Publicação dedicada à reflexão sobre a música no mundo.
A música é a arte e a técnica de combinar sons de forma harmoniosa e melodiosa; organização
de sons com intenções estéticas, artísticas ou lúdicas, variáveis de
acordo com o autor, com um ritmo, com a zona geográfica, com a época, etc. Para mim, a música é algo que não tem nacionalidade, sexo, etinia ou qualquer outra particularidade egóica; é algo que transcende o físico e atinge o humor, o emocional e o espírito. De alguma forma, mexe no nosso íntimo mais profundo (se é que este termo existe), em maior ou menor grau, quer as crituras queiram ou não. Acredito que não há dureza que a música não quebre, caso exemplos e palavras não deem jeito, a música o faz, mesmo que aos poucos. Para a música, não há barreiras.
E como é que a música anda no mundo e o que nós estamos fazendo com ela? No decorrer da história do mundo, muito já aconteceu, mas muito ainda está por vir. Alguns defendem que as músicas antigas são melhores que as atuais, mas será mesmo? Nem sempre música antiga é sinal de boa música. E quando digo música quero dizer musicalidade, letra, melodia, ritmo, voz, harmonia, instrumentação, interpretação, o sentimento e tudo aquilo que a música é capaz de trazer. Acredito que com a mudança dos tempos, temos mais liberdade de expressão, incluindo na música, porém, quando pego uma música mais antiga e comparo com uma mais atual, não vejo tanta diferença na temática: às vezes dores de cotovelo, traições, amores ou outras coisas sem muito sentido/importância; pelo menos antigamente pareciam ser melhores. Convenhamos que hoje a maioria não fala nada com nada ou são de teor sexual "indireto".
Outro dia estava conversando com uma amiga do Rio (petropolitana, na verdade) num bar com música ao vivo e falávamos exatamente sobre isso. O moço em questão (que cantava no bar) tinha uma ótima voz e fazia uma intepretação muito boa. Nos questionávamos a respeito do grande sucesso de alguns artistas (Michel Teló, Tati Quebra-barraco, Black Eyed Peas, Rihanna, Ke$ha, Lady Gaga, Parangolé e outros de gêneros parecidos - sertanejo, axé e demais artistas ou bandas pops da atualidade) em detrimento de algumas pessoas ou bandas anônimas espalhadas nesse imenso Brasil, que cantam em bar ganhando de fato o "pão de cada dia, pouco a pouco e com um talento tão grande "desperdiçado" (ao menos, pouco reconhecido). Fico triste ao ver uma versão de "Ai se eu te pego" cantada no estrangeiro em inglês quando vejo que temos coisas melhores, mais interessantes e mais valiosas a oferecer. Também me entristesse ver as pessoas cantar aos quatro ventos I Gotta Feeling do grupo Black Eyed Peas sem saber que significa "Eu posso sentir/ Que hoje a noite vai ser boa/ Eu tenho meu dinheiro/ Vamos
gastar até/ Sair e arrasar/ Vamos muito mais longe/ E perder todo o controle/ Encha
meu copo/ Olha como
ela dança/ Só tire isso/ Nos vamos acabar com isso/ Vamos queimar o teto/ Vem
fácil/ Vai fácil/ Agora nós estamos no topo/ Festa todo o dia/ Vamos viver ao
máximo". É isso que é viver? É isso que nossa vida vale? Outro imitam Lady Gaga com suas roupas glamurosas e figurinos um tanto diferenciados e outros ainda gostam das músicas sensuais de Rihanna e Ke$ha. Onde é que está a música (letra, melodia, voz, harmonia, interpretação etc) da música da Liga da Justiça (Foge Mulher Maravilha)? Acho que a única coisa que se tem é ritmo (bem como muitas outras: rock, sertanejas, de forró, funk ou pops). E vale? Para alguns sim, mas não para mim. Por isso sou taxado como chato e antissocial nas festas que vou quando me recuso a cantar ou dançar músicas de tipos semelhantes.
Para finalizar, gostaria de falar um pouco sobre o assombroso poder do qual a música é possuidora. A música transforma! Ela está em todo o lugar (como mostrado no filme O Som do Coração) e, para mim, a música é vida! Ela preenche nosso ser, parece dar colorido e sentido à vida (como ilustrado nesta publicação, acima). Vejam só o exemplo das trilhas sonoras dos filmes: é a música que nos traz maior proximidade ao que está nos sendo trasmitido pela película. Elas enriquecem de tal maneira, que a fotografia, o roteiro e até as interpretações parece que melhoram. Filmes com pouca ou sem nenhuma trilha sonora parecem ser sem-graça e mortas ou morimbundas. Parecem estar em preto e branco. Homenageei com uma tatuagem as 2 coisas que mais gosto: música e filme. Infelizmente o que se vê hoje é pouca música (quando falo música é com todas aquelas características acima, ou pelo menos a maioria delas) e muito de outras coisas (vozes não tão boas, ritmos alucinantes e músicas sem letra ou melodia). Mas graças ao bom Deus a música do futuro será música de verdade (ou pelo menos aquilo que era pra ser).
Namastê. Au revoir.




