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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Corpo: o vaso e a casa - 2

Escrevendo diretamente de Guaíba (vizinha a Porto Alegre). Darei continuidade ao que estava escrevendo sobre o corpo e nossa relecao com ele. Um fato ocorrido no sabado retrasado foi o mais perto que ocorreucom relacao ao suicidio. Um primo primeiro tomou soda caustica e fiquei 3 dias correndo em hospitais, com remédios e afins. O que quero dizer com isso é que o corpo não nos pertence (portanto não podemos fazer o que quisermos sem nos responsabilizarmos com as consequências). E este não é o tipo de coisa que simplesmente se faz e esquece, passa por cima como se nada tivesse acontecido. Que tipo de relação é esta que temos conosco? Não estar de acordo com algo é normal, mas , pelo menos para mim, não há nada tão ruim que possa fazer com que eu tire minha própria vida (ou mutile um corpo que me está emprestado). E não podemos julgar ninguém que o faz, sabem porque? Pelo mesmo fato de que fazemos o mesmo em graus variados e de formas diferentes. Como assim? Pessoas se matam todos os dias excedendo a quantidade de comida, transando demais, bebendo demais, fumando ou usando outros entorpecentes e assim por diante. E isso não nos parece assustador, a menos que pensemos desta maneira, pois tudo o que nos parece bom queremos aproveitar ao máximo. Aliás, são exatamente os extremos que são prejudiciais. Uns comem demais enquanto outros passam fome para manter a forma (por um distúrbio psiquiátrico ou qualquer outro motivo). A riqueza ou a pobreza também interferem de uma forma ou de outra. Exageros com adereços e roupas, o que inclui por exemplo piercings e tatuagens. A pergunta é: o que nos faz pensar que podemos fazer qualquer coisa com nosso corpo? Nisto se incluem os profissionais do sexo, pessoas que fazem mudanças no corpo (incluindo plásticas, modificações corporais, lipoaspirações, implantes etc), fisiculturistas e halterofilistas, auto-agressões... Acho que tinha mais, mas vai ficar sendo isso. Namastê. Au revoir.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Corpo: o vaso e a casa - 1


          Há pouco tempo falei aqui sobre a linguagem corporal e, há um pouco mais de tempo, falei sobre o toque. Agora venho falar sobre o veículo responsável por tudo isso: o corpo. Venho falar do que ele representa para nós e o que nós fazemos com ele. Para muitos o corpo é apenas um veículo de prazer e que é utilizado para vivermos, sendo confundido com a própria pessoa. Para outros muitos, incluindo eu, somos espíritos (ou almas) e temos um corpo, do qual fazemos uso para vivermos, sendo duas coisas separadas. Acredito que esses primeiros vivem meio perdidos, confundidos pelo torpor dos sentidos, esquecendo-se do que realmente são, vivendo devotamente a "si" e a Mamon. De uma forma ou de outra, o corpo é de suma importância.

          Vou começar falando sobre o que me chamou a atenção para escrever sobre este tema. Tenho observado durante a minha vida (que não é lá muito longa) os acontecimentos mundiais e como ele se reflete em nossa sociedade, mais precisamente na atualidade. Sempre existiu diversas formas de nos expressarmos através do nosso corpo, durante toda a existência do nosso planeta, mas algumas chamam mais nossa atenção do que outras (me refiro aqui ao tratamento que damos ao nosso corpo). Podemos citar como exemplo o celibato e a auto-flagelação (ou auto-mutilação, podendo levar à morte, como no caso dos homens-bomba) no caso dos religiosos, os vegetarianos e praticantes de atividade física no que se refere a o que ingerem, como e com o que nutrem seus organismos e como mantêm a saúde física (e porque não da mente?), aos praticantes de sexo (independente de ser casual, da orientação sexual, se são afeitos por fetiches dos mais diversos, se é somente com o parceiro que está casado, se é por profissão etc), aos diversos estilos e manifestações da vida (se é adepto a piercings, tatuagens, escarificações, implantes cutâneos, lacerações, tinturas de cabelo, suspensão corporal, cortes de cabelo/barba diferenciados e estilos de roupa). Esses são apenas alguns exemplos que podemos citar dentre tantos outros. Cada um tem seu livre-arbítrio, mas fico me perguntando: para quê ou se isso é realmente  necessário? Darei sequência a este parágrafo após a "definição" de corpo como um vaso, como coloco abaixo.

          Para finalizar, o que significa isso de vaso e casa que coloquei no título? São apenas 2 comparações simples que utilizo, como explico a seguir.

           Comparo o corpo a um vaso no caso de qualquer dos animais que habite a Terra (mas falarei detidamente sobre o animal racional, também conhecido como ser humano). Corpo, o mais sublime dos santuários no qual se manifesta a obra divina do Supremo Idealizador. Domicílio de carne, no qual a alma se manifesta, o corpo é perfeito em toda a sua extensão, em seus detalhes mais ocultos e em seus fantásticos mistérios, indecifráveis pela própria criatura. Através dela, a mente hominal se desenvolve e se purifica, ensaiando-se nas lutas da transformação interna, lapidando-se como diamante coberto de lama. Vaso depositário de bênçãos, como disse Emmanuel em psicografia de Chico Xavier, o corpo "lembra uma oficina complexa, formada de bilhões de motores infinitesimais, movidos por oscilações eletromagnéticas, em comprimento de onda específica, emitindo radiações próprias e assimilando as irradiações do plano em que se encontram, tudo sob o comando de um único diretor: a mente." O corpo é templo sagrado para o desenvolvimento das potencialidades das criaturas sobre a Terra e nos demais planetas que orbitam o Universo, que nos é oferecido gentilmente pelo Patrono Celeste.

          Ainda quando estava na universidade e atuava na área de psiquiatria, tive a oportunidade de conduzir grupos em atendimento na UDQ (Unidade de Dependência Química). Dentre as atividades que propús, trabalhei a questão da máscara (que falarei aqui em outra oporutnidade) e a questão da casa como simbologia do nosso corpo e do que fazemos com ele. E é este sentido que quis representar aqui. Imaginem nosso corpo como a nossa casa. Como é que é esta casa? É bagunçada, harmoniosa, bonita, simpática, mal-cuidada, suja, cheirosa, vazia, cheia, nova ou está com a construção em ruínas e caindo aos pedaços? E quem é que frequenta essa casa? Selecionamos quem entra ou qualquer pessoa pode entrar e fazer o que quiser? Nós estamos nela, participando e decidindo o que acontece e que rumos se toma ou somos apenas espectadores, deixando ao abandono? O que nós trazemos para dentro dela? Como disse aos meninos e meninas que atendi naquela época: nós tomamos a rédea da nossa vida; quem manda na nossa casa somos nós! Portanto, só acontecerá o que nós quisermos ou que nós permitamos que aconteça.

Resumindo: o corpo é uma das coisas que temos de mais sagrado e que devemos zelar o máximo possível, pois ele nos é emprestado por Deus. Sendo assim, devemos cuidá-lo para que se possamos merecer o título de filhos do Criador, instrumentos de manifestação divina para desenvolvimento de nossas capacidades para melhor servi-Lo. Lembrem se disso para facilitar a leitura de outros textos que exporei aqui sobre sexo, a mente, dor, doenças, a razão da nossa vida e para o qual fomos criados, entre outros. E lembrem-se deste texto também se forem reler o que escrevi sobre carnaval, vegetarianismo, doação, influência e exemplo, religião, desapego, morte, trabalho, liberdade e libertinagem. Por isso me questiono sobre a prática indevida do sexo (como o casual, grupal, profissionais do sexo e da indústria de filmes adultos etc), ingestão de entorpecentes, drogas ou qualquer outro tipo de agressão (como um aborto, por exemplo), exageros com dietas e na prática esportiva (como fisiculturismo e alterofilismo, que podem desenvolver distúrbios psiquiátricos e lesões físicas), o estilo de vida punk, roqueiro ou com modificações corporais, até mesmo nos casos estéticos (ditadura da beleza da magreza por aqui e em países norte-americanos e europeus e ditadura da engorda na Mauritânia, África, para conseguirem casar, ou das "mulheres-girafas" que utilizam aquelas argolas no pescoço e vão esticando-o) e assim por diante. Obviamente, como menciono acima, cada um sabe o que faz, mas é inevitável que se pense nas consequências de tamanho vandalismo, crueldade, agressão e mutilação (ou seja, atitudes pouco recomendáveis) contra nós mesmos. Lembrem-se: o corpo nos é somente emprestado, portanto façamos bom uso e cuidemos bem dele.

Namastê. Au revoir.

sábado, 12 de maio de 2012

Doação

"Deixo minha visão ao homem que jamais viu o amanhecer nos braços da mulher amada.
Deixo meu coração à mulher que vive exclusivamente para fazer o coração de seu filho feliz.
Deixo meus rins às pessoas que tiveram seus sonhos interrompidos, mas que ainda os cultivam.
Deixo meu pulmão ao adolescente que quer gritar ao mundo mais uma vez ‘eu te amo'.
Deixo meu fígado para aqueles que não tinham esperança na recuperação.
Deixo ossos, pele, cada tecido meu, à criança que ainda não descobriu o que é viver por inteiro.
Deixo a você o meu exemplo.
Deixo à minha família o desejo de ser um doador.
Deixo para a vida, enfim, um recado: nós vencemos!
Seja um doador de orgãos. Seja um doador de vidas."

 Mensagem de um doador anônimo.
Segue o vídeo para quem quiser acompanhar:







Doe-se!
Namastê. Au revoir.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Natal

Era pra eu ter feito esta publicação no fim de semana que ocorreu o natal, porém a correria foi grande, festas, parentes chegando e preparação para viagem. Acabei esquecendo e transferindo para hoje, já que cheguei de viagem na metade desta semana e onde eu estava não funcionava celular, não tinha internet nem computador e a televisão foi esquecida.

Esta será uma publicação curta e rápida, onde falarei sobre o natal. Data muito importante mundialmente e mais importante ainda para os católicos (devido à influência do Catolicismo no quadro mundial, mas na verdade, para os cristãos como um todo). Esta seria a data que comemoraríamos o nascimento de Jesus, o maior dos avatares que recebemos, porém o que se vê por aí não é bem isso... A começar pelo motiva da comemoração que, segundo a revista Super Interessante, não seria a data correta do nascimento do Cristo (mas isso não vem ao caso). Poucos se lembram que o real motivo do natal é este grande nascimento, que deu início a uma nova era de maior paz e crescimento à humanidade, cujo ponto mais importante é, também, a valorização da família. Jesus foi substituído por um Bom Velhinho, com barba grade e farta, que se veste de vermelho e só aparece neste dia específico do ano. Porém isso não muda muita coisa, já que a intenção do Papai Noel é disceminar na caridade, generosidade, valorização do bom comportamento social (na escola, com os pais etc) e a gratificação pelo ano que passou.

Papai Noel é, na verdade, o senhor Nicolau de Mira, São Nicolau ou Santa Claus do século III, do qual poucos já ouviram falar e que deu origem ao mito que celebramos nos dias atuais. Daí a parte ruim do natal. Não pelo Santo ou o que ele representa, ao contrário: a troca de presentes. É, presente não é algo tão ruim, mas no que isso se transformou ao longo do tempo se tornou um "problema". Segundo a tradição, deve haver troca de presentes no dia de natal (o próprio Papai Noel traz presentes num saco bem grande para dar para as crianças), contudo isso fez com o que esta data festiva se transformasse em mais uma data comercial. Ainda mais se associarmos o 13° salário a isto. Portanto, o natal se transformou em mais um modo de ganhar dinheiro e explorar a população mundial, utiliando a imagem de um "Bom Velhinho" e fazendo-se esquecer do nascimento do Cristo. É compreensível que queiramos presentear quem nos é caro e faz parte da condição evolutiva atual da humanidade, visto que necessitamos de algo material para expressarmos agradecimento, apreço ou afeto (o que não será mais daqui há muitas décadas ou alguns séculos).

Ficam de lado os valores morais e abraços sinceros para se dar lugar a presentes comprados no frenesi do comércio. E não é só isso: a época se transformou num símbolo de caridade e solidariedade, mas que eu vejo frequentemente como oportunidade de se dar esmolas em troca de remissão de falta, de pecado, de tempo, entre outros. Isto é, natal é data marcada para se fazer "caridade", como se no resto do ano não fosse possível fazê-la ou não tivesse importância. Nesta época do ano se proliferam campanhas em favor dos pobres ou pessoas que passam por dificuldades (como moradores de ruas e usuários de drogas), fazendo parecer que no resto do ano não se dá importância a esse tipo de coisa. Porque a ajuda e se importar com o próximo tem que vir só nesta época do ano? Neste sentido não falo somente da caridade social, mas também de reconciliações de brigas que acontecem na vida (entre familiares próximos ou distantes, colegas de trabalho etc). Engraçado, deve ser o famoso "espírito natalino" (que gostaria que acontecesse o ano todo), mas pode ser a falta de tempo da modernidade... Obviamente estou sendo generalista, mas gostaria que este texto trouxesse reflexão sobre qual o real sentido do natal.

Atrasado, mas ainda em tempo: Feliz Natal e Feliz Ano Novo, com um 2012 repleto de saúde, amor, sabedoria, prosperidade, realizações e alegria!

Namastê. Au revoir.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que é Terapia Ocupacional - 2

Dando continuidade à explicação iniciada na publicação passada sobre o que é minha profissão: Terapia Ocupacional. Para finalizar nesta última parte, transcrevo abaixo o que um Terapeuta Ocupacional faz em algumas das áreas de atuação de forma mais específica. Seguido novamente pelos mesmos vídeos que coloquei na publicação anterior.


TO em Ortopedia
A intervenção nesta área de atuação da Terapia Ocupacional varia de acordo com a patologia e a sequela deixada por esta, no que tange à prevenção, tratamento e recuperação de sequelas, podendo ser elas fraturas, luxações, tendinites, queimaduras, amputações ou pós-operatórios diversos em músculos, ossos, nervos, tendões, articulações, cicatrizes etc. Sempre utilizando a atividade como recurso terapêutico, visa tratar e capacitar o indivíduo com treinamento e/ou simulação em terapia por meio da própria atividade diária, podendo ser esta desde abotoar camisas/calças, estender roupa no varal, pentear cabelos até dirigir, preparar uma refeição e assim por diante. Além da preparação para realização das atividades diárias e de trabalho, pode ser feito, em conjunto com as atividades, o fortalecimento muscular, controle da dor, estimulação sensorial e ganho de amplitude de movimento articular.

TO em Amputados
O TO avalia o membro amputado nos quesitos: amputação funcional (é a amputação necessária em locais ou pontos específicos do membro, visando proporcionar o melhor potencial para a reabilitação, protetização e funcionalidade do membro na reintegração do “novo corpo”), condição da cicatriz, amplitude passiva e ativa de movimento, força muscular, presença de espícula óssea e neuromas dolorosos. O tratamento inicia-se com fortalecimento de ambos os membros (mesmo que a amputação seja unilateral) e troca de dominância (quando necessário), confecção de adaptações (para viabilizarem maior independência do paciente nas suas atividades diárias). Além disso, há o tratamento da cicatriz (modelação, dessensibilização e preparação do coto), tratamento da consciência e imagem corporal que foi modificada, reintegração social, tratamento do corpo/sensação do membro fantasma. O principal objetivo da Terapia Ocupacional no treino da prótese é a independência nas atividades da vida diária (higiene, alimentação e vestuário, por exemplo). O retorno à atividade laborativa deve estar de acordo com sua limitação e aprendizagem de novas habilidades para trabalho.

TO em Doenças Neuromusculares (DNM) e Neurodegenerativas Progressivas
Favorece o papel ocupacional do indivíduo, prevenindo a inatividade funcional com tendência de um agravamento de caráter progressivo, gerando complicações emocionais, isolamento social, déficit cognitivo, desajuste familiar e outras. Preservar a função motora, a capacidade respiratória, facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas e laborais, manter a amplitude articular, prevenindo assim contraturas e deformidades, melhorar a mobilidade e função dos membros, proporcionando ao paciente uma vida menos dependente e favorecendo o treino de AVD.

TO na Prescrição de Cadeira de Rodas e Adequação Postural
Esta área de atuação da TO visa aumentar mobilidade, autonomia, conforto e segurança dos usuários de cadeira de rodas (CR), para que possam se locomover. Para tal, o TO é o profissional responsável por tirar as medidas do usuário, podendo ser este adulto, criança ou idoso. Porém uma CR mal prescrita e/ou sem adaptações acarreta em danos ao paciente, podendo levar a uma postura inadequada com possíveis contraturas e deformidades, prejudicar funções básicas como respiração, nutrição (pela dificuldade de deglutição), alteração no sistema circulatório, surgimento de dores e refletir diretamente nos aspectos psicossociais e emocionais, alterando a qualidade de vida do paciente. Caso seja necessário, o TO poderá fazer a adequação postural do usuário à CR, que consiste em melhorar a independência e participação social do usuário, sendo eles: conforto, alívio de pressão, aumento da função básica humana, suporte corporal, alterações e reajustes biomecânicos para correção da postural.

TO em Neurologia Infantil
Visa o atendimento de bebês de risco, crianças e adolescentes portadoras de distúrbios genéticos ou adquiridos, transtorno da coordenação motora e da aprendizagem, disfunção visual, a fim de prevenir, minimizar e tratar déficits neuropsicomotores e cognitivos, visando sempre a funcionalidade ocupacional nas diversas fases da infância e adolescência. O terapeuta se ocupa da realização de atividades, como escovar os dentes ou levar alimentos à boca, favorecer o desenvolvimento global da criança aproximando-o ao máximo do normal, com a manutenção e aprimoramento das funções existentes, prevenindo vícios posturais patológicos e primando pela independência, recuperação ou adaptação em diferentes níveis. Dentre os objetivos, destaca-se o brincar terapêutico, que pode ser entendido como a intervenção com atividades lúdicas, onde a criança expressa sua linguagem com gestos e atitudes, sendo também a forma como esta interage com o ambiente em que se encontra e as pessoas, ocorrendo o processo de aprendizagem e a formação de vínculos afetivos, educativos e sociais.

TO em Neurologia Adulto
Promover reabilitação física, cognitiva, laboral e social dos indivíduos, minimizando complicações decorrentes do adoecimento e contribuindo para a manutenção da qualidade de vida, além de promover (através de métodos, recursos e abordagens específicas) o treinamento/capacitação do aprendizado ou reaprendizado com ou sem adaptações para independência e autonomia do indivíduo na realização das atividades cotidianas (como fazer compras, locomover-se em cadeira de rodas em meio urbano – como subir/descer rampa, meio-fio e escadas -, utilizar computador, realizar atividades domésticas, utilização de transporte público, dentre outras). A clientela nesta área varia entre AVE (derrame), traumatismo cranio-encefálico, lesão medular (paraplegia e tetraplegia) etc.

TO em Saúde Mental (Psiquiatria)
Nesta área o profissional intervem no contexto e no desempenho ocupacional dos pacientes, promovendo a retomada na execussão das atividades de comunicação, higiene, alimentação e auto-cuidado, manutensão da saúde física, psicoafetiva e social. Além das atividades funcionais, o profissional agirá na reinserção social e no contexto familiar do indivíduo, em atividades expressivas, motivadoras, artísticas e profissionalizantes.

TO na área Social
O profissional atuará no campo empresarial, escolar, casas de detenção e casas de recuperação de menores infratores ou em risco social. Em todos estes campos, o TO trabalhará no desempenho ocupacional com as AVDs e atuará de forma mais específica em cada uma delas: no campo empresarial pode promover atividades laborais e de manutensão da saúde (como alongamento, relaxamento e orientação postural, adequação do mobiliário e ambiente de trabalho), no escolar pode prestar auxílio às crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizado, organização de rotinas, inclusão escolar de pessoas com necessidades especiais e na adequação do ambiente escolar. Em presídios, casas de detenção e de recuperação de menores infratores ou em risco social auxiliará nas atividades de auto-cuidado, manutensão da saúde, atividades expressivas, reinserção social e no contexto familiar do indivíduo, atividades artísticas, oficinas profissionalizantes (no caso dos presidiários) e oficinas lúdicas (proporcionando, no caso de crianças/adolescentes em risco social, o brincar terapêutico, atividades socio-educativas, trabalhar psicomotricidade e vínculos afetivo-emocionais).

TO em Equoterapia e Pet-terapia
Este é um método que utiliza o cavalo ou outros animais (tais como cachorro, tartaruga, pintinhos, coelho, pássaros, entre outros) como instrumento ou recurso terapêutico. O animal é considerado como um objeto intermediário entre o terapeuta e o praticante, que intermedia a relação homem-homem e homem-mundo. Desta forma, podem ser trabalhados o contexto ocupacional e a performance no desempenho ocupacional nas AVDs e AVPs, trabalhar a estimulação tátil, vestibular, proprioceptiva, visual, auditiva, equilíbrio, coordenação e organização das informações com respostas adaptativas consistentes com as demandas do ambiente. Outro objetivo é trabalhar o vínculo afetivo, a motivação e a autonomia na relação interpessoal do indivídulo.

Abaixo seguem alguns vídeos da profissão:
http://www.youtube.com/watch?v=m6IXhMLgErA
http://www.youtube.com/watch?v=1gfuFnBowRs
http://www.youtube.com/watch?v=5dfELYAjSng
http://www.youtube.com/watch?v=32X8eC4pKpg


Era isto. Sem mais por hora.
Namastê. Au revoir.

domingo, 6 de novembro de 2011

O que é Terapia Ocupacional - 1

O assunto de hoje é simles. E mais simples ainda é o motivo pelo qual quis trazer isso para vocês: o desconhecimento sobre a profissão que abraço. Na verdade ocorre tanto o desconhecimento quanto a confusão que gira em torno desta profissão da saúde. Esta publicação será em 2 partes: a primeira é esta sobre a descrição geral da profissão e os tipos de atividades em que estamos inseridos e a segunda será um pouco maior sobre a atuação do profissional em áreas específicas. Este trabalha ainda não está concluído, mas é assim que ficará, em linhas gerais.

Na verdade esta descrição da profissão surgiu de uma ideia minha para o trabalho, se tornando posteriormente a cartilha que entregamos no hospital onde trabalho (um centro de reabilitação chamado CRER - Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo). Fiz este "trabalho" e levei para o chefe que gostou, aprovou e está de acordo com a ideia de disseminar a propagação sobre a profissão (pelos motivos que já falei: confusão de entendimento com relação a outras profissões e/ou desconhecimento geral sobre a mesma - povo, políticos e outros profissionais, inclusive da própria Saúde). Portanto, chega de conversa e começemos.


O que é Terapia Ocupacional (TO)

Profissão de nível superior da saúde, que trata da reabilitação e/ou readaptação funcional dos indivíduos nas áreas física, mental e social (com atuação em neurologia adulto e infantil, traumato-ortopedia, saúde mental/psiquiatria, escolar, hospitalar, geriatria, saúde do trabalhador, deficiência mental, visual e auditiva, oncologia, cárdio-pulmonar, ginecologia, dentre outras); no âmbito pessoal, familiar, coletivo e social. Utiliza a atividade como recurso terapêutico para tornar o indivíduo o mais independente possível, podendo utilizar-se de órteses, próteses e/ou adaptações para tal, caso necessário.
O COFITO reconhece como espacialidades da Terapia Ocupacional: Acupuntura (prática milenar da medicina chinesa que consiste em realizar estimulações nervosas através de agulhas inseridas na pele e pressão com os dedos), Contextos Hospitalares (promover a qualidade de vida durante e após a internação, a re-humanização das relações interpessoais e do ambiente hospitalar), Contextos Sociais (visa favorecer o desempenho ocupacional no contexto asilar e prisional, na geração de renda, justiça e cidadania, na seguridade social, inclusão laboral, liberdade condicional e assistida), Saúde Coletiva (proporciona a intervenção nos problemas e situações relacionados à saúde da população em geral ou de determinado grupo, dirigindo, planejando, administrando e supervisionando as políticas sociais de saúde de órgãos públicos ou privados, atuando na saúde do idoso, da mulher, escolar, do trabalhador e indígena), Saúde da Família (tem objetivo de realizar ações e estratégias de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos na manutenção da saúde na comunidade em seu contexto familiar), Saúde Funcional (trata do estado de bem-estar do sujeito, nas coletividades ou enquanto pessoa, no desempenho das atividades e na participação social) e Saúde Mental (visa promover estratégias e ações para melhorar a qualidade de vida, suporte familiar, integridade psicoafetiva, percepto-cognitiva, psicomotor, pessoal e social do indivíduo portador de doenças mentais).
Com a visão do homem como ser holístico ou integral, (isto é, o homem íntegro como parte de um todo com questões familiares, sociais, religiosas e afetivo-emocionais), e não apenas uma pessoa com um membro lesionado ou uma doença, a TO atua diretamente na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. O termo “ocupacional” no nome da profissão diz respeito à Ocupação ou Atividade Humana, sendo esta o modo como o homem interage com o meio que o cerca e com outros de sua espécie, dando sentido à sua vida. Desta forma, tais atividades possuem características capazes de influenciá-lo, afetá-lo e transformá-lo, sendo utilizadas na reabilitação para trabalhar aspectos físicos, sociais e psico-emocionais. Para tanto, este profissional trata o indivíduo através da própria atividade humana, sendo estas classificadas como atividade de vida diária, atividade de vida prática, atividade de trabalho e atividade de lazer.

Termos e significados:
Atividades da Vida Diária (AVDs): diz respeito aos cuidados de si próprio e da sua comunicação (alimentação, higiene, cuidado pessoal, banho, mobilidade/transferência, vestuário, comunicação escrita, verbal, gestual e locomoção).
Atividades da Vida Prática (AVPs): são atividades domiciliares e outras que fazem parte do cotidiano (como fazer compras no supermercado e tomar remédios).
Atividades de Trabalho (AVTs): dizem respeito às atividades laborativas, das mais simples às mais complexas, em diferentes postos de trabalho, respeitando-se os limites biomecânicos.
Atividades de Lazer (AVLs): atividades que envolvem a satisfação, o descanso, o interesse do indivíduo, tais como: esporte, jogos, jogos de salão, dança, teatro, shopping, leitura, cinema, música, grupos de atividades recreacionais, entre outros.
Órteses: são aparelhos (também conhecidos como “talas”) que promovem o posicionamento adequado de uma ou mais articulações, com o objetivo de prevenir deformidades, preservando, corrigindo e favorecendo a capacidade funcional, cabendo ao TO planejar, prescrever, confeccionar, orientar e treinar.
Próteses: aparelhos que substituem funcional e esteticamente segmentos do corpo (órgãos, membros ou parte deles) por um substituto artificial (exemplo: “braço mecânico”), cabendo ao TO prescrever, orientar e treinar.
Adaptações e dispositivos: são recursos terapêuticos que facilitam a realização das atividades, promovendo a independência pessoal, a melhora da funcionalidade e a qualidade de vida, cabendo ao Terapeuta Ocupacional planejar, prescrever, confeccionar, orientar e treinar. Exemplo: adaptação para comer, vestir, escrever, usar o computador, locomover (como a cadeira de rodas) etc.


Abaixo seguem alguns vídeos da profissão:
http://www.youtube.com/watch?v=m6IXhMLgErA
http://www.youtube.com/watch?v=1gfuFnBowRs
http://www.youtube.com/watch?v=5dfELYAjSng
http://www.youtube.com/watch?v=32X8eC4pKpg

Continua...
Namastê. Au revoir.

domingo, 16 de outubro de 2011

Parábola dos Níveis Evolutivos

Recebi por email este texto, achei espetacular e que tinha que compartilhar! Apesar de grande, vale a pena ser lido (e refletido).


"Certa vez, um discípulo aproximou-se de seu Mestre e disse:

- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

- Mas, Mestre, que níveis são esses?

- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do discípulo e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo. O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

- Dê-lhe um tapa no rosto.

- Mas por quê? Ele não me fez nada…

- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do discípulo. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou. Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o discípulo foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o discípulo já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro quando outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o discípulo pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o discípulo, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.

Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o discípulo e assim falou:

- O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!

- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

- E querem ver como reajo?

- Sim. Exatamente isso…

- Já reparou que não tem sentido?

- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

- Enfim – perguntou o discípulo – como você vai reagir? Vai revidar?

Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros” resolverem. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se gaba por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.

Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o discípulo e perguntou:

- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.

Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra.

Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.

E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo?

Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7.

Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.

E o discípulo pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

- Bata nele! – ordenou o Mestre.

- Não posso, Mestre, não posso…

- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

niveis evolutivos 300x173 Parábola dos Níveis Evolutivos- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra."

Autor desconhecido, essa parábola vem sendo passada de geração em geração a milênios.
Fonte


Respondam para si mesmos: em que nível vcs se encontram? Pense e aja!
Namastê! Au revoir.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Recursos 2 - Meditação

Como falei na publicação anterior, o que eu chamo de recursos são aquelas coisas que nos são dispinibilizadas como um dos caminhos para o auto-conhecimento e para auxiliar (a nós e a outros). Dando continuidade ao tema, vou colocar em pauta a questão da meditação. Antes que comecem a reclamar, eu digo que não é um bicho de sete cabeças, uma coisa difícil ou impossível de ser feita: basta ter disciplina e paciência que as coisas acontecem. Tenho algum conhecimento e alguma experiência com o tema, portanto falo com conhecimento de causa. É realmente uma coisa espetacular, mas que (infelizmente) poucos conhecem e, menos ainda, são os que se interessam pelo tema (por evitarem entrar em contato consigo mesmos, preferindo viver intensamente as experiências sensoriais). Transcrevo abaixo, resumidamente, tudo o que achei meditação e que podem ser facilmente encontradas na internet. Caso conheçam alguma coisa que se enquadre neste tema (como o reiki e a meditação o foram), podem colocar nos comentários que irei analisar, publicando posteriormente em caso positivo.


MEDITAÇÃO
É comumente associada a religiões orientais. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.

ETIMOLOGIA DA PALAVRA
A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração). Concentar intensamente o espirito em algo.

DEFINIÇÃO
Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. "Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."
É a prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: na própria respiração, em um mantra, num som, numa imagem, na realização de alguma tarefa etc);
Pode ser uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto. É exatamente a extensão da concentração; seu alcance é conquistado,à medida que a criatura consiga concentrar-se com maior eficácia. Meditar é colocar-nos em contato com as forças internas, caracteriza-se por uma atitude quieta, atenta expectante; não intensa, mas calma, mas dando atenção às idéias que apresentam. Há um contato sutil e agradável com as correntes superiores dos planos superiores.

COMO PRATICAR
É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Os olhos devem estar semicerrados (ou entre-abertos), em jejum, todos os músculos relaxados e a respiração deve ser profunda e lenta.
- Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável (como sobre uma almofada), roupas que não causem incômodo e com a coluna ereta. Deve-se procurar uma posição confortável em que você não se sinta incomodado com o tempo (no início pode ser incômodo, mas isso deve passar com a prática).
- Colocar uma música suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
- Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária.
- A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, a tarefa que está realizando, a música etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente, retornando novamente ao objeto escolhido.
- Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, assim que perceber, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.

TEMPO DE DURAÇÃO
O ideal é que se pratique a meditação ao nascer e ao pôr do sol, durante aproximadamente 30 min (podendo chegar a 1h), mas pode-se iniciar com 10min a cada meditação. O horário também é flexível, devido à quantidade de afazeres que nós ocidentais temos.

SENSAÇÕES
A contemplação é a mais alta expressão de vida intelectual e espiritual do homem. É a própria vida do intelecto e do espírito, plenamente despertada, plenamente ativa, plenamente consciente de que está viva. É um espanto espiritual, uma admiração. Um temor espontâneo, reverencial, diante do caráter sagrado da vida, do ser. É gratidão pelo Dom da vida, pela consciência despertada, pelo ser. A contemplação, entretanto, não é a visão, pois vê sem ver" e conhece "sem conhecer". Após a meditação, pode ser sentido alívio, relaxamento, tranquilidade, felicidade e gratidão. Também podem ser recebidos respostas pra soluções de alguns problemas por meio de insights e/ou imagens.

ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
São conhecidos quatro estados conscienciais designados por níveis: Beta, Alpha, Teta e Delta.
Ondas Beta: São as ondas cerebrais mais rápidas, podem varias em freqüência de 14 ciclos por segundos (14 Hertz) até pouco mais de 100Hz. Quando estamos acordados, em um estado normal, concentrados em nossas tarefas cotidianas ou problemas concretos e específicos, as ondas Beta (entre 14 e 40Hz) são as mais dominantes e fortes em nosso cérebro. Ondas Beta são associadas com estados de alerta, cognição e em níveis excessivos, são associadas com a ansiedade.
Ondas Alpha: Quando fechamos nossos olhos e ficamos mais relaxados, em paz, desconcentrados, as atividades cerebrais diminuem, então produzimos pulsos de ondas Alpha na faixa de freqüência de 8 a 13Hz. Se ficarmos mais relaxados, e mentalmente desconcentrados, as ondas Alpha serão as dominantes em todo o cérebro, produzindo uma calma e uma sensação prazerosa denominada de estado Alpha. O estado Alpha é um estado neutro do cérebro. Hipnagogia, sintomas pré-projetivos, viagens astrais.
Ondas Theta: Quando o relaxamento vai aprofundando-se, o cérebro passa para um estágio mais lento, com a presença mais ritmada das ondas Theta, com faixa de freqüência entre 4 e 8 Hz. O estágio Theta, também é conhecido e chamado como Estágio de transe, entre o acordado e o dormindo. Este estágio é normalmente acompanhado de imagens mentais inesperadas, comumente acompanhadas de memórias vivas e claras da infância. O estágio Theta oferece acesso a materiais do inconsciente, a associações de idéias e idéias criativas. É um estágio misterioso e elucidativo. Muitas pessoas tendem a dormir logo após gerarem grande quantidade de atividade Theta. Viagens astrais conscientes.
Ondas Delta: Quando dormimos, as ondas cerebrais dominantes são as Delta, que são mais lentas que as Theta, com faixa de freqüência abaixo dos 4Hz. Quando a maioria de nós entra em um estágio Delta, dormimos e temos perda total da consciência. A pesquisa tornou em evidência quatro padrões bem definidos.


É isso aí. Ficou grande, mas foi necessário. O que posso adiantar da experiência que tenho com a meditação é que os benefícios são fantásticos. Os olhos semi-abertos, como coloquei, é para ajudar a não dormir (principalmente os iniciantes, devido à inexperiência). Há também a questão da alimentação. O jejum é sempre bem-vindo, mas caso não for possível podem ser ingeridos alimentos leves (bem como, obviamente, deve-se evitar comidas pesadas). A respiração é sempre uma ótima pedida em todos os momentos do dia, mas na meditação ela é essencial e deve sim ser feita de maneira profunda e lenta, focando a concentração nela (principalmente para os iniciantes). E, para finalizar, ao contrário do que muitos imaginam, a meditação não é simplesmente "não pensar em nada ou deixar a mente vazia", é apenas concentrar-se no momento que se vive. Portanto, pode ser feita a meditação de forma tradicional (sentado, respirando etc - do modo como foi descrito acima) e pode também ser feito durante a realização de qualquer atividade, por exemplo: tomando chá ou lavando louças (deve-se concentar no gosto, temperatura ou cheiro do chá, as sensações que ele causa ou nos movimentos feitos, sons feitos, peças que são lavadas). Desta forma pode-se meditar fazendo qualquer coisa: escrevendo, ouvindo música, comendo, assistindo TV e assim por diante. E agora é com vcs. Só fazendo, treinando e exercitando para conseguir realmente sentir.

Au revoir.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Recursos 1 - Reiki

Em publicações com este tema, vou falar sobre recursos que nos são oferecidos e que estão disponíveis a todos, servindo de auxílio para se chegar até o nosso Eu interior, uma forma de auto-conhecimento e, claro, caminhos que nos fazem aproximar de Deus. Em breve falarei sobre que tipos de recursos podemos contar e também uma explicação sobre o que são. Pela foto poderia se dizer que estou falando de telepatia, mas não é. Para abrir, vou falar sobre o Reiki. Segue abaixo um resumo sobre o Reiki para aqueles que não conhecem.

"Reiki é uma palavra oriental japonesa que significa energia vital universal.
É uma energia, como ondas radiofônicas, e pode ser aplicado, com sucesso no local ou à distância.
Existem dois tipos de energia no Universo: a polarizada, formada por prótons, elétrons e nêutrons, que é a energia natural (positiva-Yang / negativa-Yin) chamada “KI” existente em nosso corpo gerada pelos nossos átomos; e a energia pura chamada “REI”, que é de alta freqüência vibracional, sem polaridade, sendo um tipo de energia primordial. Segundo a física moderna, é de onde os átomos se originam, isto é, ela é anterior à formação da energia polarizada, acima citada. A energia “REI” equilibra a energia “KI”, daí o nome “REIKI”.

Para que possamos ter nosso organismo em bom funcionamento, necessitamos que os átomos do nosso corpo estejam conectados com as ondas de energia, as quais nos deram origem, pois nós somos energia, mas devido a nossa má alimentação, má respiração, pensamentos ruins, problemas emocionais, estresses, etc.,criamos uma espécie de bloqueio, onde colocamos nossos Chakras (centros de energia) desalinhados, debilitando as nossas glândulas endócrinas que por sua vez desequilibram nossas células, nos tornando doentes.

Não é um sistema filosófico ou religioso.
É reconhecido pela Organização Mundial de Saúde.
O Reiki é um sistema que ativa e restaura as energias naturais do ser humano. Promove bem-estar, acalma e alivia rapidamente dores físicas. Ocasiona mudanças na estrutura química do corpo, ajudando a restaurar os músculos, os nervos, o esqueleto e a regenerar órgãos.

Reduz estresse, depressão e insônia, resgatando a saúde.
Uma poderosa técnica contra cigarro, alcoolismo e drogas.
Funciona como instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas.
Atua na origem dos problemas que, em geral, são emocionais e ajuda a liberar emoções bloqueadas eliminando traumas antigos.

O Reiki não pode substituir a medicina convencional, assim como a medicina convencional não substitui o Reiki. Consulte sempre um médico quando o problema requeira a intervenção de um profissional especializado. Não faça do Reiki um instrumento de fanatismo.

Pela sua simplicidade, você, poderá usá-lo no ônibus, no táxi, numa sala de espera, ou seja, é útil em todos os lugares , todos os dias.
Não requer meses de estudo, nem mesmo uma compreensão intelectual. Encontra-se ao alcance de todos, inclusive crianças, anciãos e pessoas doentes, não existe limite de idade.

Pode ser aplicado em plantas e animais.
Trata-se de um método sem conseqüências negativas, jamais causa dor ou danos.
O Reiki é verdadeiramente um presente para você mesmo. Use-o em si, receba-o e transmita-o."


Como reikiano que sou, aprovo e recomendo. Já tenho os níveis 1 e 2, agora no próximo fim de semana farei o nível 3A (e ficará faltando o 3B para finalizar, mas não sei se irei fazê-lo para me tornar um dos mestres em Reiki).
Podem assistir a vídeos no VocêTubo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Au revoir

terça-feira, 19 de julho de 2011

Madre Teresa


Já que estamos falando sobre religião...
Uma das emissárias da luz mais recentes que tivemos a oportunidade de conhecer e uma dos mais notáveis avatares que já fomos presenteados. Agnes Gonxha Bojaxhiu, mais conhecida como Madre Teresa de Calcutá, nos trouxe diversos presentes e um dos exemplos mais excepcionais conhecido entre os homens. Acho que é notável minha admiração por esta personalidade e que infelizmente não tive a oportunidade de conhecê-la (em especial pela questão do tempo, já que, quando ela morreu eu tinha 11 anos e sequer imaginava ou era metade do que sou hoje). E esta é apenas a primeira publicação que farei sobre ela. Segue abaixo um belíssimo texto que ela escreveu.
Muitos são os livros sobre ela. Teresa dos pobres e sofridos, a santa da escuridão (como dizia), trouxe a nós, num livro classificado como Espírita (mas que eu, pessoalmente, não reconheço como tal por ser apenas uma Cristã nos dando lições para o bemviver e por não ter conteúdo espírita), este texto como base para reflexões sobre cada uma destas frases. No livro chamado A Força Eterna do Amor (que considero o melhor e mais belo livro que já li na vida), escrito por ela (em espírito) e repassado ao plano material pelas mãos de Robson Pinheiro, Agnes nos deixa desconcertados diante de nossa pequenez e ignorância (ainda mais quando se trata de alma tão bondosa e imensamente humilde como ela). Cada parágrafo do livro é um soco (gentilmente) dado em nossa face e que demora dias para se fazer a digestão (de tamanha beleza e vergonha por não estarmos fazendo nosso trabalho direito na Terra). E por falar em Espiritismo, aos que se interessam (ou acreditam), Teresa de Calcutá foi antes Maria Madalena, discípula amada do Mestre e possuidora de uma história de vida tão maravilhosa e fantástica (mas que poucos conhecem) quanto Saulo (vulgo Paulo de Tarso, o apóstolo).
Qualquer dia conto sua história aqui, bem como escreverei outras passagens de textos dela (que estão contidas neste mesmo livro). Por hora, fiquem com a magnitude voluptuosa do tal texto escrito por ela e utilizado como base para o livro descrito acima.


"O dia mais belo: hoje.
A coisa mais fácil: errar.
O maior obstáculo: o medo.
O maior erro: o abandono.
A raiz de todos os males: o egoísmo.
A distração mais bela: o trabalho.
A pior derrota: o desânimo.
Os melhores professores: as crianças.
A primeira necessidade: comunicar-se.
O que traz felicidade: ser útil aos demais.
O pior defeito: o mau humor.
A pessoa mais perigosa: a mentirosa.
O pior sentimento: o rancor.
O presente mais belo: o perdão.
o mais imprescindível: o lar.
A rota mais rápida: o caminho certo.
A sensação mais agradável: a paz interior.
A maior proteção efetiva: o sorriso.
O maior remédio: o otimismo.
A maior satisfação: o dever cumprido.
A força mais potente do mundo: a fé.
As pessoas mais necessárias: os pais.
A mais bela de todas as coisas: o amor."



Além de livros, também há um filme feito em 2003, se não me engano, sobre a vida e a obra de Agnes. Dentre os muitos legados deixado por ela, o principal é a congregação das Missionárias da Caridade. Eu já vi o filme e achei espetacular! Sempre dá vontade de revê-lo. Não sou a favor de filmes piratas ou baixar filmes, mas como este tipo de material não se encontra por aí eu baixei e assisti. Aos que se interessarem, deem uma olhada nesta página da internet. Se não conseguirem baixar por lá procurem no Google que possivelmente encontrarão.

*Só para constar: estou lendo atualmente outro livro sobre ela, mas desta vez é a biografia.

Au revoir

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Toque


Não é T.O.C. (Transtorno Obcessivo Compulsivo) e muito menos toque retal. É toque mesmo, de contato, do verbo tocar. Depois de um acontecimento no trabalho fiquei pensando na importância desta na nossa vida e as dificuldades que podem nos causar.
No Japão ele é restrito, talvez como sinônimo de respeito, mas acaba "afastando" as pessoas de certa forma. Ao contrário do Brasil, que é um povo mais receptivo neste sentido e abraça e beija até mesmo pessoas que não conhecem. O toque é bom, mas pode trazer constrangimento em certas ocasiões, se não tomarmos cuidado.
Por exemplo um homem tocando uma mulher, uma mulher tocando um homem ou um homem tocando outro homem (mulher com mulher é mais comum e "aceito", por isso não citei). Pode-se entender, pra quem está de fora (ou menos pra quem participa disso "inocentemente"), que um está tirando proveito do outro, seja de qual parte for. Pior ainda se for entre 2 homens, porque aí entra em jogo o machismo, conservadorismo e preconceito ("oh, meu Deus, o que os outros vão pensar?"). Mesmo que as partes façam isso inocentemente, sem querer ou perceber (pois pode ser a mania de alguém, que fala tocando ou cutucando outros), sem qualquer intensão por trás do ato, porque daí pode-se sugerir homossexualismo e "denegrir" a imagem dos sujeitos em questão. É complicado. Bem como também é complicado se tiver idade em questão. Poderiam dizer que o (a) senhor (a) é assanhado e está querendo tirar casquinha do (a) outro (a) ou que o (a) mais novo (a) está desrespeitando a pessoa.
Complicado para aqueles que, como citei acima, têm a mania de falar tocando alguém, mesmo que seja no antebraço, ombro etc e sem maior significância. Pode trazer problemas inconscientes relacionados à sexualidade, denegrimento da imagem (como no caso dos homens), constrangimentos outros ou simplesmente não gostar de serem cutucados, tornando, assim, a pessoa chata e inconveniente (como costuma-se pensar), sem que ela o seja. Não posso esquecer de citar também os que têm dificuldades/resistência de algumas pessoas ao toque, seja porque motivo for.

Há ainda os exemplos de personagens fictícios, como no caso de Vampira (Rogue - na imagem ao lado à esquerda) e Decompositor (Wither - na imagem abaixo à direita), ambos de X-Men. Vampira tem a habilidade incontrolável de absorver a energia vital, lembranças e habilidades das pessoas que toca (no caso de outro mutante, pode absorver temporariamente seus poderes) e Decompositor também tem a habilidade incontrolável de decompor qualquer matéria orgânica que toque. Portanto, ambos vivem em regime de exclusão permanente. E quais os danos psicológicos que isso pode causar? Vamos ver a seguir.
"Imagine uma vida sem toque. Uma vida em que você pode ver as pessoas à sua volta, interagir com elas, mas nunca tocá-las. Nós, humanos, somos seres táteis, observando constantemente o modo como os outros mexem o corpo, tocam-se uns aos outros, seja com um aperto de mão, um abraço, um tapa nas costas ou um beijo. Vampira não nasceu incapaz de tocar; o mundo parece ser indiferente às nossas esperanças e sonhos. Ela tem uma das habilidades para as quais nenhum apoio social seria suficiente: não pode tocar ninguém sem ferir a pessoa. Este é um traço que é útil no combate, mas não na interação com as pessoas queridas." (trecho retirado do livro X-Men e a Filosofia, capítulos 7 e 13, por Rebecca Housel e J. Jeremy Wisnewski, Ed. Madras).
Este trecho sobre Vampira também serve para Decompositor, pois as restrições impostas pelas habilidades de um é a mesma para ambos. Agora vamos voltar à realidade. Imagine o quão difícil é, por exemplo, para pessoa que tem essa mania de tocar outras pessoas enquanto conversa, ter que se vigiar constantemente para não fazer algo que não é natural para ela (no caso tocar enquanto conversa). Outro ponto para reflexão é que, com isso, nos tornamos mais carentes, o que reflete na nossa relação com o mundo, em especial na relação amorosa. Abaixo transcrevo parte de um texto que achei na internet e que fala sobre a carência (coisa que cresceu assustadoramente nos últimos tempos, por diversos motivos).
"Não conseguimos findar relacionamentos que não existem mais, ficamos tão desesperados em falar com aquela pessoa que apenas nos deu um sorriso, ou ainda se foi um beijo descompromissado, já o consideramos o amor de nossas vidas.
As pessoas estão muito carentes de afeto. O sexo é mais instigante do que o amor gratuito, seja entre amigos, namorados ou mesmo ficantes. E ao se dar conta de que o contato físico não supre o que buscamos vem a frustração e, então, a busca se inicia novamente, voltando ao mesmo ciclo de antes.
E, quando nos damos conta, ao menor sinal de aproximação nos vemos fantasiando romances, criando expectativas, se iludindo com mentiras e gestos inofensivos. Não que o acaso possa nos reservar algo agradável, mas dar tiro para o alto corre-se o risco de não acertar nenhum alvo ou ainda de que a bala retorne em sua direção."

Era isso o que tinha me proposto a trazer para reflexão. Vamos aguardar sobre o tema para a próxima publicação agora, pois ainda não defini sobre o que será.
Au revoir.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Amor 1

Transcrevo abaixo a Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 13, onde Paulo de Tarso descreve, da maneira mais linda e o que chega mais perto do que conhecemos como o amor verdadeiro. Para acompanhar como trilha sonora a música Amor de Mi Alma cantada em espanhol e em coro.


"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."

Au revoir.

sábado, 16 de outubro de 2010

Trabalho

Hoje irei expor um pouco a respeito de trabalho. Não esse mesmo que estamos acostumados a ver, onde empregamos horas em uma determinada atividade para fins lucrativos, mas uma visão um pouco mais ampla e profunda.
Um dicionário que consultei traz que trabalho é "qualquer ocupação manual ou intelectual; esmero, cuidado que se emprega na feitura de uma obra; obra feita ou que se faz ou está para se fazer." Desta forma, está certo, mas muitos veem o trabalho apenas como uma forma de ganhar dinheiro para gastar com coisas [muitas vezes, des] necessárias. O trabalho está intimamente ligado com à reforma íntima, que venho falando. A reforma íntima tem a mesma dosagem de encantamento e dificuldade, já que, nós ainda em nossa pequenez, não conseguimos enxergar muito além do que nossos olhos nos mostram [e alguns de nós também não querem ver, o que me faz lembrar de um ditado "o pior cego é aquele que não quer ver"].
Como nos mostra o dicionário, o trabalho é o cuidado na realização de uma obra e esta obra é, indubitavelmente [mesmo que muitos ainda não tenham se conscientizado para isso], a divinização do ser humano. Devemos trabalhar nossos conteúdos internos para garimpar as virtudes que temos [e depois exercitá-las para que possam crescer], diminuir/evitar nossos pecados [ou melhor dizendo combater nossas "más" inclinações, já que pecado não existe] e, mesmo que não as tenhamos conquistado ainda, começar a cultivá-las.
Como já disse uma grande alma: Conhece-te a ti mesmo. Somos seres espirituais passando por uma experiência na matéria e não o contrário, como alguns [ou muitos] imaginam. Somos seres de luz criados para alcançar a luz. Um diamante não deixa de ser diamante só por estar coberto de lama. E fazemos isso como? Através do trabalho incessante e edificante. Essa semana mesmo fui ao banco pagar uma conta e, claro, tinha fila. Observei que as pessoas da fila não ficavam no espaço demarcado entre a entrada e a saída. A saída, na boca do caixa, estava na ordem certa, mas era só dobrar para marcação no chão que a fila desandava e praticamente tomou conta de onde ficava a entrada, "bloqueando a entrada". Não sei se deu para me entender, mas a reflexão é: se não conseguimos nem nos posicionarmos corretamente na fila onde há lugares demarcados extrapolando seus limites para ficarmos mais confortaveis, mesmo não podendo ou não sendo correto, como é que queremos melhorar alguma coisa no mundo? Isso é algo tão comum de acontecer que são raros os que percebem isso e param para pensar sobre [ou será que é falta do que fazer ficar pensando em coisas como essas?]. Nós fazemos as coisas sem nos darmos conta, é essa irreflexão que nos deixa estagnados no meio do caminho. Temos que sair da nossa zona de conforto para melhorar alguma coisa, ou seja, temos que trabalhar.
E lembro novamente que não fazemos isso sozinhos, por isso a necessidade do próximo [família, amigos, colegas de trabalho e a sociedade em geral]. Somente nos relacionando com o próximo poderemos burilar nossas dificuldades e lapidarmos o diamente que somos. Outro lembrete: isso não acontece da noite para o dia, portanto nada de afobamento. Quanto antes melhor, mas temos que ter paciência com nossas próprias dificuldades e limitações. Terceiro lembrete: o mundo [ou a vida] só melhora se nos melhorarmos. Mas isso só pode ser feito por cada um de nós, individualmente, e por ninguém mais. Nenhuma outra pessoa, seja  quem for [seja Maria, Jesus, Deus, Jeová, Maomé, Alá, Buda, Zoroastro, Krishna etc], pode fazer nada por nós se não fizermos nossa parte. Somente nos ajudarão se nós nos ajudarmos primeiro.
E essa evolução global só ocorrerá quando este ser bípede e "racional" deixar de ser homem para ser humano.
Façam brilhar sua luz.
Au revoir.

sábado, 9 de outubro de 2010

Diversidade de assuntos

Boa noite.
Na verdade não sei bem o que escrever hoje, talvez apenas reforçar a necessidade dos questonamentos e reflexões sobre tudo o que nos rodeia. São tantos os assuntos que quero escrever que nem sei por onde começar... Falarei um pouco de política, religião, os pecados, as lutas interiores, o trabalho, fórmulas mágicas etc. Situações simples do dia-a-dia me fazem refletir sobre o existir: porque e pra que? Aliás, meus próximos e sua [as vezes estranha] relação com o mundo vêm me chamar a atenção para, dentre outras coisas como a auto-reflexão, a necessidade cada vez maior [e, de certa forma, urgente] da reforma íntima. Não é para menos que o mundo está como está.

Por hora fiquem com uma foto do filme [que existia em livro antes de ir para a grande mídia cinematográfica] Flor do Deserto [Desert Flower, 2009] que conta a história da ex-modelo somali Waris Dirie e sua difícil e redentora trajetória de vida. Um filme relativamente novo e que me marcou profundamente pela mensagem que traz, o que ainda será discutido daqui outra vez com maior profundidade, bem como outras coisas relevantes e similares, posteriormente em momento mais oportuno. Aliás, coisa que posso falar é sobre filmes, já que tenho um pouco de gabarito para isso, o que será outro assunto recorrente e que será muito utilizado para dar exemplos.

Por hora, fiquem na paz do Senhor.