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sexta-feira, 15 de março de 2013

Pausa: A carta de Wagner...

Ainda em pausa sobre o assunto sexo, venho trazer a carta aberta, divulgada no globo.com, que o ator Wagner Moura escreveu em resposta a um episódio não tão feliz protagonizado pelo programa Pânico na TV, ocorrido em 2008. Tirem suas próprias conclusões, mas eu estou de acordo. Seguem abaixo o vídeo exibido no programa e, em seguida, a carta publicada pelo ator e "relançada" agora.




“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.
No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”


Namastê. Au revoir.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Corpo: o vaso e a casa - 2

Escrevendo diretamente de Guaíba (vizinha a Porto Alegre). Darei continuidade ao que estava escrevendo sobre o corpo e nossa relecao com ele. Um fato ocorrido no sabado retrasado foi o mais perto que ocorreucom relacao ao suicidio. Um primo primeiro tomou soda caustica e fiquei 3 dias correndo em hospitais, com remédios e afins. O que quero dizer com isso é que o corpo não nos pertence (portanto não podemos fazer o que quisermos sem nos responsabilizarmos com as consequências). E este não é o tipo de coisa que simplesmente se faz e esquece, passa por cima como se nada tivesse acontecido. Que tipo de relação é esta que temos conosco? Não estar de acordo com algo é normal, mas , pelo menos para mim, não há nada tão ruim que possa fazer com que eu tire minha própria vida (ou mutile um corpo que me está emprestado). E não podemos julgar ninguém que o faz, sabem porque? Pelo mesmo fato de que fazemos o mesmo em graus variados e de formas diferentes. Como assim? Pessoas se matam todos os dias excedendo a quantidade de comida, transando demais, bebendo demais, fumando ou usando outros entorpecentes e assim por diante. E isso não nos parece assustador, a menos que pensemos desta maneira, pois tudo o que nos parece bom queremos aproveitar ao máximo. Aliás, são exatamente os extremos que são prejudiciais. Uns comem demais enquanto outros passam fome para manter a forma (por um distúrbio psiquiátrico ou qualquer outro motivo). A riqueza ou a pobreza também interferem de uma forma ou de outra. Exageros com adereços e roupas, o que inclui por exemplo piercings e tatuagens. A pergunta é: o que nos faz pensar que podemos fazer qualquer coisa com nosso corpo? Nisto se incluem os profissionais do sexo, pessoas que fazem mudanças no corpo (incluindo plásticas, modificações corporais, lipoaspirações, implantes etc), fisiculturistas e halterofilistas, auto-agressões... Acho que tinha mais, mas vai ficar sendo isso. Namastê. Au revoir.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Corpo: o vaso e a casa - 1


          Há pouco tempo falei aqui sobre a linguagem corporal e, há um pouco mais de tempo, falei sobre o toque. Agora venho falar sobre o veículo responsável por tudo isso: o corpo. Venho falar do que ele representa para nós e o que nós fazemos com ele. Para muitos o corpo é apenas um veículo de prazer e que é utilizado para vivermos, sendo confundido com a própria pessoa. Para outros muitos, incluindo eu, somos espíritos (ou almas) e temos um corpo, do qual fazemos uso para vivermos, sendo duas coisas separadas. Acredito que esses primeiros vivem meio perdidos, confundidos pelo torpor dos sentidos, esquecendo-se do que realmente são, vivendo devotamente a "si" e a Mamon. De uma forma ou de outra, o corpo é de suma importância.

          Vou começar falando sobre o que me chamou a atenção para escrever sobre este tema. Tenho observado durante a minha vida (que não é lá muito longa) os acontecimentos mundiais e como ele se reflete em nossa sociedade, mais precisamente na atualidade. Sempre existiu diversas formas de nos expressarmos através do nosso corpo, durante toda a existência do nosso planeta, mas algumas chamam mais nossa atenção do que outras (me refiro aqui ao tratamento que damos ao nosso corpo). Podemos citar como exemplo o celibato e a auto-flagelação (ou auto-mutilação, podendo levar à morte, como no caso dos homens-bomba) no caso dos religiosos, os vegetarianos e praticantes de atividade física no que se refere a o que ingerem, como e com o que nutrem seus organismos e como mantêm a saúde física (e porque não da mente?), aos praticantes de sexo (independente de ser casual, da orientação sexual, se são afeitos por fetiches dos mais diversos, se é somente com o parceiro que está casado, se é por profissão etc), aos diversos estilos e manifestações da vida (se é adepto a piercings, tatuagens, escarificações, implantes cutâneos, lacerações, tinturas de cabelo, suspensão corporal, cortes de cabelo/barba diferenciados e estilos de roupa). Esses são apenas alguns exemplos que podemos citar dentre tantos outros. Cada um tem seu livre-arbítrio, mas fico me perguntando: para quê ou se isso é realmente  necessário? Darei sequência a este parágrafo após a "definição" de corpo como um vaso, como coloco abaixo.

          Para finalizar, o que significa isso de vaso e casa que coloquei no título? São apenas 2 comparações simples que utilizo, como explico a seguir.

           Comparo o corpo a um vaso no caso de qualquer dos animais que habite a Terra (mas falarei detidamente sobre o animal racional, também conhecido como ser humano). Corpo, o mais sublime dos santuários no qual se manifesta a obra divina do Supremo Idealizador. Domicílio de carne, no qual a alma se manifesta, o corpo é perfeito em toda a sua extensão, em seus detalhes mais ocultos e em seus fantásticos mistérios, indecifráveis pela própria criatura. Através dela, a mente hominal se desenvolve e se purifica, ensaiando-se nas lutas da transformação interna, lapidando-se como diamante coberto de lama. Vaso depositário de bênçãos, como disse Emmanuel em psicografia de Chico Xavier, o corpo "lembra uma oficina complexa, formada de bilhões de motores infinitesimais, movidos por oscilações eletromagnéticas, em comprimento de onda específica, emitindo radiações próprias e assimilando as irradiações do plano em que se encontram, tudo sob o comando de um único diretor: a mente." O corpo é templo sagrado para o desenvolvimento das potencialidades das criaturas sobre a Terra e nos demais planetas que orbitam o Universo, que nos é oferecido gentilmente pelo Patrono Celeste.

          Ainda quando estava na universidade e atuava na área de psiquiatria, tive a oportunidade de conduzir grupos em atendimento na UDQ (Unidade de Dependência Química). Dentre as atividades que propús, trabalhei a questão da máscara (que falarei aqui em outra oporutnidade) e a questão da casa como simbologia do nosso corpo e do que fazemos com ele. E é este sentido que quis representar aqui. Imaginem nosso corpo como a nossa casa. Como é que é esta casa? É bagunçada, harmoniosa, bonita, simpática, mal-cuidada, suja, cheirosa, vazia, cheia, nova ou está com a construção em ruínas e caindo aos pedaços? E quem é que frequenta essa casa? Selecionamos quem entra ou qualquer pessoa pode entrar e fazer o que quiser? Nós estamos nela, participando e decidindo o que acontece e que rumos se toma ou somos apenas espectadores, deixando ao abandono? O que nós trazemos para dentro dela? Como disse aos meninos e meninas que atendi naquela época: nós tomamos a rédea da nossa vida; quem manda na nossa casa somos nós! Portanto, só acontecerá o que nós quisermos ou que nós permitamos que aconteça.

Resumindo: o corpo é uma das coisas que temos de mais sagrado e que devemos zelar o máximo possível, pois ele nos é emprestado por Deus. Sendo assim, devemos cuidá-lo para que se possamos merecer o título de filhos do Criador, instrumentos de manifestação divina para desenvolvimento de nossas capacidades para melhor servi-Lo. Lembrem se disso para facilitar a leitura de outros textos que exporei aqui sobre sexo, a mente, dor, doenças, a razão da nossa vida e para o qual fomos criados, entre outros. E lembrem-se deste texto também se forem reler o que escrevi sobre carnaval, vegetarianismo, doação, influência e exemplo, religião, desapego, morte, trabalho, liberdade e libertinagem. Por isso me questiono sobre a prática indevida do sexo (como o casual, grupal, profissionais do sexo e da indústria de filmes adultos etc), ingestão de entorpecentes, drogas ou qualquer outro tipo de agressão (como um aborto, por exemplo), exageros com dietas e na prática esportiva (como fisiculturismo e alterofilismo, que podem desenvolver distúrbios psiquiátricos e lesões físicas), o estilo de vida punk, roqueiro ou com modificações corporais, até mesmo nos casos estéticos (ditadura da beleza da magreza por aqui e em países norte-americanos e europeus e ditadura da engorda na Mauritânia, África, para conseguirem casar, ou das "mulheres-girafas" que utilizam aquelas argolas no pescoço e vão esticando-o) e assim por diante. Obviamente, como menciono acima, cada um sabe o que faz, mas é inevitável que se pense nas consequências de tamanho vandalismo, crueldade, agressão e mutilação (ou seja, atitudes pouco recomendáveis) contra nós mesmos. Lembrem-se: o corpo nos é somente emprestado, portanto façamos bom uso e cuidemos bem dele.

Namastê. Au revoir.

sábado, 9 de junho de 2012

Música

Publicação dedicada à reflexão sobre a música no mundo.

A música é a arte e a técnica de combinar sons de forma harmoniosa e melodiosa; organização de sons com intenções estéticas, artísticas ou lúdicas, variáveis de acordo com o autor, com um ritmo, com a zona geográfica, com a época, etc. Para mim, a música é algo que não tem nacionalidade, sexo, etinia ou qualquer outra particularidade egóica; é algo que transcende o físico e atinge o humor, o emocional e o espírito. De alguma forma, mexe no nosso íntimo mais profundo (se é que este termo existe), em maior ou menor grau, quer as crituras queiram ou não. Acredito que não há dureza que a música não quebre, caso exemplos e palavras não deem jeito, a música o faz, mesmo que aos poucos. Para a música, não há barreiras.

E como é que a música anda no mundo e o que nós estamos fazendo com ela? No decorrer da história do mundo, muito já aconteceu, mas muito ainda está por vir. Alguns defendem que as músicas antigas são melhores que as atuais, mas será mesmo? Nem sempre música antiga é sinal de boa música. E quando digo música quero dizer musicalidade, letra, melodia, ritmo, voz, harmonia, instrumentação, interpretação, o sentimento e tudo aquilo que a música é capaz de trazer. Acredito que com a mudança dos tempos, temos mais liberdade de expressão, incluindo na música, porém, quando pego uma música mais antiga e comparo com uma mais atual, não vejo tanta diferença na temática: às vezes dores de cotovelo, traições, amores ou outras coisas sem muito sentido/importância; pelo menos antigamente pareciam ser melhores. Convenhamos que hoje a maioria não fala nada com nada ou são de teor sexual "indireto".

Outro dia estava conversando com uma amiga do Rio (petropolitana, na verdade) num bar com música ao vivo e falávamos exatamente sobre isso. O moço em questão (que cantava no bar) tinha uma ótima voz e fazia uma intepretação muito boa. Nos questionávamos a respeito do grande sucesso de alguns artistas (Michel Teló, Tati Quebra-barraco, Black Eyed Peas, Rihanna, Ke$ha, Lady Gaga, Parangolé e outros de gêneros parecidos - sertanejo, axé e demais artistas ou bandas pops da atualidade) em detrimento de algumas pessoas ou bandas anônimas espalhadas nesse imenso Brasil, que cantam em bar ganhando de fato o "pão de cada dia, pouco a pouco e com um talento tão grande "desperdiçado" (ao menos, pouco reconhecido). Fico triste ao ver uma versão de "Ai se eu te pego" cantada no estrangeiro em inglês quando vejo que temos coisas melhores, mais interessantes e mais valiosas a oferecer. Também me entristesse ver as pessoas cantar aos quatro ventos I Gotta Feeling do grupo Black Eyed Peas sem saber que significa "Eu posso sentir/ Que hoje a noite vai ser boa/ Eu tenho meu dinheiro/ Vamos gastar até/ Sair e arrasar/ Vamos muito mais longe/ E perder todo o controle/ Encha meu copo/ Olha como ela dança/ Só tire isso/ Nos vamos acabar com isso/ Vamos queimar o teto/ Vem fácil/ Vai fácil/ Agora nós estamos no topo/ Festa todo o dia/ Vamos viver ao máximo". É isso que é viver? É isso que nossa vida vale? Outro imitam Lady Gaga com suas roupas glamurosas e figurinos um tanto diferenciados e outros ainda gostam das músicas sensuais de Rihanna e Ke$ha. Onde é que está a música (letra, melodia, voz, harmonia, interpretação etc) da música da Liga da Justiça (Foge Mulher Maravilha)? Acho que a única coisa que se tem é ritmo (bem como muitas outras: rock, sertanejas, de forró, funk ou pops). E vale? Para alguns sim, mas não para mim. Por isso sou taxado como chato e antissocial nas festas que vou quando me recuso a cantar ou dançar músicas de tipos semelhantes.

Para finalizar, gostaria de falar um pouco sobre o assombroso poder do qual a música é possuidora. A música transforma! Ela está em todo o lugar (como mostrado no filme O Som do Coração) e, para mim, a música é vida! Ela preenche nosso ser, parece dar colorido e sentido à vida (como ilustrado nesta publicação, acima). Vejam só o exemplo das trilhas sonoras dos filmes: é a música que nos traz maior proximidade ao que está nos sendo trasmitido pela película. Elas enriquecem de tal maneira, que a fotografia, o roteiro e até as interpretações parece que melhoram. Filmes com pouca ou sem nenhuma trilha sonora parecem ser sem-graça e mortas ou morimbundas. Parecem estar em preto e branco. Homenageei com uma tatuagem as 2 coisas que mais gosto: música e filme. Infelizmente o que se vê hoje é pouca música (quando falo música é com todas aquelas características acima, ou pelo menos a maioria delas) e muito de outras coisas (vozes não tão boas, ritmos alucinantes e músicas sem letra ou melodia). Mas graças ao bom Deus a música do futuro será música de verdade (ou pelo menos aquilo que era pra ser).

Namastê. Au revoir.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lista de Filmes - 3

Continuando com a terceira parte da lista. Você também pode conferir a primeira parte e a segunda parte, já publicados.

O Show de Truman - The Truman Show
O Leitor – The Reader
O Último Samurai – The Last Samurai
A.I. –Inteligência Artificial – A.I. - Artifial Intelligence
X-Men (especialmente o 2 e First Class) – X-Men
Mar Adentro - The Sea Inside
Menina de Ouro - Million Dollar Baby
Pequena Miss Sunshine – Little Miss Sunshine
O Segredo de seus Olhos - El Secreto de Sus Ojos
Os Incríveis – The Incredibles
A Alegria de Emma - Emmas Glück
Wall-E – Wall-E
Transamérica - Transamerica
O Labirinto do Fauno - El Laberinto del Fauno
O Sexto Sentido - The Sixth Sense
À Espera de um Milagre – The Green Mile
O Curioso Caso de Benjamin Button - The Curious Case of Benjamin Button
O Bom Coração - The Good Heart
Memórias de uma Gueixa - Memoirs of a Geisha
O Ilusionista – The Illusionist

Aproveitem! E feliz páscoa a todos!
Namastê. Au revoir.

domingo, 27 de novembro de 2011

Lista de Filmes - 2

Dando continuidade à publicação com a segunda parte sobre minha lista de filmes...

Tropa de Elite (1 e 2)
Tron – O Legado – Tron Legacy
A Troca - Changeling
O Concerto – The Concert
Babel - Babel
Lixo Extraordinário - Waste Land
Enrolados - Tangled
Cisne Negro – Black Swan
Minhas Mães e Meu Pai - The Kids Are All Right
As Horas – The Hours
Direito de Amar – A Single Man
O Vencedor - The Fighter
O Discurso do Rei - The King's Speech
Bravura Indômita – True Grit
Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas – Big Fish
A Partida - Okuribito
VIPs
Rio
Estamos Juntos
Meia Noite em Paris - Midnight in Paris
Distrito 9 - District 9
O Diabo Veste Prada - The Devil Wears Prada
Procurando Nemo – Finding Nemo
Uma Prova de Amor – My Sister’s Keeper
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Uma Mente Brilhante - A Beautiful Mind

Espero que gostem destes que escolhi desta vez. Depois tem mais.
Namastê. Au revoir.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Lista de filmes 1

Decidi, há alguns meses, fazer uma lista dos filmes que vejo e que gostei, seja por qual motivo for. O resultado, até o momento, é uma pequena lista de 3 páginas (já tendo iniciado a 4¤ página) do Word que contém cerca de 70-80% de filmes recentes e o restante de filmes um pouco mais antigos. Os critérios utilizados para entrar na minha lista variam, mas normalmente está de acordo com um bom roteiro, boas interpretações e atores, bons personagens, boa trilha sonora e boa fotografia. Segue abaixo a primeira página com os filmes. Acompanham também o trailer de cada filme, o nome em português e o nome original, sendo que se tiver apenas um nome, este é um filme brasileiro (portanto, se tornando desnecessário a repetição do nome no original também em português).


Olga
Julie e Julia - Julie and Julia
Onde Vivem os Monstros - Where the Wild Things Are
Bastardos Inglórios - Inglorious Bastards
Amor Sem Escalas - Up in the Air
Há Tanto Tempo que Te Amo - Il y a Longtemps que je T'Aime
Algo que Você Precisa Saber - Quelque Chose a te Dire
Um Segredo em Família - Un Secret
O Escafandro e a Borboleta - Le Scaphandre et le Papillon
Invictus - Invictus
Preciosa - Precious
Um Sonho Possível – The Blind Side
Zona Verde - Green Zone
Mary E Max – Uma Amizade Diferente - Mary and Max
Criação - Criation
Flor do Deserto – Desert Flower
Toy Story (a trilogia, principalmente o 3) – Toy Story
Perfume – A História de um Assassino - Perfume – The Story of a Murderer
A Origem - Inception
Salt - Salt
Meu Malvado Favorito - Despicable Me
Destinos Ligados - Mother and Child
Nosso Lar
Chico Xavier – O Filme


Espero que gostem! Depois tem a segunda e terceira parte da lista de filmes.
Au revoir

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Esportes 4 - Os esquecidos

Lembrei-me que esqueci de falar algumas coisas como as corridas de carro, alterofilismo e mais um pouco sobre futebol (sobre o espaço que se tem na mídia e o tempo que nos é tomado). Como acabei de falar sobre futebol vou começar por ele.

Sobre o futebol esqueci de falar sobre o poder que este exerce na mídia e, esta por sua vez, exerce sobre a massa brasileira (pra não dizer mundial). É notório que o futebol tem um enorme espaço nos meios de comunicação, seja ele jornal, rádio, internet ou televisão. Como se não bastasse ter um espaço exclusivo nos telejornais e jornais impressos (e falo isso sobre todos os jornais que passam no dia), ainda há programas televisivos específicos dedicados somente a este esporte maravilhoso! Melhor dizendo, é dedicado aos esportes no geral, mas, fazendo um balancete, pode-se perceber a soberania do futebol. E o espaço que o futebol tem em nossas vidas? Enchem-nos de informações “inúteis” e nós, além de deixar isso acontecer, gostamos disso. Ao invés de gastar nossa memória com coisas que façam diferença no dia-a-dia e ao longo da vida preferem, por exemplo, saber os jogadores de determinado time, quem foi pra onde, quem foi rebaixado, qual classificação está em não sei qual campeonato, os passes e gols de determinado jogador, posição no time e, pra finalizar, fixam em determinados passes ou jogadas, descrevendo-os detalhadamente porque foi A jogada ou fez O gol (e colocam como a coisa mais bonita do mundo). Como se isso fizesse alguma diferença ou mudasse alguma coisa no mundo.

Outra paixão, em sua maioria do sexo masculino, são os carros. Perdem tempo analisando detalhadamente cada componente do carro, coisas que possam ser melhoradas no design ou no motor para melhorar desempenho e velocidade. A mesma coisa vale para as corridas de carro e o espaço que ambos têm na mídia. Que esporte mais legal este onde se passa horas a fil dentro de um carro, correndo loucamente, fazendo um barulho ensurdecedor para se ganhar uma corrida (porque, como já tinha dito, se compete para vencer, é o que importa). E as pessoas adoram assistir a corridas como esta na frente da Tv, a famosa Fórmula 1 ou “Gran Pri” não sei de onde (assistir ao vivo é melhor ainda, pois se gasta um dinheirão para ver um monte de carros passando, pessoas se arriscando e ficando surdo, tamanho o barulho que carros em alta velocidade emitem).

Por fim, o alterofilismo. Um esporte saudável, antes de se tornar alterofilismo. Por que? Para a manutensão da saúde devemos ter alimentação saudável e fazer atividades físicas, mas esta estrapola este conceito. Primeiro porque, para ficarem gigantes daquele jeito, usam suplementos e outros recursos (como anabolizantes, por exemplo); segundo porque têm como ideal isto como uma coisa saudável e bonita. Tudo bem que cada um tem seu conceito de beleza, mas deformar o próprio corpo como fazem é um pouco demais a meu ver. Sem contar que, como os outros que foram supracitados, não vai fazer diferença no mundo e serve para machucar, pois quando se perde o equilíbrio e um peso daqueles cai... já sabem o que acontece (são vários os vídeos que mostram fraturas e outras peripécias causadas por isso).

Bom, acho que era isso o que eu ainda tinha pra falar sobre o tema.
Até mais ver. E agradeço por acompanharem e compartilharem.
Au revoir.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Esportes 3 - Futebol

Pra finalizar esta triologia sobre esportes, vou colocar a paixão mundial na mesa: o futebol. Vcs já sabem o que penso, mas quero dedicar este pequeno espaço para falar um pouco mais a respeito. E me refiro tanto ao futebol dos gramados quanto ao futebol de salão.

Como eu já mensionei e costumo dizer, a definição de futebol poderia ser a de pessoas que ficam correrndo atrás de uma bola, de um lado para outro, como bobos-alegre ou barata tonta. Ou seja: fazendo nada. E são vários os pontos que podemos colocar sobre esta paixão mundial. Por mês, um jogador recebe muito mais do que a enorme maioria dos trabalhadores brasileiros. Isso sem contar com profissionais como os da saúde e da educação que, ao meu ver, são os mais necessários para se fazer uma revolução em qualquer país. Não acho justo que jogadores, técnicos ou seja lá quem for recebam tanto dinheiro e fique por isso mesmo. Digo isso porque não vejo todo esse dinheiro fazer alguma diferença no mundo.

Muitos gastam o que têm (e as vezes até o que não têm) para irem aos estádios, quadras e afins, com o objetivo de ver um jogão protagonizados por seus ídolos (os heróis). Que heróis são esses, porque elegemos eles assim e que tipo de heróis são esses que não salvam vidas? "Jogam dinheiro fora", mas faltam coisas básicas (moradia, saúde, comida ou móveis e materiais domésticos, estudos etc), fazer investimentos (como poupança), fazer trabalhos sociais, ter lazer com a família ou, simplesmente, pagar as dívidas. Outros itens que são indispensáveis e faz-se qualquer sacrifício para se ter são camisas oficiais, bandeiras, decorações de casa, entre outros. As vezes pode faltar um coisa aqui outra acolá para o dia-a-dia, não tem importância. Faz parte, né? Mas é curioso... E parece que as pessoas são obrigadas a ter um time do coração. Assim, eu prefiro não em encaixar na sociedade.

Outro ponto óbvio são as consequências de tanta fama e dinheiro. Saiu na revista Veja (não lembro se no ano passado ou neste) - coisa que não é novidade para ninguém - falando sobre "sexo, drogas e rock'n roll" que rola nos bartidores. São orgias, travestis, drogas, aviões particulares, mansões e outras diversões. Esbanjam dinheiro como podem. E se esforçam, pois são muitas as coisas realmente necessárias. E para que tanto dinheiro? Os milhões que recebem por mês poderia ser bem utilizado por ele e sua família por 3 ou 4 vidas (contando com esta). E belos exemplos recebemos, hein? Vamos citar Neymar: adolescente rebelde, rico desde o berço e que, aos 19 anos, é pai! Que comportamento é este que ele e outros nos inspiram? Como eleger Pelé ou qualquer outro como Rei? E em que essa realeza muda o mundo?

Trabalham tanto que se lesionam. Uma vida dura, que começa cedo e acaba cedo (praticamente obrigada). Como a maioria das crianças do sexo masculino, jogador de futebol é uma das primeiras opções e deve-se começar a empenhar cedo. O problema é que, tantos anos de sobre-carga no corpo, geram lesões após lesões, cirurgias após cirurgias. Mas tudo é (muito bem) compensado com um pouco de dinheiro como retorno. A boa notícia: não precisa esdutar para ser jogador profissional! Uma vida dessas, quem não quer? Dinheiro "fácil" desde cedo. Após a aposentadoria, para alguns deles (mais cedo ou mais tarde), dá-se início a uma nova carreira como treinador. Com a experiência de campo, usam isso como tática de combate para vencer e fazer uma carreira (praticamente) vitalícia. Vamos ponderar: rios de dinheiro, fama e sem necessidade de estudar. É o que (quase) todos querem: ganhar muito dinheiro sem fazer nada. Vamos nos atentar aos exemplos que eles nos dão e a influência que estes exercem em nossas vidas. A responsabilidade e a liberdade de aceitação são de todos.

Pra finalizar, gostaria de mensionar a diferença que o futebol faz na nossa vida. Considero que minha vida, e de outros que não são chegados neste esporte, é igual a de outros que o idolatram, com exceção que poupo mais dinheiro e tempo com isso. O futebol é necessário sim, mas não tanto quanto o mundo o considera. Gostaria de ver mais jogadores, técnicos e ex-jogadores e técnicos empenhados em utilizar o dinheiro, de modo a melhorar a sociedade e não apenas para fins egoístas e mesquinhos como vemos. Gostaria de ver mais ex-jogadores no anonimato, como é o caso de Rai, Túlio Maravilha e Guga (o tenista), trabalhando em prol do crescimento de todos. Enquanto isso, continuamos com a política do pão e circo moderno, com o futebol tomando tanto espaço em nossas vidas através de jogos e programas televisivos. O governo dá o que o povo quer. O futebol é de fato um esporte maravilhoso, de grande valor e que faz diferença em nossas vidas, desde que façamos ou se façam a coisa certa e lhe deem o devido valor. Como o vemos hoje faz parte da condição humana, mas ainda vão melhorar e muito as coias.

Au revoir.

sábado, 20 de agosto de 2011

Esportes 2 - MMA e outros descartes

Vou continuar falando dos esportes, mas desta vez de maneira mais direcionada. Desta vez vou falar sobre o MMA (sigla em inglês para Artes Marciais Mistas), vales-tudo, pesca esportiva, tiro ao alvo e outros tipos de "esportes" que, ao meu ver, poderiam ser extintas e entrar para a galeria de esportes extintos.

Um dia assisti uma palestra na televisão sobre a filosofia das artes marciais, e que palestra! Infelizmente não consigo encontrar essa palestra na internet, mas uma das coisas mais bacanas que ouvi nela foi que as artes marciais na atualidade perderam o sentido que tinham quando foram criadas: a de manter uma boa saúde do corpo e da mente através de posturas e do respeito aos "oponentes", sendo este um dos caminhos para se chegar ao criador (assim como a meditação, as religiões etc). E o que se vê por aí é exatamente o contrário disso.

O vale-tudo e o MMA por exemplo, é, para mim, coisa de animais. Obviamente não preciso repetir que não estou julgando nem criticando, apenas utilizando-os como exemplo. E por que de animais? Simples: as pessoas se enfrentam, ganham este espaço para brigar "legalmente", praticamente se matam ou deixam inúmeras sequelas (braços e pernas quebradas ou traumatismos cranianos), se cumprimentam falsamente (porque na verdade o que querem é ganhar status, fama e dinheiro, e não se importam uns com os outros) e dizem que estão se divertindo ou trabalhando. Ora, que trabalho ou divertimento é este que o objetivo é acabar com o outro para que um possa se sobressair? É dinheiro regado a sangue e farelo de osso. Parecem animais brigando (como trogloditas demarcando território, espressados na cara de mal que fazem para posar para fotos e vídeos promocionais), mas os bichos fazem isso por sobrevivência, não para ficar famosos ou ganhar dinheiro. Lutas como estas me fazem lembrar de cenários como o Coliseu. O lugar mudou, mas o espetáculo continua o mesmo e mais modernizado.

Outro ponto é a pesca ou caça esportiva. Compreendo os que gostam, mas não concordo. Explico-me melhor: qual a razão para atirar em animais indefesos ou pescá-los com anzóis (portanto ferindo-os) e depois lhes devolver para a natureza machucados ou ainda em pior estado? O motivo disso? Diversão, claro! Entende-se quem faça isso como ganha-pão para que outros possam se alimentar. Normalmente quem procura isto são os mais ricos. De qualquer forma, ricos ou não, fazem isso para desestressarem do dia-a-dia, se livrar das tensões e se divertirem. Para isso, infezmente os pobres animais que não têm nada a ver pagam o pato (literalmente e sem trocadilhos). Falta um pouco de bom-senso, respeito e amor próprio, eu diria.

Por fim, o tiro ao alvo. Isso, se não me engano, é uma modalidade olímpica, mas porque não ficar apenas com o velho conhecido arco e flecha? Acho que a manipulação da arma traz maior segurança e maior imposição, já que esta é uma das maiores (e mais letais) formas de "se defender" criadas pelo homem. Tudo bem que queiram usar, mas se esquecem que, com isto, fazem apologia ao uso de armas de fogo. Isso é grave. E perigoso. Como competir pelo o desarmamento desta forma? Quem mais perde é quem tem uma arma em casa, pois antes de se defenderem, tornam-se vítimas de sua própria ignorância. Enquanto existirem armas, que seja para uso exclusivos de provas como estas, elas existirão para nos ameaçar.

Além disso tudo, claro que entram aí também o uso de drogas, dinheiro e outras coisas que isso possa trazer. O importante é vencer, não competir. Por isso muitos atletas se metem com esteróides e drogas diversas e precisam do dopping.
A próxima questão a ser publicada a aqui(e imagino que seja a última nesta abordagem sobre esportes) será sobre o maravilhoso futebol.

Au revoir.

sábado, 13 de agosto de 2011

Esportes 1

Esse é muito conhecido, pouco debatido e com pouca importância e relevância para a maioria das pessoas. Novamente não estou criticando ou julgando, pois é uma coisa que todos conhecem e sabe como é, isto é, estou apenas exemplificando.

De fato, os esportes promovem a saúde, deixam as pessoas "longe das drogas" e só trazem benefícios, mas não é bem isso que ando vendo por aí... Sim, o esporte promove a saúde, porém nos esquecemos que todos os esportistas profissionais se lesam, em algum momento da vida devido ao escesso de uso do corpo. Além disso, entra em questão a competitividade (que está presente na maioria deles), distanciando as pessoas do objetivo que os esportes tinham ao serem criados: integrar os grupos sociais, promover saúde e promover um bom relacionamento entre as pessoas. As pessoas competem para vencer, apenas isso, o que faz com que muitos usem de métodos pouco recomendáveis para tal (como usar drogas ou sabotear colegas). Tirando claro que podem ganhar fama e dinheiro. E onde foi parar "o importante é competir"?

Eis outro ponto que me faz desgostar do que o esporte realmente poderia fazer: dinheiro. Vamos pegar o futebol como exemplo. Por mês, um jogador pouco conhecido deve receber em torno de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) - tirei isso da minha cabeça - e pra fazer o que? Ficar "confinado" em algum canto com outros na mesma situação para apenas correr atrás de uma bola de uma lado para outro, se lesionando ou causando lesão em outros. Simples assim. Para mim a definição de futebol poderia ser essa. O pior é que "grandes" jogadores recebem milhões POR MÊS para fazer vcs sabem o que (quero dizer: nada). Não acho justo que jogadores, técnicos ou seja lá quem for recebam tudo isso enquanto pessoas trabalhadoras recebam tão pouco, como no caso da Educação e da Saúde (onde me incluo) - que ao meu ver são muito mais importante e dão muito mais retorno. Em outro momento, gostaria de falar penas do "maravilhoso" futebol que muitos ovacionam (na verdade, acho que ele foi o motivo principal para eu fazer essa publicação).

Muitos gastam o que têm (e as vezes o que não têm) para verem seus ídolos nos estádios, quadras e afins. Até viagam para ver um "jogão", em vez de gastar o dinheiro para melhorar suas casas, fazer investimentos (como poupança), ter lazer com a família, mais comida em casa ou diminuir/quitar as dívidas. Para o jogo, camisas de seleção e outros materiais com o timão tem dinheiro, para o dia-a-dia não. Engraçado... Sem contar que as pessoas são quase obrigadas a terem um "time do coração". Para que? Ou porque? Isso sem contar com esportes tão desnecessários ou de pouco bom-gosto que não sei como ainda existem ou porque têm adeptos.

Por falar em ídolos... Vamos falar um pouco dos exemplos que eles nos passam. Podemos começar falando que, desde pequenos, muitos querem seguir os esportes porque, apesar de ser um trabalho "duro e difícil", ganha-se muito (para não fazer "nada"), não precisam estudar e também porque vão ficar famosos. E quem é que se importa em dar bom exemplo? Eles têm que ser apenas eles mesmos, nada mais, só querem um pouco de privacidade. Aí podemos ver envolvimento com drogas, tráfico, compra de mansões (também casas de praia, no estrangeiro etc), traições, orgias, violência, racismo e outros preconceitos (como de sexo e religioso, por exemplo), jogadores com envolvimento com travestis ou milícias criminosas. E por aí vai... Mas quem se importa? "Tão pagaaaando!" Bons exemplos? Claro que temos excessões (graças a Deus), pena que são tão poucos os que se inserem em trabalhos sociais. E pra finalizar: com tantas pessoas tão novas com lesões, eles acabam se aposentando cedo demais... E continuam ganhando muito bem, obrigado (isso quando não dão um jeito de continuar no mesmo ramo, como jogador de futebol que vira técnico)! Que beleza!

Apesar dos pesares, ainda há esperança! Assim como se apresenta, faz parte da condição atual da humanidade. A energia dispensada para tal está afinizada com a ressonância que se encontra neste mundo, neste período. No futuro começará a se transmormar (muito embora não se tenha percebido uma diferença tão significativa). Não teremos pessoas ganhando tanto e nem tanta competitividade para mostrar quem é o mais forte. O esporte se igualará às artes, como forma de integração cultural e individual, como também poderá gerar maior igualdade social. Não terá essa importância que tem hoje. Terá sua relevância manifestada em sua verdadeira essência.

Au revoir.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Madre Teresa


Já que estamos falando sobre religião...
Uma das emissárias da luz mais recentes que tivemos a oportunidade de conhecer e uma dos mais notáveis avatares que já fomos presenteados. Agnes Gonxha Bojaxhiu, mais conhecida como Madre Teresa de Calcutá, nos trouxe diversos presentes e um dos exemplos mais excepcionais conhecido entre os homens. Acho que é notável minha admiração por esta personalidade e que infelizmente não tive a oportunidade de conhecê-la (em especial pela questão do tempo, já que, quando ela morreu eu tinha 11 anos e sequer imaginava ou era metade do que sou hoje). E esta é apenas a primeira publicação que farei sobre ela. Segue abaixo um belíssimo texto que ela escreveu.
Muitos são os livros sobre ela. Teresa dos pobres e sofridos, a santa da escuridão (como dizia), trouxe a nós, num livro classificado como Espírita (mas que eu, pessoalmente, não reconheço como tal por ser apenas uma Cristã nos dando lições para o bemviver e por não ter conteúdo espírita), este texto como base para reflexões sobre cada uma destas frases. No livro chamado A Força Eterna do Amor (que considero o melhor e mais belo livro que já li na vida), escrito por ela (em espírito) e repassado ao plano material pelas mãos de Robson Pinheiro, Agnes nos deixa desconcertados diante de nossa pequenez e ignorância (ainda mais quando se trata de alma tão bondosa e imensamente humilde como ela). Cada parágrafo do livro é um soco (gentilmente) dado em nossa face e que demora dias para se fazer a digestão (de tamanha beleza e vergonha por não estarmos fazendo nosso trabalho direito na Terra). E por falar em Espiritismo, aos que se interessam (ou acreditam), Teresa de Calcutá foi antes Maria Madalena, discípula amada do Mestre e possuidora de uma história de vida tão maravilhosa e fantástica (mas que poucos conhecem) quanto Saulo (vulgo Paulo de Tarso, o apóstolo).
Qualquer dia conto sua história aqui, bem como escreverei outras passagens de textos dela (que estão contidas neste mesmo livro). Por hora, fiquem com a magnitude voluptuosa do tal texto escrito por ela e utilizado como base para o livro descrito acima.


"O dia mais belo: hoje.
A coisa mais fácil: errar.
O maior obstáculo: o medo.
O maior erro: o abandono.
A raiz de todos os males: o egoísmo.
A distração mais bela: o trabalho.
A pior derrota: o desânimo.
Os melhores professores: as crianças.
A primeira necessidade: comunicar-se.
O que traz felicidade: ser útil aos demais.
O pior defeito: o mau humor.
A pessoa mais perigosa: a mentirosa.
O pior sentimento: o rancor.
O presente mais belo: o perdão.
o mais imprescindível: o lar.
A rota mais rápida: o caminho certo.
A sensação mais agradável: a paz interior.
A maior proteção efetiva: o sorriso.
O maior remédio: o otimismo.
A maior satisfação: o dever cumprido.
A força mais potente do mundo: a fé.
As pessoas mais necessárias: os pais.
A mais bela de todas as coisas: o amor."



Além de livros, também há um filme feito em 2003, se não me engano, sobre a vida e a obra de Agnes. Dentre os muitos legados deixado por ela, o principal é a congregação das Missionárias da Caridade. Eu já vi o filme e achei espetacular! Sempre dá vontade de revê-lo. Não sou a favor de filmes piratas ou baixar filmes, mas como este tipo de material não se encontra por aí eu baixei e assisti. Aos que se interessarem, deem uma olhada nesta página da internet. Se não conseguirem baixar por lá procurem no Google que possivelmente encontrarão.

*Só para constar: estou lendo atualmente outro livro sobre ela, mas desta vez é a biografia.

Au revoir

sábado, 9 de julho de 2011

Vídeos

Trago aqui alguns dos vídeos que encontro por aí. Cada um com sua particularidade, beleza e ensinamento. Seguem abaixo, separados pelas classificações que julgo necessária.

Infantis:
http://www.youtube.com/watch?v=tniSz2FB-Kc
http://www.youtube.com/watch?v=VYDM3MIzEHo
http://www.youtube.com/watch?v=hPYf951wQ1M
http://www.youtube.com/watch?v=3FRiwnhGqUs
http://www.youtube.com/watch?v=wiMn2x8Q5UM
http://www.youtube.com/watch?v=bvHb0tiEz68
http://www.youtube.com/watch?v=b4wveY2-lCo
http://www.youtube.com/watch?v=X7WuBdYJGyo
http://www.youtube.com/watch?v=5gKpIre9WnM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=5BGu_24WR8I

Inteligentes:
http://www.youtube.com/watch?v=3VME8cVSmoA
http://www.youtube.com/watch?v=Rjv0TsiV3ek&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ozYUT-Sd6Tk
http://www.youtube.com/watch?v=lvP7wKT3Ckg

Reflexivos:
http://www.youtube.com/watch?v=IKqrM-d0UCU
http://www.youtube.com/watch?v=Vf94Jz5wm3k
http://www.youtube.com/watch?v=BIr0vRbxsv8
http://www.youtube.com/watch?v=LQFED1tH0do
http://www.youtube.com/watch?v=C3b5k6uu-vE
http://www.youtube.com/watch?v=vnFO4JHZF-Q

Exemplares:

http://www.youtube.com/watch?v=OPTbBX0VfsQ&feature=fvsr
http://www.youtube.com/watch?v=5ZP_w27k8tY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=gZdJqhYVEHc
http://www.youtube.com/watch?v=Gecc5w1bCnY
http://www.youtube.com/watch?v=pfs2d1Nh4bM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=1l6dow96AU4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=YeQ3GBsMcBM
http://www.youtube.com/watch?v=dvBD_Ejd9QA
http://www.youtube.com/watch?v=BCPrNg1SO_g


Espero que gostem.
Au revoir

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Mito da Caverna e a condição humana


“Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser deles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
Voltando à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá sérios riscos - desde o simplesmente ser ignorado até ser agarrado e morto por eles, que o tomaram por louco e inventor de mentiras.”

Pode-se ver nesta alegoria a perfeita relação do homem com o mundo em sua condição de criatura de Deus. Esta é a representação fiel do caminho que todos nós percorremos, sem exceção, da ignorância à divindade. Ignorância no sentido de falta de conhecimento e divindade porque é o nosso objetivo final (independente do que é pregado por outras religiões). Sei que já estive preso na caverna, já me libertei das correntes, subi no muro e estou em contato com a saída da caverna, as primeiras pessoas, os primeiros raios de sol e a verdadeira Vida. E é por já ter “olhos para ver e ouvidos para ouvir” que posso vislumbrar a grande estrada que ainda tenho a percorrer e as pessoas que também se encontram neste caminho, cada qual ao seu ritmo, ao seu passo, seja em que estágio estiver. Eis o caminho que todos nós passamos (ou ainda vamos passar), pois no caminho pela ascenção não há volta. Disso a maioria de nós sabe, mas falar assim é ser simplista e tenho como esmiuçar mais o assunto.
Muito se fala sobre o caminho da auto-iluminação, mas pouco se faz por ela e porque? Porque é difícil admitirmos que somos imperfeitos e que temos nossas dificuldades e também porque, depois de passarmos pela fase mais difícil (a da aceitação de nossos vícios), vem a fase de trabalhar duramente para eliminá-las e exercitar as virtudes. Precisamos, ainda, que avatares ou santos venham nos mostrar o caminho, achando que podem fazer isso por nós. Mas não podem. Ninguém pode. Se tivermos que passar por alguma coisa para aprender, somos nós mesmo que temos que percorrer este caminho, não outro. Ninguém pode passar pela dificuldade que é nossa. As tarefas são intransferíveis. Isso vale para as mães e pais, por exemplo, que, se pudessem, ficariam doentes ou passariam pelas dores do filho (a) para que não precisassem passar por isso.

A versão brazuca por Maurício de Sousa



Também em sua versão moderna...




E o que o desenho Avatar - publicado por mim anteriormente - tem a ver com isso? A palavra vem do sânscrito (avatara), que significa descido (do Céu à Terra). Portanto, os avatares são as pontes (materiais) mais próximas que nós temos entre o mundo material e o “mundo espiritual”. São pessoas que acumularam muita sabedoria e sabem utilizar isso em favor do próximo (no caso, dos próximos, sempre). Conseguem aliar o conhecimento adquirido com a maior lei existente: a Lei de Amor. E o Avatar do desenho é justamente assim. Ele é o encarregado de manter o equilíbrio e a paz no mundo e, justamente por ter maior conhecimento e amor dentro de si, é que tem esse papel (o que parece ser mais difícil). E quais são os avatares que conhecemos? Podemos citar Mahatma Gandhi, Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá, Jesus (o maior que conhecemos), Sidarta Gautama Buddha (o Buda), Francisco de Assis (o santo), Sócrates (e até o próprio Platão), dentre tantos outros. É isso o que se pode entender com "um grande poder traz grande responsabilidade". Quanto maior o conhecimento que tivermos, maior é nossa responsabilidade e capacidade para nos ajudar a crescer através da ajuda ao próximo, direcionando-os e direcionando-nos pelos bons caminhos.
Pra finalizar, gostaria que soubessem que, na parábola de Platão, o homem que se solta das correntes e escala o muro é a representação do filósofo (que se liberta por meio da filosofia) e o homem que retorna para avisar aos companheiros é a representação do político. Uai, peraí, político? Sim, político. Segundo Platão, o político (também filósofo) é o único que teria conhecimento o bastante para guiar as pessoas pelo caminho correto e fazer o que, individualmente, não se teria condições (e não seria esse, essencialmente, o papel dos políticos?). Isso chegou hoje ao meu conhecimento através de um ex-paciente, amigo e xará muito estudioso da filosofia. Agradeço por isto.


Portanto, o caminho da auto-iluminação é nosso destino, não importa a estrada que tomamos. A tarefa é difícil, mas teremos a bagagem necessária para tal e, claro, teremos o amparo irrefutável do Pai, seja como e no momento que for. Preparem-se, pois seremos os próximos avatares! E repito o que eu disse no início: Sei que já estive preso na caverna, já me libertei das correntes, subi no muro e estou em contato com a saída da caverna, as primeiras pessoas, os primeiros raios de sol e a verdadeira Vida. E é por já ter “olhos para ver e ouvidos para ouvir” que posso vislumbrar a grande estrada que ainda tenho a percorrer e as pessoas que também se encontram neste caminho, cada qual ao seu ritmo, ao seu passo, seja em que estágio estiver. Eis o caminho que todos nós passamos (ou ainda vamos passar), pois no caminho pela ascenção não há volta.

Au revoir.

sábado, 18 de junho de 2011

Exemplos

Vou falar um pouco sobre o exemplo, para que serve e o que ele pode acarretar.
Porque escolhi esse tema desta vez? Não sei ao certo, sei que há dias sinto necessidade de escrever sobre ele (o que já queria ter feito). Este é um assunto que merece muita atenção, haja visto o grande poder que carrega com ele. Obviamente que ele se correlaciona com outras coisas já discutidas aqui anteriormente que serão citadas no decorrer deste texto.
Porque o exemplo exerce tanto poder é pode ser tão perigoso? Porque é através dele que fazemos uma das coisas mais bonitas que existem: ensinar. Claro que podemos aprender de muitas formas: podemos aprender observando/vendo/ouvindo, podemos aprender através da ação de outras pessoas (o tal do exemplo que estamos discutindo) e podemos aprender passando por determinada situação. Cada uma delas requer uma certa quantidade de "conhecimento". A que requer mais sabedoria é a aprendizagem através da observação, pois a pessoa não precisa passar por tal cituação ou dificuldade para aprender; apenas observa o que acontece com as pessoas e como elas agem, aprendendo o que é melhor ou não fazer (por exemplo: vê que não é bom, então ela não bebe). Por isso se diz, especialmente no meio Espírita, que uns aprendem pelo amor e outros aprendem pela dor (infelizmente estes são a grande maioria e por isso a necessidade de passarmos por determinadas situações: para aprender e nos educarmos). Mas vamos focar no exemplo.
Quem exerce o poder do exemplo sobre nós? Bom, isso varia de pessoa pra pessoa. Geralmente nos espelhamos em pessoas próximas, pessoas famosas ou ídolos (pode ser famoso ou não). E porque pode ser tão "perigoso" assim? Pois nos tornamos responsáveis não apenas por nós através das escolhas que nós fazemos. Também nos tornamos responsáveis por 1 ou mais pessoas, podendo chegar a milhões. Já vimos isso anteriormente quando escrevi sobre Liberdade e Libertinagem, sobre Política (que está separada em 3 partes), sobre se o Fim Justificam os Meios e sobre o Trabalho.
Uai, trabalho? Sim, porque é através do trabalho que nos esforçamos para vencer nossas dificuldades. Conquistamos as coisas por esforço próprio, nada vem de graça e isso tem tudo a ver com liberdade. Porque? Porque Deus nos dotou do livre-arbítrio para que façamos nossas escolhas e sejamos responsáveis pelo que dela advir. Ou seja, se fizermos boas escolhas e trabalharmos para que elas aconteçam, significa que recebemos por mérito próprio a colheita que nos é merecida.
Ok, ok, mas porque mais devemos tormar cuidado? Porque somos irmãos ou primos mais velhos, sobrinhos ou afilhados, padrinho/madrinhas, porque poderemos nos destacar de alguma forma (seja na comunidade, no trabalho ou na mídia) e, principalmente, porque podemos ser pais (se já não o somos). Isto é, de todas as formas de ser exemplo, as que considero mais difíceis são a de mídia e a de paternidade/maternidade. E porque? Simples: porque ou arrastamos multidões para o bom ou mal caminho (como é o caso dos políticos com as escolhas que eles fazem por milhões de pessoas e o caso dos famosos) e porque a paternidade/maternidade é um dos bens mais preciosos e sagrados que existem. Claro que cada pessoa escolhe o que fazer da vida, mas os pais tem papel fundamental e crucial nessas escolhas, no caráter e na forma como a criança vê o mundo. Uma das funções primordiais da paternidade/maternidade é ensinar. Quantas não são as crianças que são "estragadas" por causa dos pais e dos exemplos que eles dão no que diz respeito, por exemplo, a mentira, generosidade, honestidade, humildade, rancor, ansiedade, desrespeito, entre muitas outras coisas.
Esse poder também capacita o ídolos e os famosos. Por ídolos podemos entender qualquer pessoa (mesmo famosa) que exerce um grande fascínio em nós e que, portanto, têm grande influência em nossas escolhas. Pode ser um professor, um primo, um vizinho, alguém do trabalho, alguém que não exista na vida real (um desenho, por exemplo) ou, claro, um famoso. Abaixo coloco apenas algumas fotos de famosos (sem jultamentos de minha parte, para mais ou para menos) para que pensem sobre qual o tipo de influência eles têm sobre nós e sobre as pessoas no geral (quero dizer na sociedade):


Amy Winehouse

Madonna e Lady Gaga

Madre Teresa de Calcutá



Gandhi e Jesus






Obviamente que existem milhares e milhares de pessoas que podemos pegar como exemplos, tais como Rihanna, Dalai Lama, Buddha, políticos no geral ou algum em específico, Francisco de Assis, Maria Madalena, Hitler, Che Quevara, Fidel Castro, Osama Bin Laden, jogadores de futebol, shakira, Barack Obama, Ricky Martin, Chico Xavier, o Papa, Carla Bruni, Silvester Stalone, participantes de realitys shows etc etc etc.
Além destes, temos outros inúmeros exemplos no anonimato: a garotinha de Brasília que colocou cartaz na cidade para devolver R$ 50 que encontrou na rua, crianças ou animais que nasceram com algum tipo de deficiência, trabalhadores dos bastidores da televisão, pessoas que se superam (os verdadeiros Super-Homens e Mulheres Maravilhas), aquela vizinha ou pessoa que ajuda na igreja e preferem não se exporem. Um dos grandes exemplo que vejo (e claro, emocionam as pessoas) são as pessoas que se superam e se reinventam todos os dias pelo mundo a fora, para que possam sobreviver em meio à miséria, à fome, à pobreza, ao desemprego etc. Para finalizar, ainda posso citar 2 ótimos filmes -como não poderia deixar de ser - (inclusive já falei sobre um deles na postagem sobre Diversidade de Assuntos): Flor do Deserto e Um Sonho Possível. Flor do Deserto mostra a história real de uma modelo somaliana que luta pela não mutilação das mulheres de seu país. Já Um Sonho Possível trata da história, também real, de uma senhora branca dos Estados Unidos que, inicialmente indiretamente, adota um rapaz negro e "burro" que ninguém acreditava nele.

Flor do Deserto





Um Sonho Possível








Enfim, esta postagem é apenas para pensarmos nas escolhas que fazemos quando, por exemplo, pedimos para alguém mentir que não estamos em casa para não atender o telefone ou que tipo de inspiração causamos em outras pessoas com nossas atitudes (das mais simples e cotidianas às mais significativas e "grandes"). Conclusão: não pode haver falso moralismo. "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço"? Acho que não é por aí. Nossas palavras e ações devem ser condizentes e coerentes com nossos pensamentos e a ideologia que pregamos. O que estamos tomando como exemplo e que tipo de exemplo passamos para as outras pessoas? Só podemos ensinar o que já tivermos aprendido!

Au revoir

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Religião 1


Não irei colocar reflexões pessoais desta vez. Para começar a falar sobre religião transcreverei abaixo uma matéria da revista Carta Capital onde o pastor Ricardo Gondim discute sobre diversas coisas sobre a alcunha religiosa "evangélica" (coloquei entre aspas porque o nome verdadeiro é protestante, advinda do Protestantismo). Vagando pela internet esta semana, descobri esse texto deveras interessante, que é de muita sensatez e humanidade. Segue abaixo a matéria da revista, com bastante repercurssão pela rede:

BRASIL EVANGÉLICO??
Por Gerson Freitas Jr para a Revista Carta Capital


“Deus nos livre de um Brasil evangélico.” Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir.

CartaCapital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
Ricardo Gondim: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.

CC: Como o senhor define esse perfil?
RG: Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhe assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.

CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?
RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.

CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
RG: O movimento brasileiro é filho direto do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way oflife de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui leem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portas de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?

CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
RG: Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, então a minha mensagem está fragilizada.

CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
RG: Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez maior dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.

CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
RG: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossensuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.

CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
RG: Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.

CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

Au revoir.