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terça-feira, 14 de junho de 2011
Igualdade de direitos?
É difícil acreditar em coisas como estas veiculando pela internet (e pela mídia). Embora estejam todos em seus direitos de opinião e expressão, mudaria o nome do email (ou do dito protesto) para Ditadura Heterossexual. Me envergonha ler coisa deste tipo, simplesmente por se tratar de violação dos direitos HUMANOS e, ainda pior, por querer passar por cima da maior lei defendida pela dita e tão mencionada maioria professada também por grande parte do mundo: A LEI DE AMOR. Onde está o tão famoso ditado "amai o próximo como a si mesmo" que tanto se professa? Isso é um tanto controverso...
Não há caça aos heterossexuais, violação dos direitos heterossexuais, imposição da minoria sobre a maioria, tolhimento da liberdade ou violação psicológica, ética, social, dentre outros quando se diz respeito às crianças. A heterossexialidade é bemvinda e necessária, principalmente para a perpetuação da espécie (e não que gays não possam ajudar e fazer parte desse processo também). Depois disso o que virá? O retorno da chibata, do tronco, invalidação dos direitos conquistados pelas mulheres, negros, estrangeiros, guerras em nome de Deus etc? Isso é radicalismo, fanatismo, retrocesso. Parecem animais demarcando e defendendo território. Sem contar que são discursos repetitivos e vazios. Até porque, mesmo que todos os direitos fossem legalizados hoje, as coisas ainda não funcionariam bem: temos o exemplo da abolição da escravatura e do direito das mulheres que, até hoje, recebem menores salários, são discriminados etc. Lembrete: toda conquista demanda tempo para se consolidar. O movimento de libertação da mulher (ou a abolição da escravatura) perdura há mais um século e em muitos países praticamente não saiu do lugar.
Desconheço totalmente o tal Kit Gay que inventaram, portanto não posso emitir opinião alguma a respeito. Devo ressaltar que uns poucos não podem atrapalhar o ganho de direitos da maioria. Quero dizer, não é porque existam gays que não se respeitem que a igualdade de direito deva deixar de existir. Assim também poderíamos falar do negros como exemplo: se alguns poucos negros fossem realmente ruins (roubando, vandalizando etc), não seria por causa deles que a escravidão deveria continuar existindo.
O problema está na (falta de) comunicação que houvesse equilíbrio e uma discussão sadia. As pessoas não sabem dialogar: ouvir e falar (preferem impor). Desta forma, quero destacar a importância de 2 frases: o ideal é que todos se respeitassem mutuamente e não somente no uso da liberdade de expressão. O "amai-vos uns aos outros" está longe de ser compreendido, sentido e praticado, mas o respeito já seria um grande avanço.
Não estou aqui para levantar ou defender nenhum tipo de bandeira, apenas acho que fazem tempestade num copo d'água. É passado da época de começarmos a nos tratar como irmãos. A igualdade de direitos faz parte desse processo. Lembre-se: devemos amar-nos uns aos outros, não ao contrário como estamos fazendo.
Segue o texto abaixo. Há (muitas) partes que considerei mais deselegantes (chegando a ser hilárias, tamanha a revolta da pessoa que se sente "atacada") e demoraria muito para destacá-las, de modo que optei por deixar o texto como foi escrito na íntegra. Apenas coloquei entre parêntesis opiniões pessoais no decorrer do texto. O que tiver entre parêntesis em itálico é o que o autor do texto colocou entre parêntesis).
"Ditadura Gay - por Jota Araújo.
Estamos vivendo a transição da democracia para qualquer outro modelo político e cultural que mais parece uma ditadura. Ainda nem bem amadurecemos a democracia e o Brasil já vive uma seqüência de acontecimentos, movimentos, decisões, imposições que a descaracterizam.
Em meio aos conflitos e intranqüilidades relacionados a princípios, valores e liberdade de consciência encontramos algumas posturas do governo ao instituir determinadas leis (ex. Pndh3), a questão do aborto e as diversas exigências dos movimentos homossexuais e simpatizantes (Lgbt).
Contudo, quero colocar em destaque, nestas linhas, as exigências homossexuais e seus absurdos seguidos pelo governo. Podemos constatar que os movimentos pró-homossexualismo e afins (?), se manifestando como verdadeira ideologia, querem implementar uma revolução cultural, moral e política (?) no Brasil. Estamos caminhando para uma ditadura político-cultural gay. Esta é a realidade que estamos vivendo.
De diversas formas, seus movimentos não pretendem apenas a proteção contra a violência e o respeito à sua cidadania, mas também e absurdamente, extirpar, condenar, punir todo sinal de posicionamento divergente, calar as consciências contrárias, disseminar, difundir a prática homossexual junto às crianças e, pasmem, ter o direito exclusivo (?) de ensinar sua opção como boa, saudável, melhor. (Nunca vi ninguém dizendo que essa é a melhor opção, até porque não acredito que as pessoas escolham ser perseguidas e agredidas por vontade própria)
Neste intento, percebemos três linhas de ação:
a. Dissipar com toda opinião contrária à prática homossexual fazendo calar a consciência dos demais através de leis. Usando deste mecanismo, defendem a criação de leis que façam calar opinião divergente como se o direito de praticar, defender e ensinar suas opções pertencesse somente aos homossexuais e simpatizantes. Isto é grave crime contra a democracia e contra a declaração universal dos direitos humanos, em seus Artigos 18 e 19.
b. Querem punição severa (achei que fosse apenas punição, como um crime qualquer... Mas posso estar enganado) para crimes contra homossexuais, mas este deveria ser direito de todo cidadão. Desprezando nordestinos, negros, pobres, etc. que são alvos de piadas ofensivas, tratamento indigno ou mesmo agressão, pretendem ser uma classe privilegiada (???), com direitos especiais (???), acima de qualquer crítica.
c. Querem formar uma nova geração com uma mentalidade forjada a partir de seus valores. Aqui entram diversas exigências de seu movimento e o controverso "kit Gay".
d. Ao convencer órgãos do governo e educadores a introduzirem nas escolas públicas o material denominado "Kit gay" e formas polêmicas de abordar a questão da homossexualidade, o movimento desrespeita a maioria da população e intenta destruir princípios de comportamento e valores caros à família e à história cultural da sociedade brasileira.
Neste propósito, estão usando o artifício de sufocar o direito inafiançável da liberdade e expressão daqueles que optam e defendem a heterossexualidade, bem como o de ensiná-la (não sabia que se ensinava a ser hetero ou homo). Esta é a ideologia das ditaduras: Para eles, todos os direitos, para os contrários, nenhum direito. Mas não termina aí. Sob os olhos e aprovação do Estado, estão roubando da família brasileira seu direito histórico, natural, cultural e democrático de orientar os filhos. Se valendo de leis e tais procedimentos, os construtores da ideologia Gay, com total apoio do Estado, ao mesmo tempo que intentam proibir (?) os heterossexuais de emitirem sua opinião, de defenderem e ensinarem seus filhos sua opção, ainda querem ter acesso a estas crianças, despertar-lhes a sexualidade agressivamente e ensiná-las sobre a opção homossexual, sem a permissão dos pais e de forma não aprovada por estes. Relembro que não se trata mais de uma questão de defesa contra a violência e da liberdade deles exercerem sua opção sexual. Este argumento já se esvaziou. O debate e objetivo de seus movimentos já ultrapassaram estes objetivos. Agora, o propósito é disseminar a prática homossexual e torná-la comum, no sentido de predominante (???), bem como de imprimir a supremacia (?) de seus ideais políticos, éticos, sociais, morais na sociedade.
Ora, deixem-me dizer algumas coisas que já deveriam ter sido ditas, mas não se teve coragem (?):
a. O Brasil vive a política do "leva quem gritar mais alto". Ou seja, quem faz mais barulho, mesmo sendo a minoria, conquista o interesse de nossos políticos e ganha o direito de afrontar a maioria, usurpar seus direitos e conquistar tudo que quer. Afinal, as campanhas eleitorais amam movimentos que fazem barulho.
b. A grande maioria da população brasileira é contra a prática homossexual, apesar de serem, igualmente, contra a violência aos mesmos. Com toda certeza prefere que seus filhos sejam heterossexuais. Entretanto, muitos preferem não se manifestar contrários para evitar a discriminação (olha o absurdo!) e porque temem retaliações ou constrangimentos. Deste modo prefere dar uma resposta mais aceita. Parece piada! Onde está a liberdade? (eu que pergunto)
c. Embora sendo maioria, são os defensores do heterossexualismo que estão se sentindo discriminados (?). Agora, são os heterossexuais que estão se sentindo constrangidos de falarem de sua preferência sexual (??? Oi? Acho que não entendi).
d. É fato no comportamento humano que uma pessoa, ao ser exposta, prefere professar adesão àquilo que é modismo ainda que tal postura contrarie valores internalizados.
e. A grande maioria das famílias brasileiras entende que é muito cedo para que estas crianças sejam expostas a este assunto.
f. A grande maioria da população não deseja que seu filho seja exposto a desenhos, filmes, imagens e discursos que defendam a prática homossexual (embora seja favorável à promoção da não violência e do respeito à escolha do próximo) (nossa, nem parece com todo esse discurso...), e prefere que este assunto seja amadurecido no ambiente familiar, no processo de educação que ocorre na relação entre filhos e pais.
g. A escola e o Estado violam o direito e o dever da família ser a responsável pela educação de seus filhos (?), inclusive em aspectos morais, éticos e na sexualidade, segundo preceitos que julgar melhor aos seus filhos.
h. A escola e o Estado violam o direito da criança e da família à livre consciência. Muitas crianças sofrerão conflitos internos com as divergências de valores entre a família e a escola, já que a grande maioria das famílias, não deixará de orientar seus filhos na heterossexualidade. De forma nenhuma isto é saudável.
i. À escola cabe o dever prioritário de educar nas ciências e à família pertence o direito prioritário de passar valores.
j. Em nome da coerência devemos lembrar que ao julgar entre os pais, a escola, o estado e os movimentos homossexuais, certamente que o direito de optar pela educação sexual da criança é dos pais. Qualquer posição contrária caracteriza uma violação de conceitos e valores muito bem alicerçados em nossa história, solidificados em nossa mentalidade e do quais as famílias em geral não abrem mão.
Portanto, se a escola e o Estado, sob a influência dos movimentos gays, implantarem tal ensino e tal cartilha estarão violando a democracia, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (?) em seus Artigos 18 e 19, a liberdade de consciência e de expressão de opinião, bem como os direitos naturais e históricos da família. Além disso, tal ato caracterizará o uso do serviço público e de todos - parece redundante dizer tal coisa! - para servir a uma minoria e a um propósito não comungado pela maioria. O estado democrático não pode impor tais agressões às consciências (???) do modo como tem intentado. A liberdade pretendida pelos homossexuais de optar e praticar suas preferências sexuais não lhes dá o direito de caçar a liberdade (?) daqueles que preferem outra prática e de ensiná-la aos seus filhos. Sendo assim, cansado de ficar calado e ver o povo brasileiro silenciar diante destes e outros abusos, manifesto minha concordância com o Deputado Jair Bolsonaro, declarando entender como absurdas as exigências (?) dos movimentos gays, a conduta do ministério da educação, do Congresso Nacional e do Governo.
O ministério da educação e o governo deveriam aplicar mais tempo e recursos na busca de melhoria do salário de professores, estrutura das escolas, saúde e segurança e temas de maior relevância para a população. (concordo plenamente, mas os direitos dos cidadãos também fazem-se necessários!)
Registro meu PROTESTO contra as exigências dos movimentos gays e o apoio que encontram junto ao governo, que concede todo tipo (?) de facilidades e investe altos recursos em materiais desta natureza, sem analisar com seriedade suas implicações. PROTESTO, igualmente, contra esta gana em mudar os valores da sociedade e da família brasileira (?), impondo (?) sua ideologia sobre a maioria, a revelia desta, sufocando seus valores, direitos e liberdades. Também PROTESTO contra as facilidades com que recebem recursos públicos (Tem quantos anos mesmo que lutam por direitos iguais? Parece que na bíblia fala de homossexualidade...) e usam da máquina pública em detrimento de outros seguimentos da sociedade. E, finalmente, PROTESTO contra as violações que intentam praticar às nossas crianças impondo-lhes a exposição de temas constrangedores, desrespeitando a individualidade de cada uma, inclusive com imagens.
Finalizo dizendo que apesar de discordar, reconheço a liberdade que cada um tem de fazer suas escolhas e mesmo de divulgá-las. Entretanto, requeiro igualmente, e não admito que seja violado (E quem é que está fazendo isso?), o reconhecimento do direito que os heterossexuais têm de acreditarem em sua opção como melhor, bem como de a exercerem, divulgarem e defenderem sem entraves,censura ou discriminação.
Sendo assim, neste caso, é melhor que o Estado não se meta. Neste assunto e outros mais quem ensina meus filhos sou eu cidadão brasileiro. Aliás, os cidadãos, que pagam impostos, não são separados por preferência sexual. Que o uso deste imposto respeite a todos. (Também concordo)
O que passar disto é ditadura gay.
Jota Araújo."
Como o tema é a diversidade, liberdade e igualdade de direitos, tivemos o texto acima contra os homossexuais, e agora seguimos com o vídeo de Fábio Miranda a favor dos direitos gays (cuja foto está representada ao lado deste parágrafo).
Para finalizar essa (enorme) matéria, quero parafrasear um trecho do texto do pastor Ricardo Gondim em entrevista à revista Carta Capital (que foi postada anteriormente a este texto):
"O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. (...) deve entender que nem todas as relações homossensuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade."
Au revoir
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Carnaval
Bem, infelizmente não pude escrever antes como planejado. Tinha pensado em escrever justamente no "feriado" de carnaval que era mais propício, mas não podendo, eis-me aqui agora.
Vamos falar de uma das maiores propagandas do Brasil e que o torna tão famoso: o carnaval. Para começo de conversa, gostaria de esclarecer a "origem" do carnaval e que vao embasar um pouco desta exposição. O nosso carnaval é uma adaptação das festas romanas e gregas, que tinha como nome CARne-NAda-VALe [cuja a derivação e simplificação linguística para nós ficou carnaval...] e que tinha como motivação a "festa da carne" [meio óbvio, não?].
Pois bem, a história que conheço [contadas por um orador famoso e bem conceituado no Brasil] é essa: tais festas eram promovidas pelos poderosos da época [reis, "governo" etc], regadas a muito vinho [a bebida alcoólica mais comum na época], comida e sexo. Faziam verdadeiras orgias, com um número grande de pessoas e todos usavam máscaras. Será que tem alguma semelhança com a festa que fazemos?
Um ponto interessante a ser ressaltado é o motivo pelo qual usavam máscaras. Elas eram colocadas, justamente como sugerido pelo nome, para fazerem o que quiserem, satisfazerem seus desejos, promover a libertinagem por um determinado período de modo que não sentissem culpa pelo que fizessem. A máscara era como se falassem: na sociedade eu não posso fazer isso, sou uma pessoa séria e bem comportada, e aqui eu posso, posso tudo, já que não é meu rosto que está estampado aqui... Ainda hoje usamos máscaras, sejam de plástico, sejam de carne e pele ou seja social. Reflitam.
Depois de um pouco de história, vamos passar para a parte mais prática: o carnaval na sociedade moderna ou poderíamos dizer "o samba do crioulo doido". Essa festa se tornou popular, porém cara, muito cara. E pra que isso? Adivinhem? Para explorar ainda mais o povo e encher o bolso de quem mexe com isso. E o lucro é grande! Quem dirá para "artistas" e políticos. Aí, novamente, a velha política do Pão e Circo, como já falei. Cobra-se caro por abadás, como passaportes da alegria [mas não é assim que vejo], e a população não tem sequer a moradia, educação, saúde ou comida que precise para que isso se justifique, ou pelo menos para que se desfarce. Isso sem contar com as músicas fantásticas do momento: Rebolation, Melô da Mulher Maravilha ou Quero não/Posso não etc. É de uma musicalidade, melodia e letras de dar inveja a Bach, Beethoven, Mozart, Caetano Veloso, Engenheiros do Havaí, Legião Urbana, Maria Bethânia e similares. Acho que esses primeiros se revirariam no túmulo...
Outra coisa interessante que se vê é a quantidade de ambulância que disponibilizam para atender bêbados e arruaceiros neste período, sendo que os pobres não as têm nem quando passam mal, a ponto de morrer sem a assistência básica. A mesma coisa vale para os policiais que fazem a segurança da festa, hospitais lotados sem a mínima condição de atendimento adequado ou médicos e enfermeiros para socorrer quem precisa. A quem conteste, dizendo que os pequenos comerciantes faturam bastante nessa época também. É... podem estar certos, mas se essas famílias dependessem dessa data para venderem cervejas/refrigerantes, churrasquinhos, aparatos carnavalescos e outros balango-dangos passariam fome no resto do ano.
Tem até uma repórter da Paraíba que falou um pouco sobre isso, como forma de desabafo talvez, e, talvez, falando em nome de outros e que foi veiculado na internet esses tempos. É, pensamos praticamente do mesmo jeito, apesar de ter achado um tanto quanto desesperado e até agressivo. Podemos ser mais respeitosos, lembrando que tudo o que coloco aqui são pensamentos meus sem julgamento ou pré-conceitos, para mais ou para menos. No atual momento, sobre o que acho do carnaval, quem gosta e quem participa dele. Cada um escolhe o que acha melhor para si, como colocado na postagem sobre liberdade e libertinagem.
Tem também os que gostam de ver os famosos desfiles das escolas de samba, no Rio e em São Paulo. Há os camarotes vips, com artistas televisivos e outros tipos, a galera que paga para desfilar e uma competição [para mim sem sentido] para ver qual das escolas vai ganhar. Oras, passa-se o ano planejando e executando todas aquelas alegorias, cobra-se a um preço exorbitante pelas fantasias para desfilar e, se perde [ou se acontece um acidente, como o que aconteceu este ano], chora-se amarga e longamente [a mesma coisa pode-se falar do futebol, mas isso é conversa para um outro momento]. Porque se preocupar com isso, quando se tem um terremoto, um tsuname e um desastre nuclear devastando todo um país? Tudo bem, sei muito bem que o acontecido no Japão foi depois do carnaval, mas nosso objeto de interesse parece estar mais voltado ao fútil do que ao útil, e falo isso em linhas gerais sem querer apontar o dedo na cara de alguém. Porque nos importarmos com uma competição e umas fantasias em detrimento de milhares de pessoas que estão morrendo necessitando de ajuda? Mas compreendo que cada um tem um tempo para despertar e está num nível de consciência [em que já estive há muito tempo atrás, inclusive].
Pra finalizar, acho que não paramos para pensar no quanto se gasta com tudo isso. O quanto se gasta com a quantidade de mortos que aumentam nesse período ou com a quantidade de gastos com a saúde daqueles que adquirem algum tipo de sequela por acidentes. Impressionante que o governo [e nós] tem dinheiro para investir nisso, mas reclamamos ou nao se tem dinheiro para aplicar na população carcerária e em sua reeducação, na saúde, na educação, no transporte, no saneamento básico, na moradia etc etc etc. Por último, gostaria de falar sobre as consequências em comemoração da festa da alegria [comemorar o que mesmo? E que alegria é essa?]. O que vemos antes, durante e depois [variável de acordo com a região do nosso país, já que sabemos que os nordestinos lideram com relação a isso]: mortos ou sequelas por acidentes diversos, DSTs sendo transmitidas aos montes, gravidez indesejadas, abortos ou mães [e raramente pais] despreparados [e, muitas vezes, adolescentes e desempregados], alcoolismo [ou, pelo menos, aumento dos vícios considerados lícitos - álcool e cigarro], milhares de aves que morrem para doarem suas penas para que possa ser usadas de enfeites nas fantasias etc... Saldo positivo? Não para mim. Essa alegria, que dizem ter o carnaval, não me seduz. É ilusão e muitos querem ser iludidos, ainda.
Acho que a festa da alegria do Carne-Nada-Vale poderia ser substituído pela verdadeira Festa da Vida, mas teríamos que planejar e organizar ainda do jeito que a Vida merece. Poderíamos começar ajudando nossos irmão nipônicos, na medida do possível, e comemorarmos juntos as Vidas. Na verdade, minha vontade era estar lá, mas não é possível, bem como não foi possível estar no Haiti, no Rio de Janeiro ou Blumenau nas dificuldades que passaram. Pelo menos não como eu gostaria, mas se não é possível estar fisicamente, trabalhemos em pensamento. Com tudo isso que coloquei, será que a história do carnaval dita no começo tem alguma coisa a ver com o que fazemos hoje? Para mim foi só a vestimenta mudou e ficou mais modernizada, mas o significado é, praticamente, o mesmo.
Au revoir.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Política 3 - Tropa de Elite
Inicialmente gostaria de dar as boas vindas ao novo ano, já que hoje é o último dia de 2010. Que seja repleto de muita saúde, amor, paz, juízo, trabalho, sabedoria, respeito, paciência e responsabilidade. Deus nos abençoe e que possamos dar o melhor de nós mesmos todos os dias de 2011 para melhor desempenharmos nossas tarefas!
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Vamos aos últimos retoques, ao menos temporariamente, sobre a política.
Para começar amanhã temos as posses da nova governadoria no país. Espero que de fato realizem o papel a que se propuseram em tempos de campanha, não só como políticos, mas primeiramente como ser humano. Durante este texto usarei 2 filmes como sitações: Se Nada Mais Der Certo e Tropa de Elite 1 e 2.
O primeiro filme trata de um rapaz comum que se envolve com uma moça andrógena e um taxista na formação de uma espécie de quadrilha, formada após a decepção deste com o sistema empregatício do país. Mostra medidas desesperadas para se ganhar dinheiro fácil, visto que a vida assalariado e pagando um monte de contas, impostos e ainda tentando manter a família. Achei o filme também um tanto desesperado, digamos. De fato a vida é difícil, mas ir para "o lado negro da força" não é a melhor saída. Embora muitas pessoas, em sua ingênua ignorância, pesem ser esta a única saída. Mostra entretanto um cidadão comum inserido em um sistema em processo de falência com muitos buracos, corrupção e difíceis soluções.
Já os 2 Tropas tem uma maior importância aqui, neste momento, pois falam mais diretamente sobre o assunto em palta. O primeiro eu assisti um bom tempo depois de ter vazado na net e de ter ido ao cinema. Achei bom, porém um tanto animalesco. O segundo vi algumas semanas depois da estreia nos cinemas e achei bem melhor que a primeira versão, por vários motivos. Um deles é que tem bem menos violência, por ter sido mais inteligente e, infelizmente, mais realista. Sabemos que o sistema é similar ao que nos foi mostrado, por isso não vou entrar em maiores detalhes. Em ambos os filmes nos é mostrado esse sistema que nos rege e do qual eu falei anteriormente aqui e aqui. Eis o quadro tristemente fidedigno da nossa realidade política, com pequenas nuances de boa política.
A polícia está realmente fazendo seu trabalho? Vejo raros casos que a resposta é afirmativa. Os políciais usam do abuso de poder, da violência e impunidade para coagirem cidadãos comuns. Desta forma é válido perguntar: A polícia é mocinha ou bandida? Acho que o lado que ela fica varia de acordo com suas ações, sendo que na maioria das vezes a resposta é "bandida". Vemos isso também em Tropa de Elite. Aliás, interessante ressaltar que tivesse o filme demorado mais tempo para estrear, poderíamos dizer que a invasão ao Complexo do Alemão tinha sido filmada para colocar no filme. Porque falo isso? Simples: a polícia fez isso depois da estreia do filme, logo é válido perguntar se fizeram isso na vida real por fazer parte de seu trabalho ou porque queriam mostrar que o que se vê na ficção os deixaram envergonhados por não fazerem seu trabalho e resolveram "limpar o nome"? A diferença está apenas que limparam a favela do grande esquema do tráfico de drogas e no filme procuravam armas ilegais. De uma forma ou de outra a vilência é extrema e mostra, ao menos para mim, que os fins não justificam os meios e que eles deixaram a situação chegar ao que nos foi mostrado, quando poderiam ter agido preventivamente. Foram sagazes e inteligentes o bastante usando o tema, do momento e da abordagem, mostrando e cultuando um heroi que combate a violência com violência, tirando proveito da sede de vingança (caracterizado como justiça erroneamente) do povo brasileiro.
Transcrevo abaixo interessantes trechos retirados dos filmes citados acima e copiados aqui por mim para reflexão:
Se Nada Mais Der Certo: "Qual é a lógica do pobre quando ele rouba alguém que tem mais dinheiro que ele? Ele simplesmente está querendo algo que ele não tem. Qual é a lógica do rico que rouba o pobre se ele já tem? Porque que o rico precisa roubar se ele já tem? Às vezes eu começo a achar que faz sentido roubar o rico, mas a gente é educado para não roubar. Mas a gente não é educado para não ser roubado. Por mais que vc acha que existem vários caminhos, não existem."
Tropa de Elite: "Prisão hoje é um lugar extremamente caro para tornar as pessoas piores. Limpeza étnica e limpeza social. Não podemos admitir que um representante do Estado seja mais violento do que aqueles que a gente acha que está preso por ser violento. Isso é absurdo e está ficando cotidiano e ninguém acha estranho. Pra certas pessoas a guerra é a cura, te move como uma válvula de escape. A pressão aumenta em casa, o pau come na rua. A política usa do sistema pra ganhar dinheiro."
Por hora, reflitam com seus botões sobre essas coisas e qual o nosso papel nisso tudo, relembrando que amanhã é dia 01/01/11, dia de posses da nova política.
Feliz 2011!!! \o/
Au revoir.
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sábado, 13 de novembro de 2010
Política 2
É, Dilma ganhou, graças a Deus! Não que eu tenha escolhido ela, Serra, Marina, Plínio, Eymael ou qualquer outro dos candidatos. Mas foi ela quem ganhou e é ela que terá que fazer seu melhor para trazer o progresso para a sociedade brasileira. Que ela esteja sempre atenta aos direcionamentos que Deus dá para que sua tarefa possa ser aproveitada da melhor maneira possível!
Outra coisa que esqueci de comentar na outra postagem (que foi bom ter esquecido para não alongar ainda mais o que já estava grande e, possivelmente, cansativo) foi sobre toda a reviravolta que ocorre na vida de milhares de pessoas devido um ou outro candidato que ganhe. Sempre é assim: entra alguém novo, muitos são os que perdem o emprego e outros muitos são contratados para repor seus lugares por apoiarem o candidato vencedor. Não acredito ser justo a vida de tantos milhares de pessoas dependendo que alguém ganhe uma eleição para conseguirem ter condições de sustentabilidade. Ganham 1 ou 2 eleições, são 4 ou 8 anos; e depois? E os outros que apoiaram o candidato que perdeu a eleição? Cada um deve conquistar as coisas pelo seu próprio mérito ao invés de esperar as coisas caírem do céu.
Isso me lembra outra coisa: as divisões que a política faz dentro da família ou dos demais relacionamentos entre as pessoas. Familiares brigam seriamente por disputas políticas, deixam de conversar, namorados se separam temporariamente... isso tudo por um pensar de um jeito e o outro não. É como se tudo dependesse de política. A política é sim de extema importância na vida de todos, mas não é prioridade nem deve ser tratado como se tudo girasse em torno dela. Isso vale para os demais campos da vida: regilião, sexo, entre outros. Tudo precisa ter equilíbrio, portanto tanto a falta quanto o excesso são prejudiciais.
O assunto em questão é intrigante e ainda pode ser abordado aqui, porém não há mais necessidade de explorá-lo por agora. Gostaria de lembrar e relembrar algumas coisas que estão muito relacionadas à política (e demais campos da vida, claro):
- Não temos o que merecemos, temos sempre aquilo que precisamos.
- Esquecem-se que somos responsáveis pelos frutos que plantamos.
- A situação permanecerá a mesma, a menos que mudemos nossas condutas e reeducarmos nossas mentes. A escolha é sempre nossa e a escolha coletiva é de responsabilidade de todos.
Au revoir.
Outra coisa que esqueci de comentar na outra postagem (que foi bom ter esquecido para não alongar ainda mais o que já estava grande e, possivelmente, cansativo) foi sobre toda a reviravolta que ocorre na vida de milhares de pessoas devido um ou outro candidato que ganhe. Sempre é assim: entra alguém novo, muitos são os que perdem o emprego e outros muitos são contratados para repor seus lugares por apoiarem o candidato vencedor. Não acredito ser justo a vida de tantos milhares de pessoas dependendo que alguém ganhe uma eleição para conseguirem ter condições de sustentabilidade. Ganham 1 ou 2 eleições, são 4 ou 8 anos; e depois? E os outros que apoiaram o candidato que perdeu a eleição? Cada um deve conquistar as coisas pelo seu próprio mérito ao invés de esperar as coisas caírem do céu.
Isso me lembra outra coisa: as divisões que a política faz dentro da família ou dos demais relacionamentos entre as pessoas. Familiares brigam seriamente por disputas políticas, deixam de conversar, namorados se separam temporariamente... isso tudo por um pensar de um jeito e o outro não. É como se tudo dependesse de política. A política é sim de extema importância na vida de todos, mas não é prioridade nem deve ser tratado como se tudo girasse em torno dela. Isso vale para os demais campos da vida: regilião, sexo, entre outros. Tudo precisa ter equilíbrio, portanto tanto a falta quanto o excesso são prejudiciais.
O assunto em questão é intrigante e ainda pode ser abordado aqui, porém não há mais necessidade de explorá-lo por agora. Gostaria de lembrar e relembrar algumas coisas que estão muito relacionadas à política (e demais campos da vida, claro):
- Não temos o que merecemos, temos sempre aquilo que precisamos.
- Esquecem-se que somos responsáveis pelos frutos que plantamos.
- A situação permanecerá a mesma, a menos que mudemos nossas condutas e reeducarmos nossas mentes. A escolha é sempre nossa e a escolha coletiva é de responsabilidade de todos.
Au revoir.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Política 1
Aproveitando que as eleições estão acontecendo novamente, vou falar sobre política. O dever de quem assume este cargo é o de desenvolver e trazer melhorias às coletividades, o que pouco se vê neste ramo. Não podemos generalizar, claro que existem políticos honestos e trabalhadores [raridade], mas o que vemos por aí é uma extensa rede de corrupção e disputa de interesses. Também existem aqueles que “roubam, mas fazem o dever de casa [ao menos em partes]. Parece uma corrida para ver quem consegue ganhar mais dinheiro em cima da população. Já disseram que o Brasil precisava de um empresário, não de um presidente. Mas um país não é uma empresa.
Em tempos de eleição, o que vemos nas campanhas é um atacando o outro, como se fossem inimigos ferrenhos, e sem muita preocupação com seus projetos de campanha. Afinal, eles deveriam se importar única e exclusivamente com o que fará depois de eleito e como pretende melhorar a situação das pessoas que estão “sob sua guarda”. Mas insistem em falar o que o outro deixou de fazer ou que tudo o que fez não trouxe benefícios. Tratam-se como inimigos quando na verdade não passam de irmãos. Insultam uns aos outros com delicadeza e palavras “gentis”, como a mascarar a falta de educação e respeito com relação ao “oponente” político. As ruas são tomadas de lixo novo. Santinhos, adesivos, bandeirolas e outras parafernálias invadem o país. Tudo vira mais uma folia. “Palhaços” se candidatam e são eleitos como forma de protesto. Com tantas formas mais inteligentes e sensatas de se protestar, o próprio povo cai na graça e desembesta um novo carnaval de 4 anos. Isso sem contar a nova roupagem da velha política do Pão e Circo, que a deixa voluptuosa, sutil e elegante. Os políticos dão o que o povo quer, não é isso? Levam tantos à miséria e outros poucos à riqueza, tornando sua carga mais pesada quando se faz mal uso do poder, carregando a vida de milhões em suas costas fazendo-se perder, para mais ou para menos.
Brigam ferozmente pela tomada do poder, esquecendo-se de seu dever com os próximos. A coletividade se torna invisível. É triste ver tantos ataques, divergências e disputas de egos quando deveriam juntar forças para promoverem o bem a todos. O político sério e honesto preocuparia-se em sua própria campanha, independente dos ataques. Alguns prometem inicialmente que não atacará, mas ao primeiro golpe do oponente revidam em nome da “auto-defesa”. Deveriam se preocupar com seus afazeres, mesmo que sofressem mil ataques. Explodem acusações e escândalos de todos os lados, mas querem permanecer santos. Parece que querem se macular fazendo-se acreditar que o outro quer apenas prejudicar o que já está prejudicado, como se não fizessem o mesmo. Não entendem que qualquer um que ocupe este tipo de cargo tem o poder de levar o crescimento a todos. Sai o Povo e entra o Eu. Ganham uma eleição, perdem uma eleição; trocam-se os partidos e, em linhas gerais, tudo permanece igual. Volta e meia aparece o dinheiro público. O lugar não é onde deveriam estar, mas estranhamente gostam de lugares exóticos: bolso, mala, cueca ou meia: quem se importa? “Como acontece quase sempre, os heróis na promessa fraquejam na realização”.
Podres Poderes de Caetano fala bem de política, mas aquele era outro tempo. Mesmo assim, continuo achando um certo tom de desespero e exagero nela. É sempre o mesmo em todos os tempos da política: montam, planejam, debatem e discutem. Criam ideologias lindas, utopias até, e não saem do lugar. Partidos se partem, partidos são montados, uns melhores que os outros, mas permanecem fotográficos quando chegam ao poder. Imprescindível destacar que houveram melhorias em todos esses séculos e décadas, mas não chegam a três décimos do que poderia ter sido feito. Esquecem-se que somos responsáveis pelos frutos que plantamos. A situação permanecerá a mesma, a menos que mudemos nossas condutas e reeducarmos nossas mentes. A escolha é sempre nossa e a escolha coletiva é de responsabilidade de todos.
Au revoir.
Em tempos de eleição, o que vemos nas campanhas é um atacando o outro, como se fossem inimigos ferrenhos, e sem muita preocupação com seus projetos de campanha. Afinal, eles deveriam se importar única e exclusivamente com o que fará depois de eleito e como pretende melhorar a situação das pessoas que estão “sob sua guarda”. Mas insistem em falar o que o outro deixou de fazer ou que tudo o que fez não trouxe benefícios. Tratam-se como inimigos quando na verdade não passam de irmãos. Insultam uns aos outros com delicadeza e palavras “gentis”, como a mascarar a falta de educação e respeito com relação ao “oponente” político. As ruas são tomadas de lixo novo. Santinhos, adesivos, bandeirolas e outras parafernálias invadem o país. Tudo vira mais uma folia. “Palhaços” se candidatam e são eleitos como forma de protesto. Com tantas formas mais inteligentes e sensatas de se protestar, o próprio povo cai na graça e desembesta um novo carnaval de 4 anos. Isso sem contar a nova roupagem da velha política do Pão e Circo, que a deixa voluptuosa, sutil e elegante. Os políticos dão o que o povo quer, não é isso? Levam tantos à miséria e outros poucos à riqueza, tornando sua carga mais pesada quando se faz mal uso do poder, carregando a vida de milhões em suas costas fazendo-se perder, para mais ou para menos.
Brigam ferozmente pela tomada do poder, esquecendo-se de seu dever com os próximos. A coletividade se torna invisível. É triste ver tantos ataques, divergências e disputas de egos quando deveriam juntar forças para promoverem o bem a todos. O político sério e honesto preocuparia-se em sua própria campanha, independente dos ataques. Alguns prometem inicialmente que não atacará, mas ao primeiro golpe do oponente revidam em nome da “auto-defesa”. Deveriam se preocupar com seus afazeres, mesmo que sofressem mil ataques. Explodem acusações e escândalos de todos os lados, mas querem permanecer santos. Parece que querem se macular fazendo-se acreditar que o outro quer apenas prejudicar o que já está prejudicado, como se não fizessem o mesmo. Não entendem que qualquer um que ocupe este tipo de cargo tem o poder de levar o crescimento a todos. Sai o Povo e entra o Eu. Ganham uma eleição, perdem uma eleição; trocam-se os partidos e, em linhas gerais, tudo permanece igual. Volta e meia aparece o dinheiro público. O lugar não é onde deveriam estar, mas estranhamente gostam de lugares exóticos: bolso, mala, cueca ou meia: quem se importa? “Como acontece quase sempre, os heróis na promessa fraquejam na realização”.
Podres Poderes de Caetano fala bem de política, mas aquele era outro tempo. Mesmo assim, continuo achando um certo tom de desespero e exagero nela. É sempre o mesmo em todos os tempos da política: montam, planejam, debatem e discutem. Criam ideologias lindas, utopias até, e não saem do lugar. Partidos se partem, partidos são montados, uns melhores que os outros, mas permanecem fotográficos quando chegam ao poder. Imprescindível destacar que houveram melhorias em todos esses séculos e décadas, mas não chegam a três décimos do que poderia ter sido feito. Esquecem-se que somos responsáveis pelos frutos que plantamos. A situação permanecerá a mesma, a menos que mudemos nossas condutas e reeducarmos nossas mentes. A escolha é sempre nossa e a escolha coletiva é de responsabilidade de todos.
Au revoir.
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sábado, 9 de outubro de 2010
Diversidade de assuntos
Boa noite.
Por hora, fiquem na paz do Senhor.
Na verdade não sei bem o que escrever hoje, talvez apenas reforçar a necessidade dos questonamentos e reflexões sobre tudo o que nos rodeia. São tantos os assuntos que quero escrever que nem sei por onde começar... Falarei um pouco de política, religião, os pecados, as lutas interiores, o trabalho, fórmulas mágicas etc. Situações simples do dia-a-dia me fazem refletir sobre o existir: porque e pra que? Aliás, meus próximos e sua [as vezes estranha] relação com o mundo vêm me chamar a atenção para, dentre outras coisas como a auto-reflexão, a necessidade cada vez maior [e, de certa forma, urgente] da reforma íntima. Não é para menos que o mundo está como está.
Por hora fiquem com uma foto do filme [que existia em livro antes de ir para a grande mídia cinematográfica] Flor do Deserto [Desert Flower, 2009] que conta a história da ex-modelo somali Waris Dirie e sua difícil e redentora trajetória de vida. Um filme relativamente novo e que me marcou profundamente pela mensagem que traz, o que ainda será discutido daqui outra vez com maior profundidade, bem como outras coisas relevantes e similares, posteriormente em momento mais oportuno. Aliás, coisa que posso falar é sobre filmes, já que tenho um pouco de gabarito para isso, o que será outro assunto recorrente e que será muito utilizado para dar exemplos.
Por hora, fiquem na paz do Senhor.
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