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sexta-feira, 15 de março de 2013

Pausa: A carta de Wagner...

Ainda em pausa sobre o assunto sexo, venho trazer a carta aberta, divulgada no globo.com, que o ator Wagner Moura escreveu em resposta a um episódio não tão feliz protagonizado pelo programa Pânico na TV, ocorrido em 2008. Tirem suas próprias conclusões, mas eu estou de acordo. Seguem abaixo o vídeo exibido no programa e, em seguida, a carta publicada pelo ator e "relançada" agora.




“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.
No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”


Namastê. Au revoir.

domingo, 6 de maio de 2012

Vegetarianismo - 2

Bem, como parece que ficaram pendentes questões relacionadas a este assunto e que gostaria de ter abordado, mas não tive tempo suficiente (ou que me esqueci mesmo), resolvi explorá-lo um pouco mais incitados por um dos comentários sobre o tema que utilizei como base. De certa forma é como se repetisse o que já tinha dito, mas ainda tem-se o que pensar. E se pensarem em outro ponto de vista, tiverem outras informações ou outra abordagem/exemplo relacinado ao tema que não encontraram aqui, favor compartilhar.

Este é o tipo de assunto que, como já havia dito, causa muitas discórdias porque cada um quer colocar (impor) seu ponto de vista, sua opinião e julgando os demais de ideias contrárias, agredindo e criticando, tomando aquilo como verdade absoluta e iniciando sempre uma disputa boba. Acredito que o texto escrito por mim anteriormente tenha se tornado interessante por ser informativo. Reafirmo o mesmo de antes: eu trouxe informações para que cada um forme sua opinião, embora eu já tenha a minha própria. Afinal, a questão vai além do que vc coloca no prato.

Como escrevi da outra vez, o impacto ambiental vai além de fazendas de criação, áreas verdes transformadas em pastos e abatedouros: também nos diz sobre os direitos dos animais e sobre consumismo. São problemas econômicos, sociais, ambientais e nutricionais. Porque? Quantos não são as aves que morrem para enfeitar o carnaval brasileiro, quantas pessoas ricas não se vestem com casacos de pele e usam bolsas e sapatos de couro de avestruz, jacaré ou bovinos e quantos são os animais que acabam em vidros e potes de cosméticos? Ou por exemplo se ao invés de comer carne uma pessoa aumenta a quantidade de sódio, carboidratos, gorduras, produtos industrializados, condimentados e conservas diversas. Da mesma forma que não adianta nada a humanidade se tornar vegetariana se não fizer a rotatividade correta das áreas de cultivo para nutrição e regeneração do solo ou utilizar muitos agrotóxicos para eliminar as doenças e pragas que atacam as plantações, prejudicando assim o meio ambiente, a saúde humana e animais de toda sorte que têm ligação direta com isto (como minhocas, pássaros, abelhas etc).

Em tempos distantes era necessário, e aceitável portanto, que o homem matasse para ter o que comer no que diz respeito aos valores nutricionais, quantidades de nutrientes necessários e na quantidade de fontes de alimentos disponíveis ao nosso dispor. Passado o tempo, o homem aprendeu a cultivar lavouras e aperfeiçoá-las, além do que também aprendemos a conservá-los mais para que pudéssemos trocar verduras, legumes e frutas das mais diversas com o mundo todo. Graças a isso temos a possibilidade de comer uma fruta japonesa aqui no Brasil e, portanto, não temos "necessidade" de comer carne para nos nutrirmos de forma adequada. Eliminamos, assim, a necessidade de caça e a pesca, ou pelo menos de diminuí-la. Mesmo que o planeta passasse a ser vegetariano teríamos outros problemas para resolver, pois continuaríamos com problemas de distribuição de renda e miserabilidade, sem contar que países realmente pobres como a África come-se o que tem para comer, sem direito a escolha. Portanto, para que isso possa se tornar realidade (o que ocorrerá daqui há, digamos, 100 anos), faz-se necessário a conscientização do ser humano, uma reforma de bases e educação (não só educação-educação, mas também a educação alimentar).

Para finalizar, vou falar novamente sobre a famosa cozinha vegetariana. Não é difícil fazer comida sem carne, mas a imaginação não nos permite ir muito longe, simplesmente porque para o cérebro da maioria das pessoas, se não tiver carne no cardápio, não tem refeição. As pessoas dizem "É, se não tiver carne na mesa parece que eu não comi" ou então "Se não tiver carne no meu prato eu não como/ não consigo comer". Sem contar os exageros, como havia dito na outra publicação: não basta fazer só macarrão com molho bolonhesa, tem que fazer também fricassê de frango e carne de sol frita. Ou então arroz com linguiça de frango, carne seca, calabresa e pedaços de carne de porco. E eu me pergunto para quê tudo isso. A digestão fica muito mais fácil se ajudamos nosso organismo com a alimentação mais leve. É um transtorno para alguém largar a picanha e trocar, um  dia que seja, por arroz, feijão e salada (quisá um ovo cozido). Mas é simples assim. A comida continua gostosa, pode ser bem variada (várias possibilidades de receitas) e é fácil/prática de se fazer, basta que tenhamos disponibilidade para aprender e vontade para fazer. Não precisa desesperar e ficar inventando moda; as pessoas ficam alarmadas. Conhecemos tantas receitas com palmito, tomate, milho, cenoura, queijo, grãos no geral (soja, grão-de-bico, tremoço, aveia etc) e outros vegetais e ficamos tão afixionados com a falta da carne que não conseguimos pensar em mais nada (é como se a criatividade e as receitas que conhecemos durante a vida fugisse, sumisse da nossa mente). Agimos como se o prato principal ou a mesa inteira como um todo girasse em torno da carne. Observem: tudo o que fazemos leva presunto, bacon, linguiça, peito de peru ou frango, entre outros. Assim realmente, se tirarmos pratos com carne parece que não temos mais nada o que comer e a mesa fica vazia e sem-graça. É tão mais simples tirarmos o presunto de algumas receitas ou coisas do tipo, e no caso de algumas receitas podemos também trocar de ingrediente. Mas as pessoas não param pra perceber isso (ou seja, não são conscientes disto), muito menos refletir.

Vou ilustrar com um fato ocorrido comigo esta semana. Fui ao aniversário do meu tio e minha tia disse que tinha feito caldo de ervilha, mas... Tinha bacon e calabresa no caldo (não era de ervilha?). No restaurante tinha bolinho de legumes, mas... tinha presunto no meio (não era pra ser somente de legumes?). Ou no caso  da beringela com pimentões, mas... tinha salsicha no meio (não era pra ser beringela e pimentões?). Acho isso muito irônico e controverso, chegando a ser engradaçado. Não era pra ser só ervilha e só legumes, no caso acima? Depois, fazer comida "vegetariana" é que é difícil... (né Tati? ;] ) As pessoas colocam carne em tudo e depois não sabem como podem fazer uma comida que não tenha carne... Com isso, estou apenas dando exemplos. Isto não é, portanto, criticar ou julgar, falar o que é ou não para ser feito. Só acho que isso seja uma coisa controversa. Qual é a necessidade de se colocar qualquer tipo de carne numa receita que era pra ser sem carne? Aí alguém pode falar: "Mas essa comida orgânica e cheia de frescura é cara demais". Tudo bem, mas lembre-se que tudo na vida é investimento. Quando se é jovem tem-se dificuldade em pensar no futuro e quando ele chega e o resultado não nos agrada ficamos chateados por não termos feito esta ou aquela coisa. Comer carne, no caso, se equivale a passar o protetor solar: pode ser caro e trabalhoso agora, mas os resultados chegarão a longo prazo e serão espetaculares.

Bem, tenho a sensação que falta dizer mais alguma coisa (ou mais algumas coisas), mas não me lembro no momento. Além do que o tempo é curto e o texto ficaria longo demais novamente (e as pessoas com preguiça de ler). Era isso: trago elementos a favor e contra, para que possamos refletir sobre a forma de melhorar nossa vida. Ninguém é obrigado a nada, mas as opções estão aí para serem escolhidas. E bem escolhidas. As consequências só virão depois. Este é um trabalho árduo, difícil e individual, pois é preciso que a consciência dos homens estejam expandidas (isto é, conscientes de seus atos e que estes estejam de acordo com seus pensamentos e com o que falam). Por ser individual é complicado que ocorra com todos "ao mesmo tempo", pois cada um anda de acordo com sua vontade, com seu ritmo, ao seu tempo e passo-a-passo, sem pular etapas (como se isso fosse possível). Além disso, temos que seguir os ciclos da vida e nosso próprio ciclo. É necessário dançar com a vida: deixar que ela te leve, mas manter a base sólida e raízes profundas para não se perder (perder o foco, a coragem, a vontade, a força e a meta a ser alcançada). Caminhemos com a vida, mas ela sempre corre para frente, sem nunca retroceder. E cada um ao seu tempo. Como dito em  uma frase de autor desconhecido que gosto: "Escolher é sacrificar. Que importa sacrificar algo grande em troca de algo ainda maior?"

Namastê. Au revoir.

domingo, 22 de abril de 2012

Vegetarianismo - 1

Aproveitei a deixa para escrever sobre o assunto depois que saiu uma reportagem essa semana que acabou sobre um grupo de 3 pessoas que assassinavam mulheres e utilizavam a carne das vítimas para fazer salgados para vender. Isto é, "obrigavam" as pessoas a fazer uma espécie de canibalismo. Nem estava sabendo do assunto até um de meus pacientes de informar sobre o que ocorria na mídia. E, pelo menos para mim, isso serviu para reflexão mais uma vez. E porque não trazer isso para as outras pessoas também?

Vamos começar pelo motivo pelo qual me tornei vegetariano. Nunca fui muito chegado em carne, mas menino não tem muito querer (não é mesmo?). Além do que, não é apenas tirar a carne do cardápio, é necessário substituí-la, cooisa que não podia financeiramente antes. Então para começar, me sentia mal comendo carne e também não gostava. Há uns anos tive oportunidade e condições financeiras para manter minha condição de não comedor de carne, coisa que já tinha planejado há uns 10 anos atrás mas só agora pude concretizar. Também tem aquela questão, que muitos criticam, de ter dó dos bichinhos. Mas na hora de explicar fico só com a primeira parte que dá menos trabalho (fazer o que se as pessoas não entendem e tentam de toda forma te dissuadir do que vc escolheu?). Verdade seja dita (completamente): ainda como peixes e frutos do mar com uma média de 1 vez por semana, mas há os vegans que comem exclusivamente vegetais, não ingerindo nenhum derivado de animal (como leite, ovos, manteiga, iogurte, queijo, mel etc).


Bem, a carne, ao contrário do que muito imaginam, não é um alimento necessário nem importante para nós seres humanos. Para os aminais (como o leão, por exemplo) é necessário pois ele só tem instinto, ao contrário de nós que herdamos uma pequena parcela desta e temos a inteligência (com raciocínio, pensamento etc) ao nosso favor. Não precisamos mais caçar para sobrevivermos: aprendemos a cultivar os mais diversos tipos de plantas ao redor do mundo. Então para que continuar com essa matança em nome de uma coisa que não representa muita coisa? Devemos lembrar que os animais também são nossos irmãos (digamos que mais novos). Nesse ponto me lembro, mais uma vez, de meu desenho preferido (Avatar) que num episódio, em que dialoga consigo mesmo, diz, sorrindo: Toda vida é sagrada. Sou até vegetariano. E está certo! O que é que nos faz pensar que somos melhores que outros animais? Só porque falamos, pensamos racionalmente e andamos sobre 2 patas? Toda vida é mesmo sagrada!

Daí partimos para outro ponto: o de agir em defesa da vida! Digo isso porque não paramos para pensar 1 segundo sequer sobre nossas atitudes e suas consequências. Preferimos agir no nosso comodismo e deixar as coisas estagnadas para manutensão dos nossos vícios. Porque matamos para comer bois, vacas, porcos, galinhas, antas, jacarés, tatus, ovelhas/cordeiros e peixes (e em outros países ainda cachorros, tartarugas, macacos, insetos, cobras, entre outros) e não matamos pelo mesmo motivo papagaios, gatos, cachorros e peixes (considerados de estimação), sapos, camundongos, aves diversas, coelhos, lagartos etc? Para ilustrar tem um vídeo interessantíssimo chamado Pig Me que conheci outro dia, juntamente com uma reflexão deveras interessante também em um blog de notícias de quadrinhos e cinema, chamado Melhores do Mundo, que acompanho de vez em quando. Nele, o próprio autor da publicação diz que "come carne para cacete" e que não vê graça em curtir com a cara ou chamar vegetarianos de malucos, declarando serem "pessoas mais fortes e mais sensatas que eu", que a escolha dos vegetarianos "traz mais benefícios pra mim do que a minha opção faz bem a eles" e que não se orgulha de não ter tentado ser vegetariano. Mas dá a dica para quem quer ser vegetariano de meio período (quem come carne dia sim, dia não), incluindo um vídeo da esposa do Paul McCartney apoiando a causa do Peta. Outros famosos que são vegetarianos são Madonna e Richard Gere.

Com tudo o que foi dito, ainda pode ser discudito a questão do direito dos animais e do impacto no meio ambiente. O consumo de carne é uma indústria e indústria querem lucro, sem se importarem muito com qualidade. Fazem o possível para seduzir as pessoas a comerem mais carne, mas vamos pensar um pouquinho no que isso resulta. O aumento da quantidade de animais tem conexão direta com fazendas de criação e abate, que por sua vez necessita de grandes áreas de pasto, lagos para os peixes ou baias para os porcos ou galinhas. Faz-se o desmatamento para a criação desses pastos, repercurtindo diretamente na questão ambiental com enfraquecimento do solo, diminuição de áreas verdes, contribuição para o aquecimento global, desvio de recursos hídricos para irragação e assim por diante. Sem contar com os gastos de alimentação e hidratação dos animais para abate: Enquanto são necessários menos de 500 litros de água para se obter 1 kg de soja, gastam-se até 15 mil litros de água para produzir 1 kg de carne bovina. Agora vamos ver o lado dos animais: como vc se sentiria, sabendo que está sendo criado (e, algumas vezes maltratado) para morrer? Com os animais não é diferente, demonstrado pela ilustração de Pig Me. Eles sabem que vão morrer, que socam comida goela abaixo para engordarem, são obrigados a ficarem presos, remédios que são aplicados "sem necessidade" etc. Eles sofrem com isso! E a carga energética que trazem consigo, principalmente na hora do abate, é muito forte e prejudicial. E a carne demora 3 dias no nosso organismo para ser digerido. Além do que algumas pessoas (pelo menos a maioria que conheço) são tão exageradas que, não bastando fazer bife e galinhada, ainda faz carne de panela ou carne moída. Precisa realmente disso tudo pra uma refeição só?

Para finalizar, gostaria de falar sobre as discussões dos que são a favor e contra o vegetarianismo quanto á questão da saúde propriamente dita. Não há consenso, nem entre médicos, nutricionistas, profissionais de educação física etc. Então vai da consciência e do coração de cada um. Os que são contra defendem que necessitamos da proteína da carne e que mesmo com toda a reposição que se faça com grãos, verduras e legumes existe uma tal de vitamina B12 que está presente exclusivamente na carne e que nós necessitamos. Já me disseram que todas as vitaminas e proteínas podem ser substituídos por soja, grão-de-bico, ervilha, vegetais de folhas verde escuro, ovos etc e que essa tal vitamina B12 estaria presente no ovo e nas folhas verde escuro. E que é o que eu acredito. Ora, se realmente fosse necessária a carne para nossa sobrevivência os indianos já não existiriam mais há séculos. Alguns outros, tentando "atacar" ainda apontam para mim: "Ah, então vc deveria viver de luz como as plantas. Já que não come carne porque vem de seres vivos, as plantas (verduras e legumes) também são seres vivos". A resposta é simples: bem que eu tento e gostaria, mas não possuímos clorofila para transformar a luz em energia. Óbvio que sei que as plantas também são vivos, porém os animais estão mais próximos de nós. O que está em jogo aqui, porém, é que querem estar todos certos, tanto de um lado quanto de outro e cada um defendendo seus interesses com unhas e dentes. Enquanto isso, pelo menos a grande maioria das pesquisas são tendenciosas para o não-vegetarianismo, já que os carnívoros (imagem que ilustra o ataque dos carnívoros meio, digamos, fanáticos, que se sentem ameaçados) querem sustentar seu vício frente a esta "ameaça". É mais fácil e cômodo comer sem pensar nas consequências do que parar para pensar nos benefícios e ter força de vontade para ficar 1 dia sem carne. Inclusive, se formos parar mesmo para pensar somos como os urubus: comemos carne podre e seres em decomposição, a diferença é que as congelamos e colocamos temperos.

Acho que já falei demais. Não estou aqui para levantar bandeiras, dizer o que tem que ser feito ou o que não tem, muito menos querer obrigar as pessoas a seguirem isto ou aquilo, serem vegetarianas com todos esses argumentos que trouxe. Apenas quero mostrar o que existe de fato e, quem sabe, fazer as pessoas parar ao menos para pensar. Porque agir já é outra história... Acho os vegans (quem só come vegetais e não comem nem derivados de animais como ovos, queijo e mel) um tanto radicais, mas tenho consciência que chegarei lá. Não sei quando nem como nem onde, mas estarei lá algum dia. E não tenho pressa: cada coisa ao seu tempo. É óbvio que sei que o mundo não pode ser completamente vegetariano agora, por divesos motivos: a quantidade de pessoas no mundo que sequer têm o que comer (quanto mais poder escolher o que comer), a dificuldade em aceitar alguma coisa que não vá de encontro ao que queremos e as mudanças físicas, propriamente ditas, que isto acarretará. Por isso digo que podemos começar com 1 passo por vez, devagar. E este primeiro passo é pensar. Qualquer transformação ocorre aos poucos.

O fato é: além do maltrato aos animais, tornamos o mundo pior para nossos filhos e netos com tantos impactos ao ambiente para a criação dos bichos para consumo. Se fizermos algo para aumentar os dias e a qualidade do planeta onde vivemos, por menor que seja, já está valendo. Mas isso demanda tempo e, principalmente, força de vontade (o que falarei em outra oportunidade)! Podemos começar com as pequenas coisas. A comida vegetariana é fácil de fazer e muito gostosa, apesar de muitos imaginarem o contrário, basta que se tenha vontade de experimentar e fazer. São esteriótipos e preconceitos como estes que oportunidades são perdidas. Ressalto novamente a questão da comodidade e da força de vontade. E onde é que entra a questão do canibalismo nisso tudo citado no início do texto? Além do que matar é crime, consumir carne humana ou de qualquer outro animal também poderia ser crime, já que não somos melhores ou piores que qualquer outro animal. Se pensar em abatedouros humanos é horripilante, abatedouros de animais também deveria ser (ilustrada pela imagem bem a cima referente ao nazismo). Para os interessados, podem conhecer aqui uma revista para vegetarianos e aqui também podem conhecer como ser vegetariano por 1 dia.


Não sou o tipo de vegetariano chato, tanto para comer quanto para tentar fazer alguém mudar de ideia sobre qualquer coisa que seja. Acredito que atitudes e exemplos falam mais que palavras. Muita gente fica preocupada quando vou comer na casa delas "sem saber o que fazer pra me agradar". Eu como de tudo, exceto carne. Simples. As pessoas é que imaginam que só existe refeição se tiver carne no meio, sem contar que parece que só existe carne para comer em qualquer refeição que se faça. Acho engraçado.

Fica a dica: pare e pense. Não custa nada.
Aproveito ainda para falar que hoje é o Dia da Terra! \o/
Namastê. Au revoir.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Religião 5 - O desenvolvimento e a transformação

Dando continuidade ao assunto, gostaria de abordar aqui essas duas questões: religiosidade e espiritualidade. Na verdade acho que não tem muito o que falar, tendo em vista todas as coisas que já publiquei sobre o assunto (reveja aqui e aqui).

Religião existem várias ao redor do mundo e servem para dar início à grande jornada de encontro com Deus; já a espiritualidade é bem mais ampla, profunda e verdadeira (e que demora mais tempo para se perceber, compreender e aplicar). Religião são os primeiros passos pelo caminho do auto-conhecimento, onde o homem tem os primeiros contatos com o mundo espiritual, passando a representá-lo, percebê-lo e apresentá-lo a outros de sua espécie, construindo-o a seu bel-prazer e de forma a atender a seus interesses. Desta forma, podemos notar a forma como este contato foi se desenvolvendo e onde isso vai dar, ou seja, como a religião foi se transformando ao longo de anos a fio até chegar à espiritualidade.

Desde o início dos tempos o homem veio construindo seu contato com o plano superior, começando pela criação de um enorme panteão dos deuses como forma de explicar os fenômenos da natureza. Estamos falando então do politeísmo que se fez presente em variados povos e lugares, como nos índios americanos e na cultura grega, tanto animais quanto humanos. Esses deuses, apesar de considerados perfeitos, apresentavam várias facetas imperfeitas, isto é, poderiam ser classificados como "humanos super-poderosos" (pois apesar de tanto poder e responsabilidade, sentiam raiva, ódio, carinho, generosidade, humildade, curiosidade, ansiedade e até formavam famílias - inclusive com os próprios humanos como no caso do semi-deus Hércules). Pulando um pouco da história, chegamos ao monoteísmo, isto é, onde um único deus está no comando. Há ainda os ateus (que não acreditam em nenhuma força superior).

A religiosidade vêm sendo construída por homens e para os homens, mas no que isso vai dar? A resposta é espiritualidade. A transformação é lenta e gradativa, e não pode ser de forma diferente, pois cada um tem um ritmo para caminhar. Isto também está implicado a evolução das pessoas, digo, evolução espiritual. Isso já uma outra história e entra um pouco em outros assuntos (como reencarnação e Lei de Causa e Efeito), coisa que posso abordar posteriormente. O que nos interessa agora é que, à medida que se percorre o caminho da ascenção, a criatura vai transformando a religiosidade em espiritualidade. Como assim? Explico melhor.

Dentro de cada religião há suas características egoísticas (o que pode caracterizar-se como sectarismo religioso) de acordo com o que se interessa, isto é, seus rituais, indumentárias, linguagem e, principalmente, a ideia que se quer passar para as pessoas para que elas façam parte de sua religião em particular. À medida que se vai espiritualizando, a criatura começa a tomar posse do verdadeiro tesouro, acessando informações/conhecimentos para o bem coletivo, começando a despertar muito mais para o que realmente viemos. Desta forma, a espiritualidade pode ou não estar atrelada à religiosidade. Mas uma não tem necessariamente a ver com a outra. Onde podemos ver isto? Temos o exemplo de Madre Teresa, Sócrates, Buda, Joana d'Arc, Gandhi, Francisco de Assis e o próprio Jesus. Apesar de estarem inseridos em um contexto religioso, conseguiam perceber e fazer algo muito além/acima do que apenas seguirem os ritos e dogmas a que eram impostos.

Como se pode perceber, até mesmo quem menos se espera pode ser mais espiritualizado que nós mesmos ou quem nós consideramos que seja (como padres, pastores, o Papa, o mestre desta ou daquela religião). Como cada pessoa é uma (há pessoas e pessoas, de todos os tipos - boas e más, amarelas e negras, godas e magras etc - e em todos os lugares) e se encontra num nível evolutivo diferente (o que também se pode entender como consciência espiritual ou coisas dessa natureza), podemos encontrar ateus que são mais bondosos e caridosos que o próprio bispo, ou judeus com uma percepção maior que os espíritas, ou ainda hindus mais conscientes que mulçumanos, ou protestantes mais evoluídos (espiritualmente falando) que budistas. Para alguém menos consciente, a religião está acima de qualquer coisa, mas o tempo passa, as coisas mudam e as pessoas melhoram. Do mesmo jeito que o politeísmo convergiu no monoteísmo, a religiosidade se transformará e dará lugar à espiritualidade. Pessoas espiritualizadas existem em todos os lugares, mas são poucos. O que encontramos com maior frequência são pessoas religiosas.

É neste sentido que eu disse que anteriormente que o espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões. Entende-se com isso que dentre as atuais religiões, o espiritismo é a que se encontra com a maior parte da "grande verdade" desvendada, isto quer dizer que esta religião pode ser compreendida em facetas variadas, tanto do cunho religioso e moral, quanto filosófico e até mesmo do raciocínio e da lógica. Da mesma forma que o Catolicismo foi tomando espaço de religiões onde vários deuses eram cultuados (inclusive com animais misturados), o Espiritismo também se sobreporá às demais religiões, mas de forma branda, passífica e natural. Não quero dizer que o Espiritismo é o melhor, pois ela, assim como as demais religiões, irá acabar um dia. Nós não vamos parar por aí, pois temos que comer muito arroz e feijão ainda pra conseguir chegar na metade do que Jesus foi quando esteve aqui entre nós (cito ele porque é a personalidade com maior espiritualidade ou nível evolutivo que conhecemos). Como pode-se ver, a tendência da religião é ir sumindo gradativamente, pois não precisaremos mais dela.

Para finalizar, reafirmo o que eu tinha dito na publicação anterior: todas as religiões, em sua essência, falam as mesmas coisas, porém de formas distintas. O que quero dizer com isso é que a dita Verdade Absoluta já nos foi passada em doses homeopáticas e está presente em todas as religiões, porém, à medida que o homem foi se espiritualizando mais, estas medidas se tornaram um pouco maiores e mais profundas. É neste contexto também que pode-se entender a passagem das demais religiões para o Espiritismo, onde algumas verdades não poderiam ser discutidas ou não tinha parâmetros ou mesmo por falta de conhecimento mesmo do mundo espiritual. Com o Espiritismo elas ficam mais claras, porém isto não significa um ponto final. Como já havia colocado: a religiosidade é apenas o primeiro passo para que se possa chegar à espiritualidade (e que também, provavelmente, irá se transformar no futuro em algo maior e mais profundo, pois a evolução é contínua).

Namastê. Au revoir.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Religião 4

Chegou a hora! Depois de 3 publicações sobre o tema religião (religião 1, 2 e 3 e a diferença entre religião e espiritualidade), resolvi escrever o que penso a este respeito. É um tema tão amplo, que nem sei por onde começar. Como todos sabem este é um tema que carrega arraigado bastante preconceito e tabu, tanto que é muito conhecido aquele ditado: política, religião e futebol não se discute. Pois eu digo que é dever de todos não só discutir, mas principalmente refletir. Nesta publicação falarei apenas sobre religião, transcrevendo o que penso; em outra publicação falarei sobre o desenvolvimento da religiosidade até chegar na espiritualidade. Então, mãos a obra!

Posso falar mais especificamente citando como exemplo, por ter maior conhecimento de causa (e por ser também o catolicismo a maior religião do país, portanto mais conhecida por todos), o catolicismo e o espiritismo, devido ao fato de ter crescido católico e me tornado espírita (ou seja, meio que me concedo "licença pra falar" de ambas). TODAS as religiões são ótimas, bem-vindas e de extrema importância, porém ela está se perdendo e perdendo sua força. Explicarei mais a frente.

As religiões começaram a existir pela necessidade do homem entrar em contato com o Ser Superior e foram se desenvolvendo ao longo dos anos e séculos. Existem várias pelo mundo e outras ainda podem surgir, pois o homem também a criou (e cria) ao seu bel-prazer pra suprir suas necessidades (que também podemos classificar como egoísmo, no caso). Ainda vimos ao longo da história, a religião atrelada à política. Isso não existe mais no nosso país, mas ainda existe em outros lugares do mundo. É importante que se tenha em mente que religião é uma coisa, o Estado é outra e o homem que a cria é outra. Porque estou falando isso? Porque alguns podem confundí-la ao verem um chefe de Estado utilizando-a como veículo de controle de seu povo (o que já aconteceu no mundo e ainda acontece) ou podem falar que tal religião não presta, sendo que o que está "errado" é seu criador ou quem está no "comando". Estes tipos de coisas confundem muita gente.

A religião em si é pura, porém incompleta. O que eu quero dizer com isso é que o conceito é de grande valia, mas sua forma de manifestação e seu papel no mundo ainda falha em alguns pontos e deixa a desejar. Explico-me: em sumo, o papel da religião é desenvolver o homem em sua capacidade divina, fazendo-o chegar a Deus através de si, porém o que vemos é que ela faz isso até determinado ponto, estagnando em seguida. Ela fica presa a várias amarras (como rituais etc) que não a desenvolvem e nem levam seus seguidores a diante até seu desenvolvimento completo. Apesar disto, é compreensível, justo e (embora incompleto) está correto, pois a religião leva o homem até uma parte do caminho e daí em diante ele segue com suas próprias pernas. Para isso basta que tenha percepção e isto depende diretamente do seu nível de consciência evolutiva. Cada pessoa tem uma evolução, portanto enxerga as coisas de acordo com suas experiências. Desta forma, todas as religiões estão aí para suprir as necessidades de cada um de acordo com seu nível de entendimento! Ou seja, cada religião se faz necessária (exatamente como elas são em suas expressões e representações) para que determinados indivíduos possam compreender algumas coisas e seguir a diante.

Obviamente não concordo com algumas (talvez muitas) coisas que vejo por aí. Como exemplo vou pegar o Catolicismo. O motivo de não ter seguido com esta religião é que me sentia muito preso (como se faltasse algo também) e por ela ser muito contraditória (até antiquada em algumas coisas). Ela ta dá respostas limitadas ou não tem respostas pra algumas coisas (é mistério de Deus ou o famoso "porque Deus quis"); fala que todos são filhos de Deus, mas não aceitam homossexuais (como outras religiões), profissionais do sexo ou que seus fiéis concebam outras ideias além daquelas que pregam (abracem também outras religiões); pregam contra o aborto (ou, como eu prefiro e concordo, é a favor da vida), mas são contra o uso da camisinha e contraceptivos; falam (quase que ditam regras) de como você tem que ser na vida, tem que se confessar, batizar e crismar para ter lugar no paraíso, não te deixando caminhar com as próprias pernas (ou "pecar") e "receber segundo suas obras"; falam que todos são filhos de Deus e Ele é o maior, Pai de todos, mas acreditam em demônios e que exista outro ser superior (o famoso diabo, satã ou seja lá que nome dão a ele) tão forte quanto o próprio Deus mas que é contrário a ele; exaltar tanto assim Maria, mãe de Jesus (as vezes até venerá-la mais que Jesus, vide o próprio terço - que tem 10 Ave-Marias para 1 Pai Nosso - ou a oração do Salve Rainha), e até o próprio Jesus ser colocado como se fosse o próprio Deus; assim por diante. Admiro quem entenda e aceite, mas (embora aceite e compreenda) eu não consigo conceber tantas contradições e as vezes hipocrisia. De certa forma, se confessar e rezar não sei que tanto pra se ver livre dos pecados é como colocar sua responsabilidade não mão dos outros, quando esta depende apenas de nós mesmos. Ou mesmo quando rezamos pra determinado santo, queremos que eles façam o que nós deveríamos fazer. Sem contar as inúmeras guerras, o acobertamento de pedofilia ou atrocidades que a igreja fez "em nome de Deus". Acredito que coisas como o celibato e a constituição da família por padres deveria ser coisas que mereceriam ser revistas. A igreja (o Papa ou seja lá quem for) parece querer que essa ritualística permaneça estagnada nos dias de hoje como era há 100 anos atrás. Os tempos mudaram e é necessário que se abitue e se modifique com ele.

De forma parecida são os protestantes (vulgo crentes ou evangélicos), sobre a questão de demônios, céu e inferno, não "aceitar" outras religiões (quem não for protestante não será salvo) e homossexuais. Ainda há outros como se Deus é tão bom, justo e amoroso, porque ele castiga, pune e condena os próprios filhos a nascerem ricos e saudáveis quando outros nascem miseráveis, doentes e famintos ou quando morrem porque são condenados a queimarem no fogo do inferno para toda a eternidade quando outros merecem o céu? A quase total negligência de Maria e a gigantesca exaltação a Jesus sendo na imensa maioria das vezes colocado maior até mesmo do que Deus, seu Pai (essa semana fiquei um tanto estarrecido quando vi num carro o adesivo "Jesus é Deus"). Ainda há o esteriótipo do protestante (bíblia embaixo do braço e mulheres de saias longas e cabelos enormes) que ajudam a manter o preconceito, mas muitos também não fazem por onde para se ajudarem. Gritam aos sete ventos que tem que pagar o dízimo e que se não aceitarem Jesus em seus corações não serão salvos (maneira diferente de dizer que as pessoas têm que entrar pra igreja). Uai, Deus cria seus filhos para se perderem e fica por isso mesmo? E ainda não acreditam em santos e qualquer um pode fazer um milagre junto ao Espírito Santo, do mesmo modo como Jesus fazia. Têm todas as frases da bíblia decorada na ponta da língua e para todas as perguntas têm um versículo para recitar, porém se saírem um pouco desta rota se perdem e nada respondem. Como se pode nos dias atuais levar ao pé da letra tudo o que está escrito como verdade absoluta? Não devemos esquecer que este livro sagrado foi escrito em uma cultura diferente, em tempo muito diferente e que sua tradução ao longo dos anos pode ter se perdido do original (e não estou nem mensionando que quem escreveu ou quem traduziu pode ter traduzido errado uma palavra ou uma frase e também pode ter imprimido na bíblia aquilo que eles mesmo tinham como verdade, e não como estava escrito). A bíblia foi escrita por homens, portanto obviamente pode ter sido (o que tenho como certeza) manipulada. Talvez ao invés de decorarem tudo, deveriam colocar em prática o que Jesus ensinou. Mas verdade seja dita: apesar de todo esse "fanatismo", pouco se vê em outras religiões tamanha fé (ao menos é o que parece), entusiasmo, força e devoção. Pelo menos é isso o que sinto ao ouvir as músicas gospel (que inclusive eu adoro).

O Espiritismo já é mais aberto, mas nem por isso deixa de ter falhas. Há alguns anos estudo esta doutrina com tripé filosófico, religioso e científico, e foi onde realmente me senti à vontade. Esta é a religião que mais me atrai porque os assuntos não são vedados, todas as perguntas têm respostas (e se não tiver pelo menos temos base para começar a procura por esta e pode ser discutido com outras pessoas as possibilidades existentes), é explicado as aparentes injustiças do mundo através da Lei de Causa e Efeito (ou Ação e Reação), a esperança, a evolução e a nova oportunidade de reaprendizado através da reencarnação (onde todos têm quantas oportunidades lhes forem necessárias para o auto-aprimoramento, sem essa de condenação, nem céu imediato nem inferno eterno) e a mediúnidade como forma de intercomunicação com o mundo espiritual. Porém ainda estão presos a alguns cabrestos, como o grande enfoque no fenômeno mediúnico (por vezes se esquecendo da caridade e do próximo) e a tentativa de trazer todas as pessoas para esta doutrina, ainda que de forma sutil. Quanto ao aspecto de caráter científico é porque se pode explicar e comprovar as coisas que ela prega (o que me deixa encantado, pois tudo tem uma lógica, um raciocínio, não ficando apenas no achismo ou coisas vagas). De todas as religiões atuais, é a que mais genuína e pura no que diz respeito aos propósitos do homem na Terra, a que mais se aproxima da grande "verdade absoluta", do verdadeiro Deus e do verdadeiro Amor. Por isso é que se diz que o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões, pois é a que realmente coloca o homem em contato com o plano superior e consigo mesmo ao mesmo tempo, isto é, a que está mais ligada à espiritualidade em detrimento à religiosidade.

O Hiduísmo também é maravilhoso, mas ainda é politeísta com muitos deuses presentes em sua ritualística. Além do que o sistema de castas está muito ultrapassado e torna uns indivíduos superiores a outros, quando na verdade são todos iguais. Inclusive foi proibido, porém é muito complicado fazer "sumir" um sistema cultural de um país com milhares de anos de enraizamento. Também não se pode quebrar o ciclo das reencarnações, pelo menos não como eles pregam. O Budismo também é maravilhoso, trazendo as 4 Grandes Verdades de Buda para que o homem possa encontrar seu caminho de auto-iluminação. Através da meditação se chega ao auto-conhecimento, porém acho que peca com tanto enfoque no auto-conhecimento e disciplina e não exercitando a caridade e o amor ao próximo. Tem que beber das duas águas para se evoluir: a teoria e a prática, a sabedoria e o amor. São estas as duas asas do anjo. Os Hare Krishnas também têm uma alegria imensa que trasmitem através da música, mas, parecido com os protestantes, do que vale tanto louvor e tanta cantoria se não praticam? Podem então falar "Mas eles fazem os trabalhos da comunidade e tal". Sim, mas isto se estende a uma comunidade restrita, enquanto o mundo é muito maior e tem outros problemas (como violência, drogas, prostituição, fome etc).

Sobre o Islamismo, isto é, o povo mulçumano não posso falar muita coisa devido à minha falta de conhecimento sobre os mesmos. O que sei é que me disseram que o corão é tão bom e tão lindo quanto a bíblia e outros livros sagrados. Ainda tem o Santo Daime que mexe com aquele chá da ayahuasca (que é alucinógeno), que serve para aumentar o potencial psíquico para entrar em estado alterado de consciência, para entrarem em contato com o plano espiritual. Eu me pergunto pra que isso, já que temos à nossa disposição recursos menos invasivos e mais saudáveis como a meditação e a respiração, que servem aos mesmos propósitos. Existe também o Xamanismo que faz parte do meio indígena.

Existem ainda outras diversas religiões (como Zoroastrismo, Xintoísmo, Umbanda, Confucionismo, Taoísmo, Judaísmo, Fé Bahá'í, Agnosticismo, entre muitas outras), cada um com seus preceitos, crenças e ritualísticas, bem como os ateus (Ateísmo) e qualquer um pode criar uma outra ao seu gosto. O que é importante é que não nos esqueçamos que a religião se faz necessária, mas apenas por enquanto, pois ela é um meio, um caminho para se entrar em contato com nosso Pai. Só; e ponto. Não devemos levar ao pé da letra nem tê-la como verdade absoluta, portanto. Em sumo, todas as religiões, em suas essências, falam a mesma coisa, mas se expressam de formas diferentes em maior ou menor grau, com maior ou menor clareza. Isso sem contar o quanto é bonito ver quando se juntam por alguma causa (ou mesmo sem uma, o que é ainda melhor), como por exemplo freiras em congressos espíritas, budista com protestantes ou católicos no meio hindu (como foi com Madre Teresa). Isto é pra falar que não se deve concorrer para ver quem é o melhor ou quem tem mais fiéis. De qualquer forma, há a religiosidade e a espiritualidade que são coisas distintas. E é sobre isso que tratarei na próxima publicação.

Namastê.
Au revoir.

sábado, 6 de agosto de 2011

Religião 3

Ainda não é desta vez que deixarei minha visão sobre religião, mas dentro em brevo o farei. Desta vez trago um texto retirado de uma revista espanhola antiga, onde um Bispo Católico fala do Espiritismo. Não quero com isso fazer qualquer menção de que o Espiritismo é melhor, mais correto ou algo do tipo, nem defender ou levantar bandeiras. Acredito, apenas, que podemos ser melhores sem brigar, separar pessoas ou nos colocarmos acima/sentirmos melhores do que qualquer outra pessoa por causa disso ou daquilo. Estamos aqui para unir, somar, multiplicar, por isso trouxe o texto.

(O Espiritismo, segundo um bispo católio, transcrito da revista "Espiritismo - Ciência, Filosofia, Moral", de novembro de 1986 - Barcelona - Espanha).

"O Espiritismo não é uma superstição, nem uma bruxaria, nem muito menos um pacto diabólico, já que o tal diabo não existe como entende a massa católica.
O Espiritismo genuíno é uma ciência, uma doutrina e uma filosofia, que ensina fundamentalmente a existência de um Deus infinitamente bom, a imortalidade da alma ou do espírito, o amor ao próximo como irmão, a necessidade de santidade na vida com ausência absoluta do egoísmo, do ódio, da inveja, da calúnia e maledicência, da desconfiança em Deus, e de toda má vontade contra o próximo.
O Espiritismo não consiste unicamente na comunicação com os mortos de além-túmulo. A comunicação com estes mortos, que estão mais vivos que nós, os terrestres, é a ínfima expressão do verdadeiro Espiritismo.
O erro dos espíritas modernos consiste em reduzir o Espiritismo a estas manifestações além-túmulo e descuidar da doutrina espírita que é essencialmente crstã e filosófica. Daí as superstições e o natural desdém da gente séria.
Mas quando todos hajam denetrado no fundo do Espiritismo, quando se convençam, com o estudo sério e profundo, de que se trata de uma ciência muito espiritual, que não é uma religião, nem uma seita, senão uma doutrina elevadíssima, que roça com todas as disciplinas do espírito; que ensina ao homem a ser autenticamente bom, porque não sabe enganar, nem desejar mal aos demais, nem mentir, nem invejar, nem maldizer, nem ser egoísta ou injusto, avaro e inconformado com sua sorte; senão que ensina a todos a amar sinceramente a Deus e confiar n'Ele, a amar ao próximo como irmão (porque todos somos filhos de um mesmo Pai), a sermos humildes e mansos de coração, como o ensinou Jesus; a aceitar resignadamente a inevitável dor humana e explicá-la de modo racional; a corresponder ao Mal com a abundância do Bem; enfim, a cumprir fielmente o Decálogo e atualizar os sublimes ensinamentos do Grande Mestre Jesus. Quando as pessoas de critério se hajam convencidos destas realidades espirituais, todos então se voltarão para o Espiritismo como uma Doutrina plena de Verdade e Amor, infinitamente consoladora e de grande segurança e esperança para toda a Humanidade."

Au revoir.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Igualdade de direitos?


É difícil acreditar em coisas como estas veiculando pela internet (e pela mídia). Embora estejam todos em seus direitos de opinião e expressão, mudaria o nome do email (ou do dito protesto) para Ditadura Heterossexual. Me envergonha ler coisa deste tipo, simplesmente por se tratar de violação dos direitos HUMANOS e, ainda pior, por querer passar por cima da maior lei defendida pela dita e tão mencionada maioria professada também por grande parte do mundo: A LEI DE AMOR. Onde está o tão famoso ditado "amai o próximo como a si mesmo" que tanto se professa? Isso é um tanto controverso...
Não há caça aos heterossexuais, violação dos direitos heterossexuais, imposição da minoria sobre a maioria, tolhimento da liberdade ou violação psicológica, ética, social, dentre outros quando se diz respeito às crianças. A heterossexialidade é bemvinda e necessária, principalmente para a perpetuação da espécie (e não que gays não possam ajudar e fazer parte desse processo também). Depois disso o que virá? O retorno da chibata, do tronco, invalidação dos direitos conquistados pelas mulheres, negros, estrangeiros, guerras em nome de Deus etc? Isso é radicalismo, fanatismo, retrocesso. Parecem animais demarcando e defendendo território. Sem contar que são discursos repetitivos e vazios. Até porque, mesmo que todos os direitos fossem legalizados hoje, as coisas ainda não funcionariam bem: temos o exemplo da abolição da escravatura e do direito das mulheres que, até hoje, recebem menores salários, são discriminados etc. Lembrete: toda conquista demanda tempo para se consolidar. O movimento de libertação da mulher (ou a abolição da escravatura) perdura há mais um século e em muitos países praticamente não saiu do lugar.
Desconheço totalmente o tal Kit Gay que inventaram, portanto não posso emitir opinião alguma a respeito. Devo ressaltar que uns poucos não podem atrapalhar o ganho de direitos da maioria. Quero dizer, não é porque existam gays que não se respeitem que a igualdade de direito deva deixar de existir. Assim também poderíamos falar do negros como exemplo: se alguns poucos negros fossem realmente ruins (roubando, vandalizando etc), não seria por causa deles que a escravidão deveria continuar existindo.
O problema está na (falta de) comunicação que houvesse equilíbrio e uma discussão sadia. As pessoas não sabem dialogar: ouvir e falar (preferem impor). Desta forma, quero destacar a importância de 2 frases: o ideal é que todos se respeitassem mutuamente e não somente no uso da liberdade de expressão. O "amai-vos uns aos outros" está longe de ser compreendido, sentido e praticado, mas o respeito já seria um grande avanço.
Não estou aqui para levantar ou defender nenhum tipo de bandeira, apenas acho que fazem tempestade num copo d'água. É passado da época de começarmos a nos tratar como irmãos. A igualdade de direitos faz parte desse processo. Lembre-se: devemos amar-nos uns aos outros, não ao contrário como estamos fazendo.

Segue o texto abaixo. Há (muitas) partes que considerei mais deselegantes (chegando a ser hilárias, tamanha a revolta da pessoa que se sente "atacada") e demoraria muito para destacá-las, de modo que optei por deixar o texto como foi escrito na íntegra. Apenas coloquei entre parêntesis opiniões pessoais no decorrer do texto. O que tiver entre parêntesis em itálico é o que o autor do texto colocou entre parêntesis).



"Ditadura Gay - por Jota Araújo.

Estamos vivendo a transição da democracia para qualquer outro modelo político e cultural que mais parece uma ditadura. Ainda nem bem amadurecemos a democracia e o Brasil já vive uma seqüência de acontecimentos, movimentos, decisões, imposições que a descaracterizam.
Em meio aos conflitos e intranqüilidades relacionados a princípios, valores e liberdade de consciência encontramos algumas posturas do governo ao instituir determinadas leis (ex. Pndh3), a questão do aborto e as diversas exigências dos movimentos homossexuais e simpatizantes (Lgbt).
Contudo, quero colocar em destaque, nestas linhas, as exigências homossexuais e seus absurdos seguidos pelo governo. Podemos constatar que os movimentos pró-homossexualismo e afins (?), se manifestando como verdadeira ideologia, querem implementar uma revolução cultural, moral e política (?) no Brasil. Estamos caminhando para uma ditadura político-cultural gay. Esta é a realidade que estamos vivendo.
De diversas formas, seus movimentos não pretendem apenas a proteção contra a violência e o respeito à sua cidadania, mas também e absurdamente, extirpar, condenar, punir todo sinal de posicionamento divergente, calar as consciências contrárias, disseminar, difundir a prática homossexual junto às crianças e, pasmem, ter o direito exclusivo (?) de ensinar sua opção como boa, saudável, melhor. (Nunca vi ninguém dizendo que essa é a melhor opção, até porque não acredito que as pessoas escolham ser perseguidas e agredidas por vontade própria)

Neste intento, percebemos três linhas de ação:
a. Dissipar com toda opinião contrária à prática homossexual fazendo calar a consciência dos demais através de leis. Usando deste mecanismo, defendem a criação de leis que façam calar opinião divergente como se o direito de praticar, defender e ensinar suas opções pertencesse somente aos homossexuais e simpatizantes. Isto é grave crime contra a democracia e contra a declaração universal dos direitos humanos, em seus Artigos 18 e 19.
b. Querem punição severa (achei que fosse apenas punição, como um crime qualquer... Mas posso estar enganado) para crimes contra homossexuais, mas este deveria ser direito de todo cidadão. Desprezando nordestinos, negros, pobres, etc. que são alvos de piadas ofensivas, tratamento indigno ou mesmo agressão, pretendem ser uma classe privilegiada (???), com direitos especiais (???), acima de qualquer crítica.
c. Querem formar uma nova geração com uma mentalidade forjada a partir de seus valores. Aqui entram diversas exigências de seu movimento e o controverso "kit Gay".
d. Ao convencer órgãos do governo e educadores a introduzirem nas escolas públicas o material denominado "Kit gay" e formas polêmicas de abordar a questão da homossexualidade, o movimento desrespeita a maioria da população e intenta destruir princípios de comportamento e valores caros à família e à história cultural da sociedade brasileira.
Neste propósito, estão usando o artifício de sufocar o direito inafiançável da liberdade e expressão daqueles que optam e defendem a heterossexualidade, bem como o de ensiná-la (não sabia que se ensinava a ser hetero ou homo). Esta é a ideologia das ditaduras: Para eles, todos os direitos, para os contrários, nenhum direito. Mas não termina aí. Sob os olhos e aprovação do Estado, estão roubando da família brasileira seu direito histórico, natural, cultural e democrático de orientar os filhos. Se valendo de leis e tais procedimentos, os construtores da ideologia Gay, com total apoio do Estado, ao mesmo tempo que intentam proibir (?) os heterossexuais de emitirem sua opinião, de defenderem e ensinarem seus filhos sua opção, ainda querem ter acesso a estas crianças, despertar-lhes a sexualidade agressivamente e ensiná-las sobre a opção homossexual, sem a permissão dos pais e de forma não aprovada por estes. Relembro que não se trata mais de uma questão de defesa contra a violência e da liberdade deles exercerem sua opção sexual. Este argumento já se esvaziou. O debate e objetivo de seus movimentos já ultrapassaram estes objetivos. Agora, o propósito é disseminar a prática homossexual e torná-la comum, no sentido de predominante (???), bem como de imprimir a supremacia (?) de seus ideais políticos, éticos, sociais, morais na sociedade.

Ora, deixem-me dizer algumas coisas que já deveriam ter sido ditas, mas não se teve coragem (?):
a. O Brasil vive a política do "leva quem gritar mais alto". Ou seja, quem faz mais barulho, mesmo sendo a minoria, conquista o interesse de nossos políticos e ganha o direito de afrontar a maioria, usurpar seus direitos e conquistar tudo que quer. Afinal, as campanhas eleitorais amam movimentos que fazem barulho.
b. A grande maioria da população brasileira é contra a prática homossexual, apesar de serem, igualmente, contra a violência aos mesmos. Com toda certeza prefere que seus filhos sejam heterossexuais. Entretanto, muitos preferem não se manifestar contrários para evitar a discriminação (olha o absurdo!) e porque temem retaliações ou constrangimentos. Deste modo prefere dar uma resposta mais aceita. Parece piada! Onde está a liberdade? (eu que pergunto)
c. Embora sendo maioria, são os defensores do heterossexualismo que estão se sentindo discriminados (?). Agora, são os heterossexuais que estão se sentindo constrangidos de falarem de sua preferência sexual (??? Oi? Acho que não entendi).
d. É fato no comportamento humano que uma pessoa, ao ser exposta, prefere professar adesão àquilo que é modismo ainda que tal postura contrarie valores internalizados.
e. A grande maioria das famílias brasileiras entende que é muito cedo para que estas crianças sejam expostas a este assunto.
f. A grande maioria da população não deseja que seu filho seja exposto a desenhos, filmes, imagens e discursos que defendam a prática homossexual (embora seja favorável à promoção da não violência e do respeito à escolha do próximo) (nossa, nem parece com todo esse discurso...), e prefere que este assunto seja amadurecido no ambiente familiar, no processo de educação que ocorre na relação entre filhos e pais.
g. A escola e o Estado violam o direito e o dever da família ser a responsável pela educação de seus filhos (?), inclusive em aspectos morais, éticos e na sexualidade, segundo preceitos que julgar melhor aos seus filhos.
h. A escola e o Estado violam o direito da criança e da família à livre consciência. Muitas crianças sofrerão conflitos internos com as divergências de valores entre a família e a escola, já que a grande maioria das famílias, não deixará de orientar seus filhos na heterossexualidade. De forma nenhuma isto é saudável.
i. À escola cabe o dever prioritário de educar nas ciências e à família pertence o direito prioritário de passar valores.
j. Em nome da coerência devemos lembrar que ao julgar entre os pais, a escola, o estado e os movimentos homossexuais, certamente que o direito de optar pela educação sexual da criança é dos pais. Qualquer posição contrária caracteriza uma violação de conceitos e valores muito bem alicerçados em nossa história, solidificados em nossa mentalidade e do quais as famílias em geral não abrem mão.

Portanto, se a escola e o Estado, sob a influência dos movimentos gays, implantarem tal ensino e tal cartilha estarão violando a democracia, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (?) em seus Artigos 18 e 19, a liberdade de consciência e de expressão de opinião, bem como os direitos naturais e históricos da família. Além disso, tal ato caracterizará o uso do serviço público e de todos - parece redundante dizer tal coisa! - para servir a uma minoria e a um propósito não comungado pela maioria. O estado democrático não pode impor tais agressões às consciências (???) do modo como tem intentado. A liberdade pretendida pelos homossexuais de optar e praticar suas preferências sexuais não lhes dá o direito de caçar a liberdade (?) daqueles que preferem outra prática e de ensiná-la aos seus filhos. Sendo assim, cansado de ficar calado e ver o povo brasileiro silenciar diante destes e outros abusos, manifesto minha concordância com o Deputado Jair Bolsonaro, declarando entender como absurdas as exigências (?) dos movimentos gays, a conduta do ministério da educação, do Congresso Nacional e do Governo.
O ministério da educação e o governo deveriam aplicar mais tempo e recursos na busca de melhoria do salário de professores, estrutura das escolas, saúde e segurança e temas de maior relevância para a população. (concordo plenamente, mas os direitos dos cidadãos também fazem-se necessários!)
Registro meu PROTESTO contra as exigências dos movimentos gays e o apoio que encontram junto ao governo, que concede todo tipo (?) de facilidades e investe altos recursos em materiais desta natureza, sem analisar com seriedade suas implicações. PROTESTO, igualmente, contra esta gana em mudar os valores da sociedade e da família brasileira (?), impondo (?) sua ideologia sobre a maioria, a revelia desta, sufocando seus valores, direitos e liberdades. Também PROTESTO contra as facilidades com que recebem recursos públicos (Tem quantos anos mesmo que lutam por direitos iguais? Parece que na bíblia fala de homossexualidade...) e usam da máquina pública em detrimento de outros seguimentos da sociedade. E, finalmente, PROTESTO contra as violações que intentam praticar às nossas crianças impondo-lhes a exposição de temas constrangedores, desrespeitando a individualidade de cada uma, inclusive com imagens.
Finalizo dizendo que apesar de discordar, reconheço a liberdade que cada um tem de fazer suas escolhas e mesmo de divulgá-las. Entretanto, requeiro igualmente, e não admito que seja violado (E quem é que está fazendo isso?), o reconhecimento do direito que os heterossexuais têm de acreditarem em sua opção como melhor, bem como de a exercerem, divulgarem e defenderem sem entraves,censura ou discriminação.
Sendo assim, neste caso, é melhor que o Estado não se meta. Neste assunto e outros mais quem ensina meus filhos sou eu cidadão brasileiro. Aliás, os cidadãos, que pagam impostos, não são separados por preferência sexual. Que o uso deste imposto respeite a todos. (Também concordo)

O que passar disto é ditadura gay.
Jota Araújo."



Como o tema é a diversidade, liberdade e igualdade de direitos, tivemos o texto acima contra os homossexuais, e agora seguimos com o vídeo de Fábio Miranda a favor dos direitos gays (cuja foto está representada ao lado deste parágrafo).

Para finalizar essa (enorme) matéria, quero parafrasear um trecho do texto do pastor Ricardo Gondim em entrevista à revista Carta Capital (que foi postada anteriormente a este texto):
"O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. (...) deve entender que nem todas as relações homossensuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade."

Au revoir

terça-feira, 31 de maio de 2011

O fim justifica os meios?


Esta pergunta serve como continuação da discussão anterior. Porquê? Bem, acho que seria válido perguntar se, por exemplo, num caso de vingança, se o fim justifica os meios. Ou seja, se para "fazer justiça" [que é o fim] justifica alguém fazer qualquer coisa para que possa conseguir o que quer. Mesmo que não seja um caso de vingança, seria lícito, digno, benéfico, prudente ou justificável fazermos qualquer coisa pra atingir algum objetivo? Acho que essa é uma questão que temos que fazer intimamente à nossa consciência. Para alguns a resposta é sim, para outros, como eu, a resposta é não. E por quê? Vamos ao meu desenvolvimento sobre o tema. Como já disse, não estou aqui para julgar quem ou o que quer que seja, mas é sabido [e não é de hoje] que existem pessoas que fazem isso. Faço apenas questionamentos e reflexões sobre variados temas sobre o cunho filosófico, espiritualista, científico e moral e os trago para cá, para os que estão interessados em conhecer e compartilhar.

Uma coisa é lutarmos para conseguir o que queremos, outra coisa é usarmos de qualquer artifício para atingirmos o objetivo. Há pessoas que passariam por cima de outras, trapaceariam, puxariam o tapete ou usariam outra[s] pessoa[s] ou nomes ou situações para se favorecerem ou se autopromoverem. Mas a pergunta mais importante é: eu também faço isso? Deveríamos vaculhar, senão sempre ao menos de vez em quando, o porão da nossa consciência e verificarmos se nos pequenos atos do dia-a-dia fazemos isso de alguma forma. E porque nos pequenos atos? Porque se soubermos fazer no pouco, saberemos fazer no muito. Por exemplo: se soubermos administrar nossas finanças e economias bem, com o pouco que temos, saberemos como fazer se tivemos muito [no caso de se ganhar na loteria]. Isso claro se não deixarmos a ganância, a avareza, o poder, o egoísmo e a ilusão de que somos melhores porque temos dinheiro tomarem conta antes.

Vamos a um exemplo prático e mais palpável. Não sou de assistir novela [pelo fato de não ser algo que considere muito útil e por estar trabalhando nos horários], mas como estou de repouso após a cirurgia em casa tenho assistido quase todos os dias [embora seja apenas as partes que me chamem a atenção, no caso apenas a personagem Dulce, vivida por Cássia Kiss, na novela das 19h]. Uma personagem muito simples, humilde e sofrida. Não é ela o exemplo que procuramos, mas sim seu filho na tal novela: Guilherme. Ele se fingiu ter estudado medicina enquanto usava o dinheiro suadíssimo que sua mãe mandava e depois voltou para a cidadezinha de onde veio. Lá deu um jeito de ser diretor do posto médico e tentou casar com a filha do prefeito da cidade. Sua mãe fazia de tudo para ele, até passar fome, e mesmo assim ele a "tratava mal". Sempre afirmava que fazia o que fazia porque ia ganhar muito dinheiro e, assim, poderia dar mais conforto. Sempre que confrontado vinha com sua desculpa: "Mas eu vou ganhar mais dinheiro e tudo vai melhorar, tudo vai dar certo". Tudo o que idealiza só pode ser feito mediante o dinheiro que tiver. Será que realmente precisamos de dinheiro pra vivermos bem e tratar bem as pessoas [neste caso, principalmente a própria mãe]? Será que dinheiro é fonte de felicidade? Será que é justificável ele maltratar a mãe e enganar a todos fingindo se passar por médico e fingir ser rico para se casar com uma moça porque ela é rica?

Ok, este exemplo é atual, mas não é de hoje que essa discussão existe [ao menos para quem lê nas entrelinhas]. Vamos a um caso mais clássico: Robin Hood [ilustrado na figura acima e ao lado]. O famoso camponês que roubava do rei para dar aos pobres. É justificável tirar de quem tem mais para dar a quem tem menos ou não tem? Acho que um roubo não deixa de ser um roubo, mesmo que seja do mais para o menos, para equilíbrio sócio-econômico. Um ladrão não deixa de ser ladrão porque o destino do objeto roubado é alguém que é pobre e quem foi roubado é muito rico, mesmo que esse dinheiro do rei tenho sido obtido de maneira ilícita ou pouco aconselhável. Portanto, o ato não deixa de ser um roubo e o ladrão não deixa de ser ladrão por ter dado um destino benígno ao que foi tomado de outrem. Para mim, deve ser tratado da mesma maneira que alguém que rouba na rua, seja uma loja, seja uma pessoa menos favorecida ou seja um ricaço. Tanto faz ser pobre roubando rico ou rico roubando pobre. Os fatores não alteram o significado nem o objetivo.

Podemos ser mais extremistas: seria correto matar em legítima defesa? "Obvio que sim, claro!" respondem as pessoas sem pestanejar. Para mim, que já entendi e senti [motivo pelo qual entendi verdadeiramente], a resposta é não. Quem sou eu para achar que minha vida é mais valiosa que a do outro, mesmo que esse outro esteja fazendo algo pouco recomendável? Não, todas as formas de vida são valiosas e importantes [inclui-se aí os animais e um dos motivos do vegetarianismo. Mas isso é outro assunto...]. Prefiro ser eu a ficar sem vida do que ser eu o autor da retirada de vida de outro, seja quem quer que seja e porque motivo seja. Mais uma vez podemos passar de vítimas a agressores, e a grande maioria das pessoas nem se dá conta disso. Aliás, a grande maioria das pessoas nem percebem que estão vivas...

Por hora fiquem com essa pequena reflexão.
Au revoir.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Liberdade e libertinagem



É relativamente simples falar desse tema, visto que está bastante explícito e fácil de distinguir um e outro no mundo hoje. Inicialmente vamos aos conceitos para só então discutir:
Liberdade: Condição de uma pessoa poder dispor de si; faculdade de fazer ou deixar de fazer uma coisa; o uso dos direitos do homem; ausência de servidão, submissão e determinação, qualificando-se como independência do ser humano; constitui o comportamento humano voluntário; autonomia de um sujeito racional.
Libertinagem: Desregramento; uso da liberdade sem o bom senso, acabando por transformá-la em um veículo prejudicial a si próprio ou aos outros.

A liberdade é caracterizada por se fazer escolhas de forma racional, levando em conta e aceitando as consequências advindas desta escolha. Também é conhecida por alguns como livre-arbítrio. De qualquer forma, há muitas pessoas que ainda confundem liberdade com libertinagem, fazendo desta um estilo de vida um tanto arriscado, para si e para outros. Acho importante frizar isso, pois a todo momento nos deparamos com esta contradição, especialmente porque estamos praticamente no período do carnaval, época perfeita para se divertir sem limites. Mas o carnaval vai ficar para a próxima postagem.

Às vezes queremos que nossa mão chegue além do que o braço pode esticar, mas esbarramos no limite do espaço de uma outra pessoa. Algumas pessoas invadem o espaço do outro, consciente ou inconscientemente, e se sentem incomodadas, já outros o fazem sem a menor cerimônia como se fizesse parte dele próprio. Não sabe distinguir ele mesmo de outra pessoa. Temos nossa liberdade de escolha e temos que saber usá-la, foi pra isso que Deus nos dotou da capacidade da inteligência, do raciocínio e da individualidade. Ou seja, tudo o que escolhemos e fazemos se volta para nós, não para os outros. Inicialmente pode parecer que o outro foi atingido, mas mais cedo ou mais tarde volta para nós, como se fosse um espelho. Eis aí o karma/carma citado pelos hindus, budistas e outras religiões. O carma em sí não tem nada de ruim, isso é uma ideologia criada pelo homem, mas ele é colocado como ruim porque geralmente as escolhas que fazemos provém do egosísmo, do orgulho e da vaidade.


A liberdade é a grandeza de poder fazer escolhas e escolher é sacrificar. Sacrificar outras coisas e possibilidades em detrimento de uma só. E depois da escolha vem as consequências e temos que aceitá-las, pois foi o que nós mesmos escolhemos para nós. Aceitar com resignação. Se essas escolhas não tivessem consequências, se nos permitíssimos voltar atrás no que não é admitido naturalmente, a liberdade se tornaria vazia e improdutiva. Além disso, estaríamos anulando nossa personalidade, pois somos aquilo que escolhemos para nós, mesmo que tenhamos apenas um caminho a seguir ou quando uma outra pessoa se sobrepõe a nós, daí vale a pergunta: "o que fazer com o que fizeram de mim?". Além do que, aceitar escolhas não diz respeito apenas ao que escolhemos para nós mesmo, mas também aceitar o que os demais escolhem para si. Na realidade fazemos justamente ao contrário: queremos tomar decisões pelos outros achando que será melhor para ela do jeito como pensamos e não como ela escolheu. Com isso cabe fazer uma pergunta: o que nós achamos que será bom para ela é o que é de fato ou fazemos isso porque será melhor para nós, de alguma forma?

É difícil fazer com que as pessoas compreendam aquilo que ainda não sentem. Cada pessoa tem um conceito diferente, o que faz parecer que, eu e outras pessoas que batem nessa mesma tecla maquiada de clichê, estamos tentando ensinar física para crianças do jardim. Eis aí a ignorância do ser humano. Não é raro encontrar quem queira ter seus direitos atendidos, mas é raro quem sequer lembre que, além dos direitos, temos também os deveres. E temos muitos deveres. Inclusive deveres para conosco mesmos, o que significa que a liberdade que temos é para ser usada também em benefício próprio, sem nos prejudicarmos. E se ficarmos apenas gozando dos prazeres da vida sem tirarmos nada de proveito, sem aprender, sem fazer nossa parte não teremos esta liberdade verdadeira, teremos uma prisão. Eis o auto-enclausuramento ou o "carma ruim", como colocado anteriormente. A vida foi feita para sermos felizes, mas não essa felicidade fugaz e materialista que muitos pensam e querem. A vida não é só "sexo, drogas e rock'n roll". Repito que não estamos na vida à passeio, mas muitos preferem ficar pelo caminho perdendo tempo com distrações.

Podemos, então, exercê-la de forma positiva ou negativa. E podemos chegar à tão sonhada paz com esta liberdade do qual falei... ou podemos chegar à prisão. Nós é que escolhemos onde vamos. Mas também podemos ter paz na prisão. E o contrário da liberdade é a prisão, então vamos falar um pouco disso também. Abaixo transcrevo um trecho do discurso feito por Prem Rawat do projeto Palavras de Paz, que pode ser visto no site ou no VcTubo sobre a Luz Interior, que também fala sobre a liberdade:

"Parece que estamos aqui para desfrutar. Temos um corpo que detesta sentir dor e adora sentir prazer. Talvez o propósito desta viagem não seja a dor, o sofrimento, mas podermos sentir a experiência suprema. O supremo pode ser esse poder que torna todas as coisas possíveis, que lhes dá energia, que as move. Mas o que é fascinante não é entendermos o universo, mas saber o que lhe dá energia também está dentro de nós. E isso nós podemos experimentar. Porque quando experimentamos, ficamos cheios de paz, cheios de felicidade.
A cada um de nós foi dada uma oportunidade de sentir plenitude, de sentir paz. A paz que pode ser sentida na prisão. E o que me maravilha é que mesmo na pior das situações há esperança. Há uma flexibilidade, uma compreensão e uma força em cada ser humano. E é essa força que nos faz avançar até a porta de entrada para a paz interior. Estar preso e isolado é o pior dos castigos. Estar sozinho. Eu... comigo. A liberdade está dentro de você. Pode sentir a liberdade, mesmo que esteja trancado numa prisão."

Para finalizar, a liberdade é direito de todos, principalmente no que diz respeito a libertar-se de si mesmo. Libertar-se das suas dificuldades, defeitos e apegos. A liberdade leva tanto à prisão e ao sofrimento quanto leva à paz e a felicidade. Basta saber que caminho vamos percorrer.
E vou ficando por aqui, pois ainda há muito pano pra manga.
Quem sabe não volto a falar disso novamente no futuro?
Au revoir.