto de caráter científico é porque se pode explicar e comprovar as coisas que ela prega (o que me deixa encantado, pois tudo tem uma lógica, um raciocínio, não ficando apenas no achismo ou coisas vagas). De todas as religiões atuais, é a que mais genuína e pura no que diz respeito aos propósitos do homem na Terra, a que mais se aproxima da grande "verdade absoluta", do verdadeiro Deus e do verdadeiro Amor. Por isso é que se diz que o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões, pois é a que realmente coloca o homem em contato com o plano superior e consigo mesmo ao mesmo tempo, isto é, a que está mais ligada à espiritualidade em detrimento à religiosidade.
O Hiduísmo também é maravilhoso, mas ainda é politeísta com muitos deuses presentes em sua ritualística. Além do que o sistema de castas está muito ultrapassado e torna uns indivíduos superiores a outros, quando na verdade são todos iguais. Inclusive foi proibido, porém é muito complicado fazer "sumir" um sistema cultural de um país com milhares de anos de enraizamento. Também não se pode quebrar o ciclo das reencarnações, pelo menos não como eles pregam. O Budismo também é maravilhoso, trazendo as 4 Grandes Verdades de Buda para que o homem possa encontrar seu caminho de auto-iluminação. Através da meditação se chega ao auto-conhecimento, porém acho que peca com tanto enfoque no auto-conhecimento e disciplina e não exercitando a caridade e o amor ao próximo. Tem que beber das duas águas para se evoluir: a teoria e a prática, a sabedoria e o amor. São estas as duas asas do anjo. Os Hare Krishnas também têm uma alegria imensa que trasmitem através da música, mas, parecido com os protestantes, do que vale tanto louvor e tanta cantoria se não praticam? Podem então falar "Mas eles fazem os trabalhos da comunidade e tal". Sim, mas isto se estende a uma comunidade restrita, enquanto o mundo é muito maior e tem outros problemas (como violência, drogas, prostituição, fome etc).
Sobre o Islamismo, isto é, o povo mulçumano não posso falar muita coisa devido à minha falta de conhecimento sobre os mesmos. O que sei é que me disseram que o corão é tão bom e tão lindo quanto a bíblia e outros livros sagrados. Ainda tem o Santo Daime que mexe com aquele chá da ayahuasca (que é alucinógeno), que serve para aumentar o potencial psíquico para entrar em estado alterado de consciência, para entrarem em contato com o plano espiritual. Eu me pergunto pra que isso, já que temos à nossa disposição recursos menos invasivos e mais saudáveis como a meditação e a respiração, que servem aos mesmos propósitos. Existe também o Xamanismo que faz parte do meio indígena.
Existem ainda outras diversas religiões (como Zoroastrismo, Xintoísmo, Umbanda, Confucionismo, Taoísmo, Judaísmo, Fé Bahá'í, Agnosticismo, entre muitas outras), cada um com seus preceitos, crenças e ritualísticas, bem como os ateus (Ateísmo) e qualquer um pode criar uma outra ao seu gosto. O que é importante é que não nos esqueçamos que a religião se faz necessária, mas apenas por enquanto, pois ela é um meio, um caminho para se entrar em contato com nosso Pai. Só; e ponto. Não devemos levar ao pé da letra nem tê-la como verdade absoluta, portanto. Em sumo, todas as religiões, em suas essências, falam a mesma coisa, mas se expressam de formas diferentes em maior ou menor grau, com maior ou menor clareza. Isso sem contar o quanto é bonito ver quando se juntam por alguma causa (ou mesmo sem uma, o que é ainda melhor), como por exemplo freiras em congressos espíritas, budista com protestantes ou católicos no meio hindu (como foi com Madre Teresa). Isto é pra falar que não se deve concorrer para ver quem é o melhor ou quem tem mais fiéis. De qualquer forma, há a religiosidade e a espiritualidade que são coisas distintas. E é sobre isso que tratarei na próxima publicação.
Namastê.
Au revoir.
Posso falar mais especificamente citando como exemplo, por ter maior conhecimento de causa (e por ser também o catolicismo a maior religião do país, portanto mais conhecida por todos), o catolicismo e o espiritismo, devido ao fato de ter crescido católico e me tornado espírita (ou seja, meio que me concedo "licença pra falar" de ambas). TODAS as religiões são ótimas, bem-vindas e de extrema importância, porém ela está se perdendo e perdendo sua força. Explicarei mais a frente.
As religiões começaram a existir pela necessidade do homem entrar em contato com o Ser Superior e foram se desenvolvendo ao longo dos anos e séculos. Existem várias pelo mundo e outras ainda podem surgir, pois o homem também a criou (e cria) ao seu bel-prazer pra suprir suas necessidades (que também podemos classificar como egoísmo, no caso). Ainda vimos ao longo da história, a religião atrelada à política. Isso não existe mais no nosso país, mas ainda existe em outros lugares do mundo. É importante que se tenha em mente que religião é uma coisa, o Estado é outra e o homem que a cria é outra. Porque estou falando isso? Porque alguns podem confundí-la ao verem um chefe de Estado utilizando-a como veículo de controle de seu povo (o que já aconteceu no mundo e ainda acontece) ou podem falar que tal religião não presta, sendo que o que está "errado" é seu criador ou quem está no "comando". Estes tipos de coisas confundem muita gente.
A religião em si é pura, porém incompleta. O que eu quero dizer com isso é que o conceito é de grande valia, mas sua forma de manifestação e seu papel no mundo ainda falha em alguns pontos e deixa a desejar. Explico-me: em sumo, o papel da religião é desenvolver o homem em sua capacidade divina, fazendo-o chegar a Deus através de si, porém o que vemos é que ela faz isso até determinado ponto, estagnando em seguida. Ela fica presa a várias amarras (como rituais etc) que não a desenvolvem e nem levam seus seguidores a diante até seu desenvolvimento completo. Apesar disto, é compreensível, justo e (embora incompleto) está correto, pois a religião leva o homem até uma parte do caminho e daí em diante ele segue com suas próprias pernas. Para isso basta que tenha percepção e isto depende diretamente do seu nível de consciência evolutiva. Cada pessoa tem uma evolução, portanto enxerga as coisas de acordo com suas experiências. Desta forma, todas as religiões estão aí para suprir as necessidades de cada um de acordo com seu nível de entendimento! Ou seja, cada religião se faz necessária (exatamente como elas são em suas expressões e representações) para que determinados indivíduos possam compreender algumas coisas e seguir a diante.
Obviamente não concordo com algumas (talvez muitas) coisas que vejo por aí. Como exemplo vou pegar o Catolicismo. O motivo de não ter seguido com esta religião é que me sentia muito preso (como se faltasse algo também) e por ela ser muito contraditória (até antiquada em algumas coisas). Ela ta dá respostas limitadas ou não tem respostas pra algumas coisas (é mistério de Deus ou o famoso "porque Deus quis"); fala que todos são filhos de Deus, mas não aceitam homossexuais (como outras religiões), profissionais do sexo ou que seus fiéis concebam outras ideias além daquelas que pregam (abracem também outras religiões); pregam contra o aborto (ou, como eu prefiro e concordo, é a favor da vida), mas são contra o uso da camisinha e contraceptivos; falam (quase que ditam regras) de como você tem que ser na vida, tem que se confessar, batizar e crismar para ter lugar no paraíso, não te deixando caminhar com as próprias pernas (ou "pecar") e "receber segundo suas obras"; falam que todos são filhos de Deus e Ele é o maior, Pai de todos, mas acreditam em demônios e que exista outro ser superior (o famoso diabo, satã ou seja lá que nome dão a ele) tão forte quanto o próprio Deus mas que é contrário a ele; exaltar tanto assim Maria, mãe de Jesus (as vezes até venerá-la mais que Jesus, vide o próprio terço - que tem 10 Ave-Marias para 1 Pai Nosso - ou a oração do Salve Rainha), e até o próprio Jesus ser colocado como se fosse o próprio Deus; assim por diante. Admiro quem entenda e aceite, mas (embora aceite e compreenda) eu não consigo conceber tantas contradições e as vezes hipocrisia. De certa forma, se confessar e rezar não sei que tanto pra se ver livre dos pecados é como colocar sua responsabilidade não mão dos outros, quando esta depende apenas de nós mesmos. Ou mesmo quando rezamos pra determinado santo, queremos que eles façam o que nós deveríamos fazer. Sem contar as inúmeras guerras, o acobertamento de pedofilia ou atrocidades que a igreja fez "em nome de Deus". Acredito que coisas como o celibato e a constituição da família por padres deveria ser coisas que mereceriam ser revistas. A igreja (o Papa ou seja lá quem for) parece querer que essa ritualística permaneça estagnada nos dias de hoje como era há 100 anos atrás. Os tempos mudaram e é necessário que se abitue e se modifique com ele.
De forma parecida são os protestantes (vulgo crentes ou evangélicos), sobre a questão de demônios, céu e inferno, não "aceitar" outras religiões (quem não for protestante não será salvo) e homossexuais. Ainda há outros como se Deus é tão bom, justo e amoroso, porque ele castiga, pune e condena os próprios filhos a nascerem ricos e saudáveis quando outros nascem miseráveis, doentes e famintos ou quando morrem porque são condenados a queimarem no fogo do inferno para toda a eternidade quando outros merecem o céu? A quase total negligência de Maria e a gigantesca exaltação a Jesus sendo na imensa maioria das vezes colocado maior até mesmo do que Deus, seu Pai (essa semana fiquei um tanto estarrecido quando vi num carro o adesivo "Jesus é Deus"). Ainda há o esteriótipo do protestante (bíblia embaixo do braço e mulheres de saias longas e cabelos enormes) que ajudam a manter o preconceito, mas muitos também não fazem por onde para se ajudarem. Gritam aos sete ventos que tem que pagar o dízimo e que se não aceitarem Jesus em seus corações não serão salvos (maneira diferente de dizer que as pessoas têm que entrar pra igreja). Uai, Deus cria seus filhos para se perderem e fica por isso mesmo? E ainda não acreditam em santos e qualquer um pode fazer um milagre junto ao Espírito Santo, do mesmo modo como Jesus fazia. Têm todas as frases da bíblia decorada na ponta da língua e para todas as perguntas têm um versículo para recitar, porém se saírem um pouco desta rota se perdem e nada respondem. Como se pode nos dias atuais levar ao pé da letra tudo o que está escrito como verdade absoluta? Não devemos esquecer que este livro sagrado foi escrito em uma cultura diferente, em tempo muito diferente e que sua tradução ao longo dos anos pode ter se perdido do original (e não estou nem mensionando que quem escreveu ou quem traduziu pode ter traduzido errado uma palavra ou uma frase e também pode ter imprimido na bíblia aquilo que eles mesmo tinham como verdade, e não como estava escrito). A bíblia foi escrita por homens, portanto obviamente pode ter sido (o que tenho como certeza) manipulada. Talvez ao invés de decorarem tudo, deveriam colocar em prática o que Jesus ensinou. Mas verdade seja dita: apesar de todo esse "fanatismo", pouco se vê em outras religiões tamanha fé (ao menos é o que parece), entusiasmo, força e devoção. Pelo menos é isso o que sinto ao ouvir as músicas gospel (que inclusive eu adoro).
O Espiritismo já é mais aberto, mas nem por isso deixa de ter falhas. Há alguns anos estudo esta doutrina com tripé filosófico, religioso e científico, e foi onde realmente me senti à vontade. Esta é a religião que mais me atrai porque os assuntos não são vedados, todas as perguntas têm respostas (e se não tiver pelo menos temos base para começar a procura por esta e pode ser discutido com outras pessoas as possibilidades existentes), é explicado as aparentes injustiças do mundo através da Lei de Causa e Efeito (ou Ação e Reação), a esperança, a evolução e a nova oportunidade de reaprendizado através da reencarnação (onde todos têm quantas oportunidades lhes forem necessárias para o auto-aprimoramento, sem essa de condenação, nem céu imediato nem inferno eterno) e a mediúnidade como forma de intercomunicação com o mundo espiritual. Porém ainda estão presos a alguns cabrestos, como o grande enfoque no fenômeno mediúnico (por vezes se esquecendo da caridade e do próximo) e a tentativa de trazer todas as pessoas para esta doutrina, ainda que de forma sutil. Quanto ao aspecto de caráter científico é porque se pode explicar e comprovar as coisas que ela prega (o que me deixa encantado, pois tudo tem uma lógica, um raciocínio, não ficando apenas no achismo ou coisas vagas). De todas as religiões atuais, é a que mais genuína e pura no que diz respeito aos propósitos do homem na Terra, a que mais se aproxima da grande "verdade absoluta", do verdadeiro Deus e do verdadeiro Amor. Por isso é que se diz que o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões, pois é a que realmente coloca o homem em contato com o plano superior e consigo mesmo ao mesmo tempo, isto é, a que está mais ligada à espiritualidade em detrimento à religiosidade.
O Hiduísmo também é maravilhoso, mas ainda é politeísta com muitos deuses presentes em sua ritualística. Além do que o sistema de castas está muito ultrapassado e torna uns indivíduos superiores a outros, quando na verdade são todos iguais. Inclusive foi proibido, porém é muito complicado fazer "sumir" um sistema cultural de um país com milhares de anos de enraizamento. Também não se pode quebrar o ciclo das reencarnações, pelo menos não como eles pregam. O Budismo também é maravilhoso, trazendo as 4 Grandes Verdades de Buda para que o homem possa encontrar seu caminho de auto-iluminação. Através da meditação se chega ao auto-conhecimento, porém acho que peca com tanto enfoque no auto-conhecimento e disciplina e não exercitando a caridade e o amor ao próximo. Tem que beber das duas águas para se evoluir: a teoria e a prática, a sabedoria e o amor. São estas as duas asas do anjo. Os Hare Krishnas também têm uma alegria imensa que trasmitem através da música, mas, parecido com os protestantes, do que vale tanto louvor e tanta cantoria se não praticam? Podem então falar "Mas eles fazem os trabalhos da comunidade e tal". Sim, mas isto se estende a uma comunidade restrita, enquanto o mundo é muito maior e tem outros problemas (como violência, drogas, prostituição, fome etc).
Sobre o Islamismo, isto é, o povo mulçumano não posso falar muita coisa devido à minha falta de conhecimento sobre os mesmos. O que sei é que me disseram que o corão é tão bom e tão lindo quanto a bíblia e outros livros sagrados. Ainda tem o Santo Daime que mexe com aquele chá da ayahuasca (que é alucinógeno), que serve para aumentar o potencial psíquico para entrar em estado alterado de consciência, para entrarem em contato com o plano espiritual. Eu me pergunto pra que isso, já que temos à nossa disposição recursos menos invasivos e mais saudáveis como a meditação e a respiração, que servem aos mesmos propósitos. Existe também o Xamanismo que faz parte do meio indígena.
Existem ainda outras diversas religiões (como Zoroastrismo, Xintoísmo, Umbanda, Confucionismo, Taoísmo, Judaísmo, Fé Bahá'í, Agnosticismo, entre muitas outras), cada um com seus preceitos, crenças e ritualísticas, bem como os ateus (Ateísmo) e qualquer um pode criar uma outra ao seu gosto. O que é importante é que não nos esqueçamos que a religião se faz necessária, mas apenas por enquanto, pois ela é um meio, um caminho para se entrar em contato com nosso Pai. Só; e ponto. Não devemos levar ao pé da letra nem tê-la como verdade absoluta, portanto. Em sumo, todas as religiões, em suas essências, falam a mesma coisa, mas se expressam de formas diferentes em maior ou menor grau, com maior ou menor clareza. Isso sem contar o quanto é bonito ver quando se juntam por alguma causa (ou mesmo sem uma, o que é ainda melhor), como por exemplo freiras em congressos espíritas, budista com protestantes ou católicos no meio hindu (como foi com Madre Teresa). Isto é pra falar que não se deve concorrer para ver quem é o melhor ou quem tem mais fiéis. De qualquer forma, há a religiosidade e a espiritualidade que são coisas distintas. E é sobre isso que tratarei na próxima publicação.
Namastê.
Au revoir.
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domingo, 30 de outubro de 2011
Sobre a Morte e o Morrer - 3
Bem, já falei sobre a morte aqui e agora nao vai ser muito diferente, exceto pelo fato de que pretendo falar sobre isto a última vez. Na verdade, vou agir em duas frentes: sobre a situação em que nós encontramos após a morte (na verdade, sobre o momento da passagem) e sobre a preparação nossa frente a esta situação irrefutável, da qual nenhum de nós escapará.
Infelizmente este assunto ainda é um tabu para a grande maioria das pessoas, um assunto que não pode ser discutido ou sequer mencionado. Porém estão redondamente enganados. Este é um assunto que demanda tanto reconhecimento, tempo e atenção, quanto a saúde e a manutenção de nosso próprio corpo, nosso sistema político e social. Definitivamente é um assunto que precisa ser discutido, falado e ouvido, mais cedo ou mais tarde. Talvez por isso, somos pegos sempre de surpresa, mesmo quando a morte é certa (como no caso de doentes terminais).
Na publicação anterior sobre o tema, falei um pouco sobre o que podemos esperar após nossa passagem. Primeiramente é importante nos concientizarmos do nosso estado no momento do desenlasse. Numa situação trágica e brusca, como acidentes, assassinatos, assaltos dentre outros, somos levados em circunstâncias de extremo transtorno psíquico e desvairio mental, sem consciência do que acontece e sem saber até de quem somos. Deve ser mantida a paz na consciencia, tanto quanto nos for possível. E temos que nos esforcarmos para isso, pois vale a pena. Por falar em consciência... sempre me perguntei: porque tamanho desespero diante da morte? Venho refletindo sobre isso e a resposta vai além do famoso medo do desconhecido. A resposta vai até a nossa falta de compromisso conosco e com a Lei Natural, também conhecida como a Lei de Amor, criada por Deus para reger todo o Universo. Quando chegamos, trazemos no inconsciente todas as tarefas que devemos fazer para nos melhorarmos. Então, quando nos deparamos com a hora do retorno, nos sentimos culpados por não termos cumprido nosso compromisso. Quem passa perto da morte e consegue voltar (como nos AVEs - derrames -, infartos e o famoso EQM - Experiencia de Quase Morte) volta diferente, pelo menos na maioria das vezes. Volta mais desperto pata si e para o proximo, mais generosos, emotivos e mais desperto para as "Questões Essenciais" da vida.E isso nos leva pra nossa próxima questão: como nos preparamos para a morte.
Temos que manter a calma, a tranquilidade e a serenidade em qualquer circunstância da vida, inclusive na hora da morte. (Muitos são os outores que falam sobre isso, inclusive nesta viagem que fiz a Sao Paulo para o Congresso de TO comprei um livro sobre cuidados paliativos que trata de assuntos relacionados a morte no campo profissional da Saúde.) Em qualquer circunstância, as coisas ocorrem por afinidade. Encontramos pessoas sempre com as mesmas que as nossas, por isso formamos as comunidades: quem gosta de beber vai pro bar, quem gosta de rezar vai pra igreja, quem gosta de estudar vai pra escola, quem não gosta de fazer nada fica por aí vagando, quem gosta de drogas ou prostíbulos fica com quem gosta da mesma coisa. E na morte não é diferente.
Todos sabemos que morreremos um dia, mas ninguem toma consciência disso. Ninguém fala, ninguém se prepara. Ninguém faz o exame de consciência para saber se fez o seu melhor, portanto ninguém tem paz de consciência. Sei que parece meio radical falar ninguém ou todo mundo (ainda mais para mim), mas é que seria 99% da população mundial. Mas, como bem aprendi no espetacular documentário brasileiro Lixo Extraordinário, um catador de lixo fala: 99 não é 100.
Na verdade, a reflexão sobre a preparação para a morte me chegou como presente pela personagem Dulce da novela Morde & Assopra das 19h da Globo que acabou. Comecei a assistir a novela porque estava de repouso em casa após a cirurgia em maio e acabei me encantando com a interpretação e a personagem Dulce, por sua humildade. Na cena de um dos últimos episódios Dulce (Cássia Kiss) chega em casa após ter fugido do hospital e sua amiga Júlia (Adriana Esteves) a encontra. Com atuações primorosas e emocionantes na cena que achei arrebatadora, Dulce conversa com Júlia. Júlia verbaliza que a conversa está parecendo uma despedida, Dulce diz que ta percebendo que não está boa de saúde (tinha câncer, mas não sabia) e enquanto isso Júlia tenta engolir o choro e reprimir os sentimentos para que Dulce não perceba. Dulce questiona Júlia sobre qual é sua doença e Júlia desconversa. Dulce então diz "Eu sei que a senhora sabe. Se a senhora não quer falar, não fala. Mas não mente não.". Júlia explode em lágrimas, denunciando o futuro nebuloso da amiga. Dulce compreende o recado e começa a falar que quer ficar perto da família e dos amigos quando chegar a hora, isto é melhor que o hospital. Então, ela meio que vai preparando sua despedida dizendo "Está tudo certo...", de forma ligeiramente triste e preocupada, entretanto aceita de forma grata e bondosa o seu destino. Nosso destino. E no último episódio ocorre a consumação do fato numa cena bonita, tocante e cheia de vida (vejam só a contradição).
Talvez o parágrafo acima fosse desnecessário, mas queria ressaltar este fato concreto. Poderíamos perguntar: Mas quem é a criatura que em sã consciência iria se preparar para morrer como quem organiza uma festa ou se enfeita para um grande evento? Esta é a pergunta que gostaria de deixar para que cada um responda para si. É estranho pensarmos nisso, mas é decorrente do tabu que criamos em torno da morte. Devemos aceitar o fato de que esta oportunidade, este presente de Deus, passará e devemos, acima disso, nos preparar em vida para este momento. Quando digo aqui em casa e para pessoas próximas da forma como quero o enterro etc, sou recebido com muita estranhesa e o famoso "Vira essa boca pra lá! Ta ficando doido?". Ao que respondo de forma bem-humorada, simples e realista "Uai, se vocês quiserem ficar aqui fiquem a vontade, porque eu vou embora!". Raras são as pessoas que têm esta oportunidade, especialmente se não tiverem debilitadas por alguma doença. Pessoas que se preparam são sábias e conscientes. Conscientes de nossa finitude e impotência diante do momento do nosso retorno. E que ironia engraçada, não? Somos seres imortais, mas não vivemos para sempre. Gostaria de reforçar: somos seres espirituais passando por uma experiência na matéria. Portanto, somos imortais em essência, mas limitados no corpo. E precisamos sempre dele, pelo menos por enquanto. Estamos sempre de passagem e, ao contrário do que muitos imaginam, a morte existe para nos ajudar. Por isso a necessidade da reencarnação, como mostra a Lei Natural. Mas isso já é outro assunto...
Namastê. Au revoir.
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domingo, 16 de outubro de 2011
Parábola dos Níveis Evolutivos
Recebi por email este texto, achei espetacular e que tinha que compartilhar! Apesar de grande, vale a pena ser lido (e refletido).
"Certa vez, um discípulo aproximou-se de seu Mestre e disse:
- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.
- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.
- Mas, Mestre, que níveis são esses?
- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.
Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.
Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do discípulo e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo. O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:
- Dê-lhe um tapa no rosto.
- Mas por quê? Ele não me fez nada…
- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do discípulo. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou. Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o discípulo foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o discípulo já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro quando outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.
Quando o homem se aproximou, o discípulo pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o discípulo, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o discípulo e assim falou:
- O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.
- E querem ver como reajo?
- Sim. Exatamente isso…
- Já reparou que não tem sentido?
- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…
- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?
- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?
- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?
- Enfim – perguntou o discípulo – como você vai reagir? Vai revidar?
Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!
Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros” resolverem. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se gaba por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.
Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o discípulo e perguntou:
- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?
- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.
- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?
- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?
- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?
- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?
- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?
Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:
- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.
Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.
- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?
- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?
- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?
- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…
- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?
Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:
- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra.
Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.
- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?
- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.
- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo?
Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:
- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7.
Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.
E o discípulo pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! – ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso…
- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.
- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…
- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.
- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?
niveis evolutivos 300x173 Parábola dos Níveis Evolutivos- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…
- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?
- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra."
Autor desconhecido, essa parábola vem sendo passada de geração em geração a milênios.
Fonte
Respondam para si mesmos: em que nível vcs se encontram? Pense e aja!
Namastê! Au revoir.
"Certa vez, um discípulo aproximou-se de seu Mestre e disse:
- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.
- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.
- Mas, Mestre, que níveis são esses?
- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.
Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.
Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do discípulo e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo. O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:
- Dê-lhe um tapa no rosto.
- Mas por quê? Ele não me fez nada…
- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do discípulo. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou. Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o discípulo foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o discípulo já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro quando outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.
Quando o homem se aproximou, o discípulo pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o discípulo, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o discípulo e assim falou:
- O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.
- E querem ver como reajo?
- Sim. Exatamente isso…
- Já reparou que não tem sentido?
- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…
- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?
- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?
- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?
- Enfim – perguntou o discípulo – como você vai reagir? Vai revidar?
Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!
Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros” resolverem. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se gaba por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.
Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o discípulo e perguntou:
- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?
- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.
- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?
- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?
- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?
- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?
- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?
Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:
- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.
Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.
- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?
- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?
- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?
- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…
- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?
Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:
- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra.
Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.
- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?
- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.
- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo?
Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:
- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7.
Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.
E o discípulo pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! – ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso…
- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.
- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…
- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.
- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?
niveis evolutivos 300x173 Parábola dos Níveis Evolutivos- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…
- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?
- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra."
Autor desconhecido, essa parábola vem sendo passada de geração em geração a milênios.
Fonte
Respondam para si mesmos: em que nível vcs se encontram? Pense e aja!
Namastê! Au revoir.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Recursos 2 - Meditação
Como falei na publicação anterior, o que eu chamo de recursos são aquelas coisas que nos são dispinibilizadas como um dos caminhos para o auto-conhecimento e para auxiliar (a nós e a outros). Dando continuidade ao tema, vou colocar em pauta a questão da meditação. Antes que comecem a reclamar, eu digo que não é um bicho de sete cabeças, uma coisa difícil ou impossível de ser feita: basta ter disciplina e paciência que as coisas acontecem. Tenho algum conhecimento e alguma experiência com o tema, portanto falo com conhecimento de causa. É realmente uma coisa espetacular, mas que (infelizmente) poucos conhecem e, menos ainda, são os que se interessam pelo tema (por evitarem entrar em contato consigo mesmos, preferindo viver intensamente as experiências sensoriais). Transcrevo abaixo, resumidamente, tudo o que achei meditação e que podem ser facilmente encontradas na internet. Caso conheçam alguma coisa que se enquadre neste tema (como o reiki e a meditação o foram), podem colocar nos comentários que irei analisar, publicando posteriormente em caso positivo.
MEDITAÇÃO
É comumente associada a religiões orientais. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.
ETIMOLOGIA DA PALAVRA
A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração). Concentar intensamente o espirito em algo.
DEFINIÇÃO
Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. "Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."
É a prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: na própria respiração, em um mantra, num som, numa imagem, na realização de alguma tarefa etc);
Pode ser uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto. É exatamente a extensão da concentração; seu alcance é conquistado,à medida que a criatura consiga concentrar-se com maior eficácia. Meditar é colocar-nos em contato com as forças internas, caracteriza-se por uma atitude quieta, atenta expectante; não intensa, mas calma, mas dando atenção às idéias que apresentam. Há um contato sutil e agradável com as correntes superiores dos planos superiores.
COMO PRATICAR
É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Os olhos devem estar semicerrados (ou entre-abertos), em jejum, todos os músculos relaxados e a respiração deve ser profunda e lenta.
- Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável (como sobre uma almofada), roupas que não causem incômodo e com a coluna ereta. Deve-se procurar uma posição confortável em que você não se sinta incomodado com o tempo (no início pode ser incômodo, mas isso deve passar com a prática).
- Colocar uma música suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
- Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária.
- A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, a tarefa que está realizando, a música etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente, retornando novamente ao objeto escolhido.
- Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, assim que perceber, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.
TEMPO DE DURAÇÃO
O ideal é que se pratique a meditação ao nascer e ao pôr do sol, durante aproximadamente 30 min (podendo chegar a 1h), mas pode-se iniciar com 10min a cada meditação. O horário também é flexível, devido à quantidade de afazeres que nós ocidentais temos.
SENSAÇÕES
A contemplação é a mais alta expressão de vida intelectual e espiritual do homem. É a própria vida do intelecto e do espírito, plenamente despertada, plenamente ativa, plenamente consciente de que está viva. É um espanto espiritual, uma admiração. Um temor espontâneo, reverencial, diante do caráter sagrado da vida, do ser. É gratidão pelo Dom da vida, pela consciência despertada, pelo ser. A contemplação, entretanto, não é a visão, pois vê sem ver" e conhece "sem conhecer". Após a meditação, pode ser sentido alívio, relaxamento, tranquilidade, felicidade e gratidão. Também podem ser recebidos respostas pra soluções de alguns problemas por meio de insights e/ou imagens.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
São conhecidos quatro estados conscienciais designados por níveis: Beta, Alpha, Teta e Delta.
Ondas Beta: São as ondas cerebrais mais rápidas, podem varias em freqüência de 14 ciclos por segundos (14 Hertz) até pouco mais de 100Hz. Quando estamos acordados, em um estado normal, concentrados em nossas tarefas cotidianas ou problemas concretos e específicos, as ondas Beta (entre 14 e 40Hz) são as mais dominantes e fortes em nosso cérebro. Ondas Beta são associadas com estados de alerta, cognição e em níveis excessivos, são associadas com a ansiedade.
Ondas Alpha: Quando fechamos nossos olhos e ficamos mais relaxados, em paz, desconcentrados, as atividades cerebrais diminuem, então produzimos pulsos de ondas Alpha na faixa de freqüência de 8 a 13Hz. Se ficarmos mais relaxados, e mentalmente desconcentrados, as ondas Alpha serão as dominantes em todo o cérebro, produzindo uma calma e uma sensação prazerosa denominada de estado Alpha. O estado Alpha é um estado neutro do cérebro. Hipnagogia, sintomas pré-projetivos, viagens astrais.
Ondas Theta: Quando o relaxamento vai aprofundando-se, o cérebro passa para um estágio mais lento, com a presença mais ritmada das ondas Theta, com faixa de freqüência entre 4 e 8 Hz. O estágio Theta, também é conhecido e chamado como Estágio de transe, entre o acordado e o dormindo. Este estágio é normalmente acompanhado de imagens mentais inesperadas, comumente acompanhadas de memórias vivas e claras da infância. O estágio Theta oferece acesso a materiais do inconsciente, a associações de idéias e idéias criativas. É um estágio misterioso e elucidativo. Muitas pessoas tendem a dormir logo após gerarem grande quantidade de atividade Theta. Viagens astrais conscientes.
Ondas Delta: Quando dormimos, as ondas cerebrais dominantes são as Delta, que são mais lentas que as Theta, com faixa de freqüência abaixo dos 4Hz. Quando a maioria de nós entra em um estágio Delta, dormimos e temos perda total da consciência. A pesquisa tornou em evidência quatro padrões bem definidos.
É isso aí. Ficou grande, mas foi necessário. O que posso adiantar da experiência que tenho com a meditação é que os benefícios são fantásticos. Os olhos semi-abertos, como coloquei, é para ajudar a não dormir (principalmente os iniciantes, devido à inexperiência). Há também a questão da alimentação. O jejum é sempre bem-vindo, mas caso não for possível podem ser ingeridos alimentos leves (bem como, obviamente, deve-se evitar comidas pesadas). A respiração é sempre uma ótima pedida em todos os momentos do dia, mas na meditação ela é essencial e deve sim ser feita de maneira profunda e lenta, focando a concentração nela (principalmente para os iniciantes). E, para finalizar, ao contrário do que muitos imaginam, a meditação não é simplesmente "não pensar em nada ou deixar a mente vazia", é apenas concentrar-se no momento que se vive. Portanto, pode ser feita a meditação de forma tradicional (sentado, respirando etc - do modo como foi descrito acima) e pode também ser feito durante a realização de qualquer atividade, por exemplo: tomando chá ou lavando louças (deve-se concentar no gosto, temperatura ou cheiro do chá, as sensações que ele causa ou nos movimentos feitos, sons feitos, peças que são lavadas). Desta forma pode-se meditar fazendo qualquer coisa: escrevendo, ouvindo música, comendo, assistindo TV e assim por diante. E agora é com vcs. Só fazendo, treinando e exercitando para conseguir realmente sentir.
Au revoir.
MEDITAÇÃO
É comumente associada a religiões orientais. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.
ETIMOLOGIA DA PALAVRA
A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração). Concentar intensamente o espirito em algo.
DEFINIÇÃO
Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. "Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."
É a prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: na própria respiração, em um mantra, num som, numa imagem, na realização de alguma tarefa etc);
Pode ser uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto. É exatamente a extensão da concentração; seu alcance é conquistado,à medida que a criatura consiga concentrar-se com maior eficácia. Meditar é colocar-nos em contato com as forças internas, caracteriza-se por uma atitude quieta, atenta expectante; não intensa, mas calma, mas dando atenção às idéias que apresentam. Há um contato sutil e agradável com as correntes superiores dos planos superiores.
COMO PRATICAR
É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Os olhos devem estar semicerrados (ou entre-abertos), em jejum, todos os músculos relaxados e a respiração deve ser profunda e lenta.
- Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável (como sobre uma almofada), roupas que não causem incômodo e com a coluna ereta. Deve-se procurar uma posição confortável em que você não se sinta incomodado com o tempo (no início pode ser incômodo, mas isso deve passar com a prática).
- Colocar uma música suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
- Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária.
- A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, a tarefa que está realizando, a música etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente, retornando novamente ao objeto escolhido.
- Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, assim que perceber, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.
TEMPO DE DURAÇÃO
O ideal é que se pratique a meditação ao nascer e ao pôr do sol, durante aproximadamente 30 min (podendo chegar a 1h), mas pode-se iniciar com 10min a cada meditação. O horário também é flexível, devido à quantidade de afazeres que nós ocidentais temos.
SENSAÇÕES
A contemplação é a mais alta expressão de vida intelectual e espiritual do homem. É a própria vida do intelecto e do espírito, plenamente despertada, plenamente ativa, plenamente consciente de que está viva. É um espanto espiritual, uma admiração. Um temor espontâneo, reverencial, diante do caráter sagrado da vida, do ser. É gratidão pelo Dom da vida, pela consciência despertada, pelo ser. A contemplação, entretanto, não é a visão, pois vê sem ver" e conhece "sem conhecer". Após a meditação, pode ser sentido alívio, relaxamento, tranquilidade, felicidade e gratidão. Também podem ser recebidos respostas pra soluções de alguns problemas por meio de insights e/ou imagens.
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
São conhecidos quatro estados conscienciais designados por níveis: Beta, Alpha, Teta e Delta.
Ondas Beta: São as ondas cerebrais mais rápidas, podem varias em freqüência de 14 ciclos por segundos (14 Hertz) até pouco mais de 100Hz. Quando estamos acordados, em um estado normal, concentrados em nossas tarefas cotidianas ou problemas concretos e específicos, as ondas Beta (entre 14 e 40Hz) são as mais dominantes e fortes em nosso cérebro. Ondas Beta são associadas com estados de alerta, cognição e em níveis excessivos, são associadas com a ansiedade.
Ondas Alpha: Quando fechamos nossos olhos e ficamos mais relaxados, em paz, desconcentrados, as atividades cerebrais diminuem, então produzimos pulsos de ondas Alpha na faixa de freqüência de 8 a 13Hz. Se ficarmos mais relaxados, e mentalmente desconcentrados, as ondas Alpha serão as dominantes em todo o cérebro, produzindo uma calma e uma sensação prazerosa denominada de estado Alpha. O estado Alpha é um estado neutro do cérebro. Hipnagogia, sintomas pré-projetivos, viagens astrais.
Ondas Theta: Quando o relaxamento vai aprofundando-se, o cérebro passa para um estágio mais lento, com a presença mais ritmada das ondas Theta, com faixa de freqüência entre 4 e 8 Hz. O estágio Theta, também é conhecido e chamado como Estágio de transe, entre o acordado e o dormindo. Este estágio é normalmente acompanhado de imagens mentais inesperadas, comumente acompanhadas de memórias vivas e claras da infância. O estágio Theta oferece acesso a materiais do inconsciente, a associações de idéias e idéias criativas. É um estágio misterioso e elucidativo. Muitas pessoas tendem a dormir logo após gerarem grande quantidade de atividade Theta. Viagens astrais conscientes.
Ondas Delta: Quando dormimos, as ondas cerebrais dominantes são as Delta, que são mais lentas que as Theta, com faixa de freqüência abaixo dos 4Hz. Quando a maioria de nós entra em um estágio Delta, dormimos e temos perda total da consciência. A pesquisa tornou em evidência quatro padrões bem definidos.
É isso aí. Ficou grande, mas foi necessário. O que posso adiantar da experiência que tenho com a meditação é que os benefícios são fantásticos. Os olhos semi-abertos, como coloquei, é para ajudar a não dormir (principalmente os iniciantes, devido à inexperiência). Há também a questão da alimentação. O jejum é sempre bem-vindo, mas caso não for possível podem ser ingeridos alimentos leves (bem como, obviamente, deve-se evitar comidas pesadas). A respiração é sempre uma ótima pedida em todos os momentos do dia, mas na meditação ela é essencial e deve sim ser feita de maneira profunda e lenta, focando a concentração nela (principalmente para os iniciantes). E, para finalizar, ao contrário do que muitos imaginam, a meditação não é simplesmente "não pensar em nada ou deixar a mente vazia", é apenas concentrar-se no momento que se vive. Portanto, pode ser feita a meditação de forma tradicional (sentado, respirando etc - do modo como foi descrito acima) e pode também ser feito durante a realização de qualquer atividade, por exemplo: tomando chá ou lavando louças (deve-se concentar no gosto, temperatura ou cheiro do chá, as sensações que ele causa ou nos movimentos feitos, sons feitos, peças que são lavadas). Desta forma pode-se meditar fazendo qualquer coisa: escrevendo, ouvindo música, comendo, assistindo TV e assim por diante. E agora é com vcs. Só fazendo, treinando e exercitando para conseguir realmente sentir.
Au revoir.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Recursos 1 - Reiki
Em publicações com este tema, vou falar sobre recursos que nos são oferecidos e que estão disponíveis a todos, servindo de auxílio para se chegar até o nosso Eu interior, uma forma de auto-conhecimento e, claro, caminhos que nos fazem aproximar de Deus. Em breve falarei sobre que tipos de recursos podemos contar e também uma explicação sobre o que são. Pela foto poderia se dizer que estou falando de telepatia, mas não é. Para abrir, vou falar sobre o Reiki. Segue abaixo um resumo sobre o Reiki para aqueles que não conhecem.
"Reiki é uma palavra oriental japonesa que significa energia vital universal.
É uma energia, como ondas radiofônicas, e pode ser aplicado, com sucesso no local ou à distância.
Existem dois tipos de energia no Universo: a polarizada, formada por prótons, elétrons e nêutrons, que é a energia natural (positiva-Yang / negativa-Yin) chamada “KI” existente em nosso corpo gerada pelos nossos átomos; e a energia pura chamada “REI”, que é de alta freqüência vibracional, sem polaridade, sendo um tipo de energia primordial. Segundo a física moderna, é de onde os átomos se originam, isto é, ela é anterior à formação da energia polarizada, acima citada. A energia “REI” equilibra a energia “KI”, daí o nome “REIKI”.
Para que possamos ter nosso organismo em bom funcionamento, necessitamos que os átomos do nosso corpo estejam conectados com as ondas de energia, as quais nos deram origem, pois nós somos energia, mas devido a nossa má alimentação, má respiração, pensamentos ruins, problemas emocionais, estresses, etc.,criamos uma espécie de bloqueio, onde colocamos nossos Chakras (centros de energia) desalinhados, debilitando as nossas glândulas endócrinas que por sua vez desequilibram nossas células, nos tornando doentes.
Não é um sistema filosófico ou religioso.
É reconhecido pela Organização Mundial de Saúde.
O Reiki é um sistema que ativa e restaura as energias naturais do ser humano. Promove bem-estar, acalma e alivia rapidamente dores físicas. Ocasiona mudanças na estrutura química do corpo, ajudando a restaurar os músculos, os nervos, o esqueleto e a regenerar órgãos.
Reduz estresse, depressão e insônia, resgatando a saúde.
Uma poderosa técnica contra cigarro, alcoolismo e drogas.
Funciona como instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas.
Atua na origem dos problemas que, em geral, são emocionais e ajuda a liberar emoções bloqueadas eliminando traumas antigos.
O Reiki não pode substituir a medicina convencional, assim como a medicina convencional não substitui o Reiki. Consulte sempre um médico quando o problema requeira a intervenção de um profissional especializado. Não faça do Reiki um instrumento de fanatismo.
Pela sua simplicidade, você, poderá usá-lo no ônibus, no táxi, numa sala de espera, ou seja, é útil em todos os lugares , todos os dias.
Não requer meses de estudo, nem mesmo uma compreensão intelectual. Encontra-se ao alcance de todos, inclusive crianças, anciãos e pessoas doentes, não existe limite de idade.
Pode ser aplicado em plantas e animais.
Trata-se de um método sem conseqüências negativas, jamais causa dor ou danos.
O Reiki é verdadeiramente um presente para você mesmo. Use-o em si, receba-o e transmita-o."
Como reikiano que sou, aprovo e recomendo. Já tenho os níveis 1 e 2, agora no próximo fim de semana farei o nível 3A (e ficará faltando o 3B para finalizar, mas não sei se irei fazê-lo para me tornar um dos mestres em Reiki).
Podem assistir a vídeos no VocêTubo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Au revoir
"Reiki é uma palavra oriental japonesa que significa energia vital universal.
É uma energia, como ondas radiofônicas, e pode ser aplicado, com sucesso no local ou à distância.
Existem dois tipos de energia no Universo: a polarizada, formada por prótons, elétrons e nêutrons, que é a energia natural (positiva-Yang / negativa-Yin) chamada “KI” existente em nosso corpo gerada pelos nossos átomos; e a energia pura chamada “REI”, que é de alta freqüência vibracional, sem polaridade, sendo um tipo de energia primordial. Segundo a física moderna, é de onde os átomos se originam, isto é, ela é anterior à formação da energia polarizada, acima citada. A energia “REI” equilibra a energia “KI”, daí o nome “REIKI”.
Para que possamos ter nosso organismo em bom funcionamento, necessitamos que os átomos do nosso corpo estejam conectados com as ondas de energia, as quais nos deram origem, pois nós somos energia, mas devido a nossa má alimentação, má respiração, pensamentos ruins, problemas emocionais, estresses, etc.,criamos uma espécie de bloqueio, onde colocamos nossos Chakras (centros de energia) desalinhados, debilitando as nossas glândulas endócrinas que por sua vez desequilibram nossas células, nos tornando doentes.
Não é um sistema filosófico ou religioso.
É reconhecido pela Organização Mundial de Saúde.
O Reiki é um sistema que ativa e restaura as energias naturais do ser humano. Promove bem-estar, acalma e alivia rapidamente dores físicas. Ocasiona mudanças na estrutura química do corpo, ajudando a restaurar os músculos, os nervos, o esqueleto e a regenerar órgãos.
Reduz estresse, depressão e insônia, resgatando a saúde.
Uma poderosa técnica contra cigarro, alcoolismo e drogas.
Funciona como instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas.
Atua na origem dos problemas que, em geral, são emocionais e ajuda a liberar emoções bloqueadas eliminando traumas antigos.
O Reiki não pode substituir a medicina convencional, assim como a medicina convencional não substitui o Reiki. Consulte sempre um médico quando o problema requeira a intervenção de um profissional especializado. Não faça do Reiki um instrumento de fanatismo.
Pela sua simplicidade, você, poderá usá-lo no ônibus, no táxi, numa sala de espera, ou seja, é útil em todos os lugares , todos os dias.
Não requer meses de estudo, nem mesmo uma compreensão intelectual. Encontra-se ao alcance de todos, inclusive crianças, anciãos e pessoas doentes, não existe limite de idade.
Pode ser aplicado em plantas e animais.
Trata-se de um método sem conseqüências negativas, jamais causa dor ou danos.
O Reiki é verdadeiramente um presente para você mesmo. Use-o em si, receba-o e transmita-o."
Como reikiano que sou, aprovo e recomendo. Já tenho os níveis 1 e 2, agora no próximo fim de semana farei o nível 3A (e ficará faltando o 3B para finalizar, mas não sei se irei fazê-lo para me tornar um dos mestres em Reiki).
Podem assistir a vídeos no VocêTubo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Au revoir
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sábado, 6 de agosto de 2011
Religião 3
Ainda não é desta vez que deixarei minha visão sobre religião, mas dentro em brevo o farei. Desta vez trago um texto retirado de uma revista espanhola antiga, onde um Bispo Católico fala do Espiritismo. Não quero com isso fazer qualquer menção de que o Espiritismo é melhor, mais correto ou algo do tipo, nem defender ou levantar bandeiras. Acredito, apenas, que podemos ser melhores sem brigar, separar pessoas ou nos colocarmos acima/sentirmos melhores do que qualquer outra pessoa por causa disso ou daquilo. Estamos aqui para unir, somar, multiplicar, por isso trouxe o texto.
(O Espiritismo, segundo um bispo católio, transcrito da revista "Espiritismo - Ciência, Filosofia, Moral", de novembro de 1986 - Barcelona - Espanha).
"O Espiritismo não é uma superstição, nem uma bruxaria, nem muito menos um pacto diabólico, já que o tal diabo não existe como entende a massa católica.
O Espiritismo genuíno é uma ciência, uma doutrina e uma filosofia, que ensina fundamentalmente a existência de um Deus infinitamente bom, a imortalidade da alma ou do espírito, o amor ao próximo como irmão, a necessidade de santidade na vida com ausência absoluta do egoísmo, do ódio, da inveja, da calúnia e maledicência, da desconfiança em Deus, e de toda má vontade contra o próximo.
O Espiritismo não consiste unicamente na comunicação com os mortos de além-túmulo. A comunicação com estes mortos, que estão mais vivos que nós, os terrestres, é a ínfima expressão do verdadeiro Espiritismo.
O erro dos espíritas modernos consiste em reduzir o Espiritismo a estas manifestações além-túmulo e descuidar da doutrina espírita que é essencialmente crstã e filosófica. Daí as superstições e o natural desdém da gente séria.
Mas quando todos hajam denetrado no fundo do Espiritismo, quando se convençam, com o estudo sério e profundo, de que se trata de uma ciência muito espiritual, que não é uma religião, nem uma seita, senão uma doutrina elevadíssima, que roça com todas as disciplinas do espírito; que ensina ao homem a ser autenticamente bom, porque não sabe enganar, nem desejar mal aos demais, nem mentir, nem invejar, nem maldizer, nem ser egoísta ou injusto, avaro e inconformado com sua sorte; senão que ensina a todos a amar sinceramente a Deus e confiar n'Ele, a amar ao próximo como irmão (porque todos somos filhos de um mesmo Pai), a sermos humildes e mansos de coração, como o ensinou Jesus; a aceitar resignadamente a inevitável dor humana e explicá-la de modo racional; a corresponder ao Mal com a abundância do Bem; enfim, a cumprir fielmente o Decálogo e atualizar os sublimes ensinamentos do Grande Mestre Jesus. Quando as pessoas de critério se hajam convencidos destas realidades espirituais, todos então se voltarão para o Espiritismo como uma Doutrina plena de Verdade e Amor, infinitamente consoladora e de grande segurança e esperança para toda a Humanidade."
Au revoir.
(O Espiritismo, segundo um bispo católio, transcrito da revista "Espiritismo - Ciência, Filosofia, Moral", de novembro de 1986 - Barcelona - Espanha).
"O Espiritismo não é uma superstição, nem uma bruxaria, nem muito menos um pacto diabólico, já que o tal diabo não existe como entende a massa católica.
O Espiritismo genuíno é uma ciência, uma doutrina e uma filosofia, que ensina fundamentalmente a existência de um Deus infinitamente bom, a imortalidade da alma ou do espírito, o amor ao próximo como irmão, a necessidade de santidade na vida com ausência absoluta do egoísmo, do ódio, da inveja, da calúnia e maledicência, da desconfiança em Deus, e de toda má vontade contra o próximo.
O Espiritismo não consiste unicamente na comunicação com os mortos de além-túmulo. A comunicação com estes mortos, que estão mais vivos que nós, os terrestres, é a ínfima expressão do verdadeiro Espiritismo.
O erro dos espíritas modernos consiste em reduzir o Espiritismo a estas manifestações além-túmulo e descuidar da doutrina espírita que é essencialmente crstã e filosófica. Daí as superstições e o natural desdém da gente séria.
Mas quando todos hajam denetrado no fundo do Espiritismo, quando se convençam, com o estudo sério e profundo, de que se trata de uma ciência muito espiritual, que não é uma religião, nem uma seita, senão uma doutrina elevadíssima, que roça com todas as disciplinas do espírito; que ensina ao homem a ser autenticamente bom, porque não sabe enganar, nem desejar mal aos demais, nem mentir, nem invejar, nem maldizer, nem ser egoísta ou injusto, avaro e inconformado com sua sorte; senão que ensina a todos a amar sinceramente a Deus e confiar n'Ele, a amar ao próximo como irmão (porque todos somos filhos de um mesmo Pai), a sermos humildes e mansos de coração, como o ensinou Jesus; a aceitar resignadamente a inevitável dor humana e explicá-la de modo racional; a corresponder ao Mal com a abundância do Bem; enfim, a cumprir fielmente o Decálogo e atualizar os sublimes ensinamentos do Grande Mestre Jesus. Quando as pessoas de critério se hajam convencidos destas realidades espirituais, todos então se voltarão para o Espiritismo como uma Doutrina plena de Verdade e Amor, infinitamente consoladora e de grande segurança e esperança para toda a Humanidade."
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sábado, 30 de julho de 2011
Diferenças entre religião e espiritualidade.
Aproveitando a onda de religiosidade que anda tendo por aqui, troxe um texto que recebi por email de minha professora de francês. Achei o texto marilhoso, claro e objetivo, porém não se sabe o nome do autor. Por hora fiquem se deleitando com o texto. Vou deixar para fazer meus comentários quando expor minhas ideias no tema de Religião (mas guardem essa publicação, pois será muito útil, visto que muito do que penso já consta aqui).
"Diferenças entre religião e espiritualidade...
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior..
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: aprende com o erro.
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida."
Au revoir
"Diferenças entre religião e espiritualidade...
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior..
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: aprende com o erro.
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
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domingo, 24 de julho de 2011
Sobre a Morte e o Morrer - 2
Parece ser uma hora oportuna pra escrever sobre o tema. Falemos novamente sobre a morte e o morrer. E a morte da cantora Amy Winehouse serve para ilustrar.
Todos se preocupam a hora da morte, o fato em si, o que ela representa e o que ocorre depois dela.
Vamos partir do princípio religioso, pois é patente que nosso viver e morrer é emoldurado pelo prisma da religião que abraçamos. Para alguns vivemos no sono eterno (seja no céu ou no inferno), para outros se espera estudando até a opotunidade de reencarnar, para outros podemos voltar como animais ou ascender até o nirvana (dependendo da nossa conduta em vida), em outra há 7 virgens nos esperando etecetera e tal. O fato é: moldamos nossa morte de acordo com nossa vida.
Imprimo minha visão, como outros, através dos conceitos em que acredito. Como Espírita, acredito na reencarnação, mas muitos não a entendem. Neste outro blog há muita coisa relacionada ao assunto, principalmente para aqueles que estão abertos e dispostos a adquirirem novos conhecimentos. Não vou fazer promoção de ideais, muito menos utilizar de fundamentalismo religioso para, mesmo que aparentemente, empurrar conceitos goela abaixo. Vale reforçar que utilizo do pequeno conhecimento que possuo para entender a vida e fazer meu trabalho de esclarecimento a quem o quer receber.
Pois bem, a reencarnação é tão-somente uma das formas que Deus utiliza para exercer sua sabedoria suprema, juntamente com seu Amor, para promover a justiça entre todos, fazendo com que aprendamos a amar um pouquinho de cada vez através do esforço próprio caminhando para a evolução espiritual com o auto-conhecimento. Podemos ilustrar como a imagem que coloquei acima ou ainda falar que seria como "trocar de roupa". Ou seja, nossa essência permanece a mesma, com todas as virtudes que conquistamos e todos os vícios que possuimos, apenas nossa aparência e a época que vivemos muda. Isso é o nascer, e a morte não é diferente.
Após a morte permanecemos os mesmos, com todas as aquisições que possuimos. Não é porque morrermos que viramos Santos ou somos condenados ao fogo eterno. Quero dizer, céu e inferno são relativos e apenas ilustrativos. Quando morremos somos "condenados", mas não como pensamos: nós somos responsáveis pela auto-condenação. Quem nos condena é nossa consciência pelo bem que fizemos, pelo bem que deixamos de fazer (pelo mal que não evitamos) ou pelo mal que fizemos (por querer). Em morte, continuamos com nosso desejo por frequentar bares ou igreja, comer demais, a luxúria, álcool ou drogas, ajudar quem amamos ou ficar estagnados. O mesmo acontece durante o sono. Nossa mente entra em sintonia com quem gosta do que gostamos, seja em morte seja em vida. Nossa condição só muda quando quisermos do fundo no nosso ser. Quando pedimos ajuda, sinceramente, somos ajudados.
Madre Teresa, minha "mestra", fala em seu livro A Força Eterna do Amor, que não quer o céu dos ociosos, quer trabalhar. Se for reconhecida como Santa, será a Santa da escuridão (estará sempre ausente do céu para ajudar os que se encontram na escuridão). Ela se refere às trevas da ignorância. E é assim que são as pessoas realmente boas: trabalham incessantemente em prol dos necessitados de amor e conhecimento. Tem gente que fala que "não quer ir pro céu dos Espíritas, pois lá se trabalha demais", preferem viver em "sono eterno" (e assim podem fazer, mas não para sempre, pois descobrem o valor do trabalho, cedo ou tarde). Assim são nossos irmãos Católicos e Protestantes (vulgo Evangélicos ou Crentes): após a morte ou se arde eternamente no inferno ou vive no paraíso ocioso.
As pessoas são livres para acreditarem no que quiserem. Amy Winehouse (cujo sobrenome ironicamente significa - literalmente - casa de vinho) morreu, como costumo dizer, "essa(e) já foi, cumpriu o seu papel". Bem ou mal, cumprimos nosso papel em vida. Agora é esperar nossa próxima oportunidade. Pena que as pessoas focaram tanto em sua morte que praticamente encobriu a tragédia ocorrida na Noruega, onde 76 pessoas foram assassinadas e parte da cidade foi explodida. E pessoas como Amy acabam morrendo como heróis... Só resta saber herói de que ou porque (a não ser que o conceito de herói tenha mudado e eu não estava sabendo). Como digo a quem quer saber, sem jugamento ou preconceito, a forma como ela conduziu sua vida serve (ou deveria servir) para nos perguntarmos: e nós, estamos fazendo o que deveria ser feito? Como estamos levando nossa vida? Não se deve fazer como muitos (infelizmente os famosos sofrem muito com isso após a morte), que se lamentam pela perda ou vibram com a perda, achando que podem julgar e apontar falhas ou formas de conduta com a vida. Ela já foi e nós também vamos, cedo ou tarde. Lembrem-se que enquanto apontamos um dedo para o outro, há 3 apontando para nós mesmos.
O tema é muito extenso e dá pano pra manga. E não quero me alongar demais (como venho fazendo ultimamente nas publicações). Para finalizar, a morte é apenas uma mudança de estado, uma troca de roupa. O corpo morre, mas alma vive (embora essa vivência seja controversa entre uns e outros). Vendo que não explanei o tema como gostaria (por considerar que faltaram coisas), pretendo trazer o tema novamente. De qualquer forma, a morte ainda permanece envolta de mistério e medo, mesmo com o conhecimento que possuímos. Por hora fiquem com um trecho do texto que trouxe sobre o tema anteriormente:
"Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: 'já se foi', no além, outro alguém dirá : 'já está chegando'. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida. Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário."
E como eu gostaria de escrever em minha lápide: E a vida continua...
Au revoir
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Madre Teresa
Já que estamos falando sobre religião...
Uma das emissárias da luz mais recentes que tivemos a oportunidade de conhecer e uma dos mais notáveis avatares que já fomos presenteados. Agnes Gonxha Bojaxhiu, mais conhecida como Madre Teresa de Calcutá, nos trouxe diversos presentes e um dos exemplos mais excepcionais conhecido entre os homens. Acho que é notável minha admiração por esta personalidade e que infelizmente não tive a oportunidade de conhecê-la (em especial pela questão do tempo, já que, quando ela morreu eu tinha 11 anos e sequer imaginava ou era metade do que sou hoje). E esta é apenas a primeira publicação que farei sobre ela. Segue abaixo um belíssimo texto que ela escreveu.
Muitos são os livros sobre ela. Teresa dos pobres e sofridos, a santa da escuridão (como dizia), trouxe a nós, num livro classificado como Espírita (mas que eu, pessoalmente, não reconheço como tal por ser apenas uma Cristã nos dando lições para o bemviver e por não ter conteúdo espírita), este texto como base para reflexões sobre cada uma destas frases. No livro chamado A Força Eterna do Amor (que considero o melhor e mais belo livro que já li na vida), escrito por ela (em espírito) e repassado ao plano material pelas mãos de Robson Pinheiro, Agnes nos deixa desconcertados diante de nossa pequenez e ignorância (ainda mais quando se trata de alma tão bondosa e imensamente humilde como ela). Cada parágrafo do livro é um soco (gentilmente) dado em nossa face e que demora dias para se fazer a digestão (de tamanha beleza e vergonha por não estarmos fazendo nosso trabalho direito na Terra). E por falar em Espiritismo, aos que se interessam (ou acreditam), Teresa de Calcutá foi antes Maria Madalena, discípula amada do Mestre e possuidora de uma história de vida tão maravilhosa e fantástica (mas que poucos conhecem) quanto Saulo (vulgo Paulo de Tarso, o apóstolo).
Qualquer dia conto sua história aqui, bem como escreverei outras passagens de textos dela (que estão contidas neste mesmo livro). Por hora, fiquem com a magnitude voluptuosa do tal texto escrito por ela e utilizado como base para o livro descrito acima.
"O dia mais belo: hoje.
A coisa mais fácil: errar.
O maior obstáculo: o medo.
O maior erro: o abandono.
A raiz de todos os males: o egoísmo.
A distração mais bela: o trabalho.
A pior derrota: o desânimo.
Os melhores professores: as crianças.
A primeira necessidade: comunicar-se.
O que traz felicidade: ser útil aos demais.
O pior defeito: o mau humor.
A pessoa mais perigosa: a mentirosa.
O pior sentimento: o rancor.
O presente mais belo: o perdão.
o mais imprescindível: o lar.
A rota mais rápida: o caminho certo.
A sensação mais agradável: a paz interior.
A maior proteção efetiva: o sorriso.
O maior remédio: o otimismo.
A maior satisfação: o dever cumprido.
A força mais potente do mundo: a fé.
As pessoas mais necessárias: os pais.
A mais bela de todas as coisas: o amor."
Além de livros, também há um filme feito em 2003, se não me engano, sobre a vida e a obra de Agnes. Dentre os muitos legados deixado por ela, o principal é a congregação das Missionárias da Caridade. Eu já vi o filme e achei espetacular! Sempre dá vontade de revê-lo. Não sou a favor de filmes piratas ou baixar filmes, mas como este tipo de material não se encontra por aí eu baixei e assisti. Aos que se interessarem, deem uma olhada nesta página da internet. Se não conseguirem baixar por lá procurem no Google que possivelmente encontrarão.
*Só para constar: estou lendo atualmente outro livro sobre ela, mas desta vez é a biografia.
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