quinta-feira, 14 de abril de 2011
Sobre a Morte e o Morrer - 1
Transcrevo abaixo trechos de uma das ilustrações mais bonitas sobre a morte que já vi. Recebi por e-mail um dia desses. Não vou acrescentar qualquer opinião que tenha a respeito, ficando esta para uma outra oportunidade.
"Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara. O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.
Mas ele continua o mesmo. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi", no além, outro alguém dirá : "já está chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida. Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
Assim, um dia, todos nós partimos como seres imortais que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou."
Au revoir.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Os dois lobos
"Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas. Ele disse:
- Meu filho, há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, falsidade, superioridade e ego.
O outro é Bom: é alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:
- E qual o lobo que vence?
O velho índio simplesmente respondeu:
- Aquele que você alimentar."
Au revoir.
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sábado, 26 de março de 2011
Imagine, What a Wonderful World!
Para essa postagem será utilizada como base 2 das músicas que gosto muito: Imagine de John Lennon e What a Wonderful World de Louis Armstrong. Para quem não conhece ou não sabe o que dizem as letras, podem clicar aqui e aqui e seguir. Também já postei aqui a letra de Imagine e acrescentei alguns dizeres rápidos sobre ela. Tratarei agora, de maneira um pouco mais profunda, o futuro nosso e do planeta que habitamos.
Sim, soa como loucura ou ficção científica para alguns, mas provas cabais já nos apresentam diariamente mostrando que, não apenas o que está por vir, mas o que já está acontecendo e como fazemos parte disso. Todos falam e temem o apocalipse, mas ele não ocorrerá como se espera, ou pelo menos não como se imagina. As mudanças sempre são para melhor. Obviamente que Deus, sendo a suprema bondade, justiça, amor e, portanto, sendo perfeito, não deixaria que nos acontecesse mal algum que não fosse para o nosso crescimento, portanto também não vale a ideia de céu e inferno como nos é mostrada. Mas isso é outra história...
O apocalipse será apenas a transformação do planeta de forma a abrigar pessoas mais boas, humildes, justas, serenas etc. São pessoas mais virtuosas do que somos hoje, mas ainda estão longe de serem perfeitas. O planeta mudará energeticamente e a matéria, que é uma das formas como ela é apresentada para nós, é apenas parte dessa energia, portanto também está sofrendo alterações. Vemos por todos os lados terremotos, tsunames, erupções vulcânicas, a mudança de eixo da Terra etc. Pouco a pouco o planeta será inundado por pessoas que ainda possuem suas dificuldades, porém serão melhores, mais espiritualizadas [e eu não disse religiosas] e mais virtuosas. Podemos comprovar isso com a chegada de uma imensa leva de crianças que praticamente já nascem sabendo mexer com a tecnologia que nos está disposta.
Como diz a letra de What a Wonderful World, seremos mais otimistas, veremos bondade em tudo e em todos, sem muitas disconfianças ou falsidades, a natureza será parte integrante e fundamental de nós mesmos, seremos mais simples, inteligentes, pacientes e felizes [e não será essa felicidade momentânea ou "fútil" que temos hoje em dia], teremos mais amor [o amor verdadeiro], seremos mais amigos, mais companheiros e diremos sinceramente "eu te amo" sem menores problemas, o individual será coletivo e o coletivo será individual. Enfim, o mundo será maravilhoso "Yes, I think to myself, what a wonderful world [Sim, eu penso comigo... que mundo maravilhoso]! Podemos ilustrar isso com um filme recente bem conhecido, chamado Avatar, onde os seres azuis viviam em profunda conexão com seu planeta [na verdade é a lua - Pandora - de um planeta], tanto que qualquer coisa que fosse atacada ou destruída feria a eles próprios. A natureza era parte deles mesmos ou como se fosse uma extensão deles. Orgulhavam-se desta conexão com a natureza e isso era uma coisa natural [conhecido como espiritualidade, o que não é o mesmo que Espiritismo, religiosidade ou religião].
Na música Imagine mostra realmente como será a vida nesse novo mundo que nos apresenta, então deixará de ser imaginação e será a própria realidade. Como a música é bem objetiva, transcreverei os trechos mais importantes: Imagine não existir países/ Nada pelo que matar ou morrer E nenhuma religião também/ Imagine não existir posses/ Sem necessidade de ganância ou fome/ Uma irmandade de homens/ Imagine todas as pessoas Compartilhando todo o mundo. Como podemos ver, o coletivo também será individual, trabalharemos individualmente em prol do coletivo, compartilhando uns com os outros para crescermos juntos. Com a unificação dos homens e o trabalho que realizarão em conjunto para a edificação de todos a religião deixará de existir para dar lugar à espiritualidade, já que Deus é um só. Religião será um dos tópicos que tratarei aqui, porém o que posso adiantar é que o homem ainda necessita dela, já que não sabe adorar a Deus de outra forma senão ritualística, além do que as várias religiões existentes servem para abrigar uma infinidade de pessoas que ainda não O encontraram dentro de si e também porque cada um encontra-se num nível de consciência diferente, identificando-se com as religiões que podem melhor podem compreender num determinado momento. Vou deixar pra falar de religião mais pra frente.
Enfim, finalizando, imaginem agora como seria um mundo com Madres Teresas, Chicos Xavieres, Gandhis, Buddhas, entre outros? Pois é o que teremos, ou pelo menos chegaremos perto disso. Começamos a vislumbrar as bençãos divinas para os que ajudarão a construir o novo mundo. As coisas ainda vão piorar bastante até que uma paz ainda desconhecida faça parte de nosso cotidiano. Aparentemente haverá mais sofrimento e dor para, só então, as coisas melhorarem. Enfim, imaginem que mundo maravilhoso! Agora não imaginem mais, pois esta será a realidade daqui a algumas décadas! E parem de imaginar e comecem a trabalhar para que possam fazer parte dele também!
Au revoir.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Carnaval
Bem, infelizmente não pude escrever antes como planejado. Tinha pensado em escrever justamente no "feriado" de carnaval que era mais propício, mas não podendo, eis-me aqui agora.
Vamos falar de uma das maiores propagandas do Brasil e que o torna tão famoso: o carnaval. Para começo de conversa, gostaria de esclarecer a "origem" do carnaval e que vao embasar um pouco desta exposição. O nosso carnaval é uma adaptação das festas romanas e gregas, que tinha como nome CARne-NAda-VALe [cuja a derivação e simplificação linguística para nós ficou carnaval...] e que tinha como motivação a "festa da carne" [meio óbvio, não?].
Pois bem, a história que conheço [contadas por um orador famoso e bem conceituado no Brasil] é essa: tais festas eram promovidas pelos poderosos da época [reis, "governo" etc], regadas a muito vinho [a bebida alcoólica mais comum na época], comida e sexo. Faziam verdadeiras orgias, com um número grande de pessoas e todos usavam máscaras. Será que tem alguma semelhança com a festa que fazemos?
Um ponto interessante a ser ressaltado é o motivo pelo qual usavam máscaras. Elas eram colocadas, justamente como sugerido pelo nome, para fazerem o que quiserem, satisfazerem seus desejos, promover a libertinagem por um determinado período de modo que não sentissem culpa pelo que fizessem. A máscara era como se falassem: na sociedade eu não posso fazer isso, sou uma pessoa séria e bem comportada, e aqui eu posso, posso tudo, já que não é meu rosto que está estampado aqui... Ainda hoje usamos máscaras, sejam de plástico, sejam de carne e pele ou seja social. Reflitam.
Depois de um pouco de história, vamos passar para a parte mais prática: o carnaval na sociedade moderna ou poderíamos dizer "o samba do crioulo doido". Essa festa se tornou popular, porém cara, muito cara. E pra que isso? Adivinhem? Para explorar ainda mais o povo e encher o bolso de quem mexe com isso. E o lucro é grande! Quem dirá para "artistas" e políticos. Aí, novamente, a velha política do Pão e Circo, como já falei. Cobra-se caro por abadás, como passaportes da alegria [mas não é assim que vejo], e a população não tem sequer a moradia, educação, saúde ou comida que precise para que isso se justifique, ou pelo menos para que se desfarce. Isso sem contar com as músicas fantásticas do momento: Rebolation, Melô da Mulher Maravilha ou Quero não/Posso não etc. É de uma musicalidade, melodia e letras de dar inveja a Bach, Beethoven, Mozart, Caetano Veloso, Engenheiros do Havaí, Legião Urbana, Maria Bethânia e similares. Acho que esses primeiros se revirariam no túmulo...
Outra coisa interessante que se vê é a quantidade de ambulância que disponibilizam para atender bêbados e arruaceiros neste período, sendo que os pobres não as têm nem quando passam mal, a ponto de morrer sem a assistência básica. A mesma coisa vale para os policiais que fazem a segurança da festa, hospitais lotados sem a mínima condição de atendimento adequado ou médicos e enfermeiros para socorrer quem precisa. A quem conteste, dizendo que os pequenos comerciantes faturam bastante nessa época também. É... podem estar certos, mas se essas famílias dependessem dessa data para venderem cervejas/refrigerantes, churrasquinhos, aparatos carnavalescos e outros balango-dangos passariam fome no resto do ano.
Tem até uma repórter da Paraíba que falou um pouco sobre isso, como forma de desabafo talvez, e, talvez, falando em nome de outros e que foi veiculado na internet esses tempos. É, pensamos praticamente do mesmo jeito, apesar de ter achado um tanto quanto desesperado e até agressivo. Podemos ser mais respeitosos, lembrando que tudo o que coloco aqui são pensamentos meus sem julgamento ou pré-conceitos, para mais ou para menos. No atual momento, sobre o que acho do carnaval, quem gosta e quem participa dele. Cada um escolhe o que acha melhor para si, como colocado na postagem sobre liberdade e libertinagem.
Tem também os que gostam de ver os famosos desfiles das escolas de samba, no Rio e em São Paulo. Há os camarotes vips, com artistas televisivos e outros tipos, a galera que paga para desfilar e uma competição [para mim sem sentido] para ver qual das escolas vai ganhar. Oras, passa-se o ano planejando e executando todas aquelas alegorias, cobra-se a um preço exorbitante pelas fantasias para desfilar e, se perde [ou se acontece um acidente, como o que aconteceu este ano], chora-se amarga e longamente [a mesma coisa pode-se falar do futebol, mas isso é conversa para um outro momento]. Porque se preocupar com isso, quando se tem um terremoto, um tsuname e um desastre nuclear devastando todo um país? Tudo bem, sei muito bem que o acontecido no Japão foi depois do carnaval, mas nosso objeto de interesse parece estar mais voltado ao fútil do que ao útil, e falo isso em linhas gerais sem querer apontar o dedo na cara de alguém. Porque nos importarmos com uma competição e umas fantasias em detrimento de milhares de pessoas que estão morrendo necessitando de ajuda? Mas compreendo que cada um tem um tempo para despertar e está num nível de consciência [em que já estive há muito tempo atrás, inclusive].
Pra finalizar, acho que não paramos para pensar no quanto se gasta com tudo isso. O quanto se gasta com a quantidade de mortos que aumentam nesse período ou com a quantidade de gastos com a saúde daqueles que adquirem algum tipo de sequela por acidentes. Impressionante que o governo [e nós] tem dinheiro para investir nisso, mas reclamamos ou nao se tem dinheiro para aplicar na população carcerária e em sua reeducação, na saúde, na educação, no transporte, no saneamento básico, na moradia etc etc etc. Por último, gostaria de falar sobre as consequências em comemoração da festa da alegria [comemorar o que mesmo? E que alegria é essa?]. O que vemos antes, durante e depois [variável de acordo com a região do nosso país, já que sabemos que os nordestinos lideram com relação a isso]: mortos ou sequelas por acidentes diversos, DSTs sendo transmitidas aos montes, gravidez indesejadas, abortos ou mães [e raramente pais] despreparados [e, muitas vezes, adolescentes e desempregados], alcoolismo [ou, pelo menos, aumento dos vícios considerados lícitos - álcool e cigarro], milhares de aves que morrem para doarem suas penas para que possa ser usadas de enfeites nas fantasias etc... Saldo positivo? Não para mim. Essa alegria, que dizem ter o carnaval, não me seduz. É ilusão e muitos querem ser iludidos, ainda.
Acho que a festa da alegria do Carne-Nada-Vale poderia ser substituído pela verdadeira Festa da Vida, mas teríamos que planejar e organizar ainda do jeito que a Vida merece. Poderíamos começar ajudando nossos irmão nipônicos, na medida do possível, e comemorarmos juntos as Vidas. Na verdade, minha vontade era estar lá, mas não é possível, bem como não foi possível estar no Haiti, no Rio de Janeiro ou Blumenau nas dificuldades que passaram. Pelo menos não como eu gostaria, mas se não é possível estar fisicamente, trabalhemos em pensamento. Com tudo isso que coloquei, será que a história do carnaval dita no começo tem alguma coisa a ver com o que fazemos hoje? Para mim foi só a vestimenta mudou e ficou mais modernizada, mas o significado é, praticamente, o mesmo.
Au revoir.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Oscar 2011
Mais uma noite de gala em Hollywood para a festa da maior premiação do cinema em sua 83º edição. Consegui assistir a todos os filmes que estrearam na cidade, porém, infelizmente, não foram todos os que concorrem à estatueta dourada. Muitos ficaram faltando assistir porque não chegaram aqui até o momento, porém alguns devem ainda estrear mesmo depois da premiação hoje. Tenho meus favoritos em cada categoria. A seguir colocarei as categorias e os indicados em cada uma delas, marcando em negrito os ganhadores e em itálico quem eu gostaria que ganhasse. Caso esteja em negrito e em itálico, significa que o que eu gostaria que ganhasse realmente ganhou o grande prêmio da Academia de Artes Cinematográficas de Los Angeles. Caso tenha mais de 1 em itálico significa que estou em dúvida sobre qual deveria levar a estatueta para casa. E caso não haja nenhum em itálico é porque ou não assisti aos filmes da categoria ou não soube opinar [provavelmente por não ter assistido, como é o caso das categorias de Documentário e Filme Estrangeiro].
“Curiosidades”: Não assisti A Rede Social por achar que era perda de tempo e não ter nenhum atrativo. Espero que 127 Horas, Namorados Para Sempre, O Mágico, Em Um Mundo Melhor e Reencontrando a Felicidade estreiem para eu poder assistir. Também não sei o que Inverno da Alma está fazendo na concorrência de filmes tão bons quanto os outros... Salvo a atriz, ele não vale estar lá.
E para não deixar passar, achei na internet estas figuras representativas dos filmes concorrentes ao Oscar deste ano feita em Lego e achei fantástico! Tentem adivinhar quais são os filmes representados abaixo.
Sei que esta postagem está EXTREMAMENTE LONGA, porém é inevitável que não seja assim. Sem mais delongas, vamos à lista!
Melhor Filme:
- Cisne Negro
- O Vencedor
- A Origem
- Minhas Mães e Meu Pai
- O Discurso do Rei
- 127 Horas
- A Rede Social
- Toy Story 3
- Bravura Indômita
- Inverno da Alma
Melhor Ator:
- Colin Firth, por O Discurso do Rei
- Javier Bardem, por Biutiful
- Jeff Bridges, por Bravura Indômita
- Jesse Eisenberg, por A Rede Social
- James Franco, por 127 Horas
Melhor Atriz:
- Annette Bening, por Minhas Mães e Meu Pai
- Nicole Kidman, por Reencontrando a Felicidade
- Natalie Portman, por Cisne Negro
- Michele Williams, por Namorados para Sempre
- Jennifer Lawrence, por Inverno da Alma
Melhor Ator Coadjuvante:
- Christian Bale, por O Vencedor
- John Hawkes, por Inverno da Alma
- Jeremy Renner, por Atração Perigosa
- Mark Ruffalo, por Minhas Mães e Meu Pai
- Geoffrey Rush, por O Discurso do Rei
Melhor Atriz Coadjuvante:
- Amy Adams, por O Vencedor
- Helena Bonham Carter, por O Discurso do Rei
- Melissa Leo, por O Vencedor
- Hailee Steinfeld, por Bravura Indômita
-Jacki Waver, por Animal Kingdom
Melhor Diretor:
- Daren Aronofsky, por Cisne Negro
- David Fincher, por A Rede Social
- Tom Hooper, por O Discurso do Rei
- David O. Russell, por O Vencedor
- Joel Coen e Ethan Coen, por Bravura Indômita
Melhor Roteiro Original:
- A Origem
- Minhas Mães e Meu Pai
- O Discurso do Rei
- Another Year
- O Vencedor
Melhor Roteiro Adaptado:
- 127 Horas
- Toy Story 3
- Bravura Indômita
- Inverno da Alma
- A Rede Social
Melhor Fotografia:
- Matthew Libatique, por Cisne Negro
- Wally Pfister, por A Origem
- Danny Cohen, por O Discurso do Rei
- Jeff Cronenweth, por A Rede Social
- Roger Deakins, por Bravura Indômita
[Eu trocaria A Rede Social por Biutiful]
Melhor Montagem:
- Cisne Negro
- O Vencedor
- O Discurso do Rei
- A Rede Social
- 127 Horas
Melhor Animação:
- Como Treinar Seu Dragão
- O Mágico
- Toy Story 3
Melhor Animação de Curta-Metragem:
- Dia & Noite
- The Gruffalo
- Let’s Pollute
- The Lost Thing
- Madagascar, Carnet de Voyage
Melhor Curta-Metragem:
- The Confession
- The Crush
- God of Love
- Na Wewe
- Wish 143
Melhor Filme Estrangeiro:
- Biutiful [México]
- Incendies [Canadá]
- Em Um Mundo Melhor [Dinamarca]
- Dente Canino [Grécia]
- Fora da Lei [Argélia]
Melhor Documentário:
- Exit Through the Gift Shop
- Gasland
- Trabalho Interno
- Restrepo
- Lixo Extraordinário
Melhor Documentário de Curta-Metragem:
- Killing in the Name
- Poster Girl
- Strangers No More
- Sun Come Up
- The Warriors of Qiugang
Melhor Trilha Sonora:
- Como Treinar Seu Dragão
- A Origem
- O Discurso do Rei
- 127 Horas
- A Rede Social
[Eu trocaria A Rede Social e Como Treinar Seu Dragão por Tron: O Legado e Bravura Indômita]
Melhor Canção Original:
- Cooming Home, de Country Song
- I See the Light, de Enrolados
- If I Rise, de 127 Horas
- We Belong Together, de Toy Story 3
Melhor Mixagem de Som:
- A Origem
- O Discurso do Rei
- Salt
- A Rede Social
- Bravura Indômita
Melhor Edição de Som:
- A Origem
- Toy Story 3
- Tron: O Legado
- Bravura Indômita
- Incontrolável
Melhor Efeitos Visuais:
- Hereafter [Além da Vida]
- Alice no País das Maravilhas
- Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
- A Origem
- Homem de Ferro 2
Melhor Direção de Arte:
- Alice no País das Maravilhas
- Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
- A Origem
- O Discurso do Rei
- Bravura Indômita
Melhor Figurino:
- Colleen Atwood, por Alice no País das Maravilhas
- Antonella Cannarozzi, por I Am Love
- Jenny Beavan, por O Discurso do Rei
- Sandy Powell, por The Tempest
- Mary Zophres, por Bravura Indômita
Melhor Maquiagem:
- The Wolfman [O Lobisomem]
- Caminho da Liberdade
- Minha Versão Para o Amor
Bom, este foi o Oscar 2011, porém, particularmente, foi meio difícil escolher um vencedor em algumas categorias pois haviam 3 grandes filmes que concorriam entre si em muitas categorias: Cisne Negro, Bravura Indômita e O Discurso do Rei. Como sempre, alguns dos filmes que torci perderam e também não concordei com alguns vencedores, mas tudo passa. Apenas uma coisa me deixou irritado: ter que esperar acabar o Fantástico [que fez uma cobertura fajuta com apresentação hilariante de Juliana Morrone] e, como se não bastasse, ter que esperar a transmissão de mais um abençoado “paredão” do tal BBB que com certeza é uma das coisas que ajudam a mudar o mundo [e para melhor, claro]. Ah, infelizmente também não foi desta vez que trouxemos um Oscar pra casa... Lixo Extraordinário perdeu para Trabalho Interno que fala sobre a crise econômica dos EUA que posteriormente caiu sobre o mundo.
Au revoir.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O Grande Irmão - 1
Bem, abaixo transcrevo um texto de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB11. Concordo com algumas coisas, mas ainda me soa um tanto exagerado no sentido de respeito às pessoas. Com relação à minha opinião irei fazer outro texto numa outra hora falando sobre isso, mas colocarei en negrito ou itálico as partes que concordo.
"BIG BROTHER BRASIL - Luiz Fernando Veríssimo
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço... A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar..., ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade."
Vamos refletir.
Au revoir
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Liberdade e libertinagem
É relativamente simples falar desse tema, visto que está bastante explícito e fácil de distinguir um e outro no mundo hoje. Inicialmente vamos aos conceitos para só então discutir:
Liberdade: Condição de uma pessoa poder dispor de si; faculdade de fazer ou deixar de fazer uma coisa; o uso dos direitos do homem; ausência de servidão, submissão e determinação, qualificando-se como independência do ser humano; constitui o comportamento humano voluntário; autonomia de um sujeito racional.
Libertinagem: Desregramento; uso da liberdade sem o bom senso, acabando por transformá-la em um veículo prejudicial a si próprio ou aos outros.
A liberdade é caracterizada por se fazer escolhas de forma racional, levando em conta e aceitando as consequências advindas desta escolha. Também é conhecida por alguns como livre-arbítrio. De qualquer forma, há muitas pessoas que ainda confundem liberdade com libertinagem, fazendo desta um estilo de vida um tanto arriscado, para si e para outros. Acho importante frizar isso, pois a todo momento nos deparamos com esta contradição, especialmente porque estamos praticamente no período do carnaval, época perfeita para se divertir sem limites. Mas o carnaval vai ficar para a próxima postagem.
Às vezes queremos que nossa mão chegue além do que o braço pode esticar, mas esbarramos no limite do espaço de uma outra pessoa. Algumas pessoas invadem o espaço do outro, consciente ou inconscientemente, e se sentem incomodadas, já outros o fazem sem a menor cerimônia como se fizesse parte dele próprio. Não sabe distinguir ele mesmo de outra pessoa. Temos nossa liberdade de escolha e temos que saber usá-la, foi pra isso que Deus nos dotou da capacidade da inteligência, do raciocínio e da individualidade. Ou seja, tudo o que escolhemos e fazemos se volta para nós, não para os outros. Inicialmente pode parecer que o outro foi atingido, mas mais cedo ou mais tarde volta para nós, como se fosse um espelho. Eis aí o karma/carma citado pelos hindus, budistas e outras religiões. O carma em sí não tem nada de ruim, isso é uma ideologia criada pelo homem, mas ele é colocado como ruim porque geralmente as escolhas que fazemos provém do egosísmo, do orgulho e da vaidade.
A liberdade é a grandeza de poder fazer escolhas e escolher é sacrificar. Sacrificar outras coisas e possibilidades em detrimento de uma só. E depois da escolha vem as consequências e temos que aceitá-las, pois foi o que nós mesmos escolhemos para nós. Aceitar com resignação. Se essas escolhas não tivessem consequências, se nos permitíssimos voltar atrás no que não é admitido naturalmente, a liberdade se tornaria vazia e improdutiva. Além disso, estaríamos anulando nossa personalidade, pois somos aquilo que escolhemos para nós, mesmo que tenhamos apenas um caminho a seguir ou quando uma outra pessoa se sobrepõe a nós, daí vale a pergunta: "o que fazer com o que fizeram de mim?". Além do que, aceitar escolhas não diz respeito apenas ao que escolhemos para nós mesmo, mas também aceitar o que os demais escolhem para si. Na realidade fazemos justamente ao contrário: queremos tomar decisões pelos outros achando que será melhor para ela do jeito como pensamos e não como ela escolheu. Com isso cabe fazer uma pergunta: o que nós achamos que será bom para ela é o que é de fato ou fazemos isso porque será melhor para nós, de alguma forma?
É difícil fazer com que as pessoas compreendam aquilo que ainda não sentem. Cada pessoa tem um conceito diferente, o que faz parecer que, eu e outras pessoas que batem nessa mesma tecla maquiada de clichê, estamos tentando ensinar física para crianças do jardim. Eis aí a ignorância do ser humano. Não é raro encontrar quem queira ter seus direitos atendidos, mas é raro quem sequer lembre que, além dos direitos, temos também os deveres. E temos muitos deveres. Inclusive deveres para conosco mesmos, o que significa que a liberdade que temos é para ser usada também em benefício próprio, sem nos prejudicarmos. E se ficarmos apenas gozando dos prazeres da vida sem tirarmos nada de proveito, sem aprender, sem fazer nossa parte não teremos esta liberdade verdadeira, teremos uma prisão. Eis o auto-enclausuramento ou o "carma ruim", como colocado anteriormente. A vida foi feita para sermos felizes, mas não essa felicidade fugaz e materialista que muitos pensam e querem. A vida não é só "sexo, drogas e rock'n roll". Repito que não estamos na vida à passeio, mas muitos preferem ficar pelo caminho perdendo tempo com distrações.
Podemos, então, exercê-la de forma positiva ou negativa. E podemos chegar à tão sonhada paz com esta liberdade do qual falei... ou podemos chegar à prisão. Nós é que escolhemos onde vamos. Mas também podemos ter paz na prisão. E o contrário da liberdade é a prisão, então vamos falar um pouco disso também. Abaixo transcrevo um trecho do discurso feito por Prem Rawat do projeto Palavras de Paz, que pode ser visto no site ou no VcTubo sobre a Luz Interior, que também fala sobre a liberdade:
"Parece que estamos aqui para desfrutar. Temos um corpo que detesta sentir dor e adora sentir prazer. Talvez o propósito desta viagem não seja a dor, o sofrimento, mas podermos sentir a experiência suprema. O supremo pode ser esse poder que torna todas as coisas possíveis, que lhes dá energia, que as move. Mas o que é fascinante não é entendermos o universo, mas saber o que lhe dá energia também está dentro de nós. E isso nós podemos experimentar. Porque quando experimentamos, ficamos cheios de paz, cheios de felicidade.
A cada um de nós foi dada uma oportunidade de sentir plenitude, de sentir paz. A paz que pode ser sentida na prisão. E o que me maravilha é que mesmo na pior das situações há esperança. Há uma flexibilidade, uma compreensão e uma força em cada ser humano. E é essa força que nos faz avançar até a porta de entrada para a paz interior. Estar preso e isolado é o pior dos castigos. Estar sozinho. Eu... comigo. A liberdade está dentro de você. Pode sentir a liberdade, mesmo que esteja trancado numa prisão."
Para finalizar, a liberdade é direito de todos, principalmente no que diz respeito a libertar-se de si mesmo. Libertar-se das suas dificuldades, defeitos e apegos. A liberdade leva tanto à prisão e ao sofrimento quanto leva à paz e a felicidade. Basta saber que caminho vamos percorrer.
E vou ficando por aqui, pois ainda há muito pano pra manga.
Quem sabe não volto a falar disso novamente no futuro?
Au revoir.
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